AGRONEGÓCIO

A expansão do mercado de madeira da Índia e as oportunidades para exportadores brasileiros

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Na última semana de fevereiro, a WoodFlow foi até a Índia para participar de uma das maiores feiras de madeira da Ásia. A Índia Wood foi realizada na cidade de Bangalore e mostrou que o mercado madeireiro indiano está em expansão. “Esse crescimento é uma excelente oportunidade para os exportadores brasileiros”, destacou o CEO da WoodFlow, Gustavo Milazzo.

Segundo Gustavo, a edição de 2024 da feira India Wood foi marcada por um aumento significativo no mercado de madeira na Índia, refletindo o contínuo desenvolvimento econômico e a expansão do setor de construção no país. “Durante o evento, diversos números impressionantes foram apresentados, destacando a ascensão desse mercado”, acrescentou Gustavo.

Crescimento do Mercado de Madeira na Índia

Entre os insights que a feira trouxe, Gustavo destaca o aumento considerável no consumo de produtos de madeira naquele país, principalmente impulsionado pelo crescimento residencial, comercial e industrial – crescimento este que é resultado do aumento da urbanização e maior poder aquisitivo da população.

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Outro aspecto é a expansão da indústria moveleira na Índia, tanto para o mercado interno quanto para o externo. Além disso, o investimento em inovações e tecnologia traduz o anseio por aumento de produtividade e qualidade dos produtos finais, reduzindo o impacto ambiental. Nesse viés, há ainda uma crescente conscientização sobre a importância da sustentabilidade no setor de madeira, com um foco renovado em práticas de manejo florestal responsável e certificação ambiental, atendendo o desejo de consumidores que exigem produtos provenientes de fontes sustentáveis.

WoodFlow na Índia Wood

A WoodFlow marcou presença na feira com um stand para apresentar a plataforma de compra de madeira do Brasil. Esta foi uma excelente oportunidade para expor os produtores do nosso país e sobretudo mostrar que o setor madeireiro brasileiro está disposto a abrir novos mercados.

“A Índia tem buscado expandir suas exportações de produtos de madeira e móveis para mercados internacionais. A participação na feira facilitou o estabelecimento de parcerias comerciais e o acesso a novos mercados, impulsionando o crescimento do setor”, enfatizou Gustavo.

De acordo com o CEO da WoodFlow, para o futuro, espera-se que o mercado de madeira na Índia continue a prosperar, impulsionado pelo crescimento econômico contínuo, urbanização e demanda crescente por produtos de madeira sustentáveis. “A ênfase na inovação tecnológica, sustentabilidade e internacionalização deverá ser mantida para garantir um crescimento sustentável e competitivo do setor no cenário global. E o Brasil antenado nas tendências, por isso acredito que é uma oportunidade enorme de conquistarmos mais um mercado com nossos produtos”, finalizou.

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Fonte: Santa! Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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