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Avicultura paulista: estabilidade no mercado e margens favoráveis

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O mercado de carne de frango doméstica em 2024 mantém estabilidade, contrastando com padrões observados em anos anteriores, com preços menos competitivos no início do ano. Em fevereiro, no estado de São Paulo, o preço médio do frango inteiro congelado registrou um aumento de 0,7% em relação ao mês anterior, atingindo aproximadamente R$ 7,37 por quilo, um valor próximo ao observado em dezembro do ano passado.

Além da estabilidade nos preços da ave, fevereiro também apresentou uma redução nos custos da ração, tanto nos preços do farelo de soja, que vêm caindo desde o início do ano, quanto nos preços do milho, que retrocederam após as altas de dezembro e janeiro.

Os indícios apontam para um ritmo de produção controlado, seguindo a tendência do último trimestre de 2023, conforme os dados preliminares divulgados pelo IBGE. De acordo com o Instituto, os abates de frangos tiveram uma queda de 2,3% em relação ao último trimestre de 2022, enquanto a produção de carne diminuiu 4,1% no mesmo período.

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No que diz respeito às exportações, os envios de janeiro (406 mil toneladas in natura + industrializadas) foram 3,7% menores em comparação com janeiro de 2023, porém, esse resultado não é considerado negativo, uma vez que o ano anterior foi um recorde histórico para o mês. Já os dados parciais de fevereiro indicam uma quantidade semelhante à de fevereiro de 2023, mas com uma elevação no preço médio de exportação em relação ao mês anterior. Essa conjuntura, aliada à redução dos custos de produção na avicultura, fortalece o spread da exportação, que vinha diminuindo desde novembro do ano passado.

Fonte: Comunicação Corporativa – Itaú Unibanco

Fonte: Portal do Agronegócio

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Lentilha-d’água ganha destaque na agricultura sustentável e pode revolucionar bioeconomia no Brasil

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A lentilha-d’água (Lemna minor), uma das menores plantas com flor do mundo, vem ganhando protagonismo em pesquisas científicas por seu potencial de aplicação em soluções ambientais e industriais. Estudos recentes indicam que a espécie pode ser uma aliada estratégica na transição para modelos de economia circular e agricultura sustentável.

A análise foi publicada na revista Circular Economy and Sustainability, da editora Springer, e reúne evidências científicas sobre o uso da planta em áreas como fitorremediação, produção de biomassa e desenvolvimento de bioprodutos.

Estudo reúne avanços científicos sobre a Lemna minor

O trabalho, intitulado “Advancements in Duckweed (Lemna Minor) Research: Exploring Sustainable Applications, Bioproducts and Cultivation Strategies as Potential Drivers to Circular Economy”, foi desenvolvido por pesquisadores vinculados ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro).

A revisão sistematizou 50 estudos científicos, organizando os resultados em quatro eixos principais:

Ecotoxicologia

  • Fitorremediação
  • Composição química e bioprodutos
  • Estratégias de cultivo

Entre os autores estão Johana Marcela Concha Obando, Beatriz Heitzman, Moranne Toniato, Thalisia Cunha dos Santos, Levi Pompermayer Machado e Guilherme Wolff Bueno.

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Planta aquática tem alto potencial para tratamento de água

Pequena e de crescimento acelerado, a Lemna minor é encontrada em ambientes de água doce, como lagos e reservatórios. Sua estrutura simples permite rápida reprodução, o que a torna uma espécie de interesse científico em diferentes áreas.

Um dos principais destaques é seu uso na fitorremediação — processo natural de descontaminação ambiental. Estudos indicam que a planta é capaz de absorver nutrientes e poluentes presentes na água, contribuindo para:

  • Redução da eutrofização
  • Tratamento de efluentes
  • Melhoria da qualidade de corpos hídricos
  • Base para bioprodutos e bioeconomia circular

Além do potencial ambiental, a lentilha-d’água também chama atenção pela sua composição rica em proteínas, biomassa e compostos bioativos.

Segundo os pesquisadores, essa característica abre espaço para aplicações industriais e agrícolas, incluindo:

  • Produção de biofertilizantes
  • Insumos para bioindústria
  • Matéria-prima para produtos sustentáveis

A rápida renovação da biomassa reforça ainda mais seu potencial como recurso estratégico dentro da bioeconomia.

Estudo aponta lacunas e desafios para avanço da pesquisa

Apesar do aumento no número de publicações científicas sobre a espécie, os autores destacam a ausência de uma revisão sistemática abrangente até agora, o que dificultava a consolidação do conhecimento.

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O estudo também identifica desafios importantes para pesquisas futuras, como:

  • Padronização de técnicas de cultivo
  • Avanços em cultivo em escala laboratorial e aberta
  • Melhor caracterização taxonômica e morfológica
  • Integração entre ciência e sustentabilidade

Mais do que reunir dados científicos, a pesquisa propõe uma nova abordagem conceitual para a Lemna minor, alinhando seu uso aos princípios da economia circular.

A planta é apresentada como uma solução capaz de transformar resíduos em biomassa de valor agregado, além de contribuir diretamente para a recuperação ambiental e a redução de impactos em ecossistemas aquáticos.

Perspectiva para o agronegócio e a inovação sustentável

O estudo reforça a importância da integração entre pesquisa básica e aplicada para o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis no campo.

Com aplicações que vão desde o tratamento de água até a produção de insumos agrícolas, a lentilha-d’água surge como uma espécie promissora para impulsionar a inovação na agricultura e fortalecer modelos produtivos regenerativos no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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