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Carne Suína Fecha Outubro com Alta nos Preços Impulsionada por Demanda e Exportações

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O setor de suinocultura no Brasil encerrou o mês de outubro com um panorama positivo, marcado por elevações nos preços do suíno vivo e dos principais cortes no atacado. Segundo Allan Maia, analista e consultor da Safras & Mercado, o aumento mais expressivo nas cotações ocorreu na segunda quinzena do mês, quando frigoríficos mantiveram-se ativos nas negociações, favorecendo o avanço nos preços. “A oferta de animais está equilibrada, enquanto a reposição entre atacado e varejo tem fluído bem, com expectativa de consumo aquecido, especialmente em resposta às altas da carne bovina, que estimulam o consumidor a buscar proteínas alternativas mais acessíveis”, avaliou Maia.

Maia destaca ainda que a aproximação do final do ano, com o pagamento de salários, décimo terceiro e festas de fim de ano, deve manter o consumo em alta. Outro fator importante foi o ritmo elevado das exportações, que reduziu a oferta doméstica. A valorização do dólar, embora benéfica para as exportações, pode pressionar o custo de produção da carne suína nacional.

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Desempenho de Preços

Levantamento da Safras & Mercado indica que o preço do suíno vivo no Centro-Sul subiu 4,61% entre 30 de setembro e 30 de outubro, passando de R$ 7,76 para R$ 8,12 por quilo. No atacado, o preço do pernil avançou 4,44%, de R$ 13,35 para R$ 13,94, enquanto a carcaça teve alta de 3,79%, passando de R$ 12,87 para R$ 13,36.

Em São Paulo, o preço CIF para frigoríficos saltou de R$ 168,00 para R$ 177,00 por arroba, um aumento de 5,36%. No Rio Grande do Sul, os valores de integração aumentaram 1,61%, chegando a R$ 6,30 por quilo, e, no mercado interno, a alta foi de 7,36%, alcançando R$ 8,75. Santa Catarina registrou comportamento similar, com a integração subindo 1,60% para R$ 6,35, e os preços internos avançando 6,02%, chegando a R$ 8,80.

Outros estados também apresentaram aumento nas cotações: no Paraná, a integração subiu 7,63%, atingindo R$ 6,35 por quilo; em Mato Grosso do Sul, a alta foi de 1,61%, para R$ 6,30; e em Minas Gerais, o preço no mercado independente avançou 3,26%, chegando a R$ 9,50 por quilo. Em Mato Grosso, a integração teve alta de 1,60%, atingindo R$ 6,35 por quilo.

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Exportações em Alta

Em outubro, as exportações brasileiras de carne suína “in natura” renderam US$ 258,58 milhões, com uma média diária de US$ 13,61 milhões. O volume total exportado foi de 102,099 mil toneladas, com média diária de 5,373 mil toneladas, a um preço médio de US$ 2.532,6 por tonelada. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve um aumento de 51,4% na média diária do valor exportado, de 36,7% na quantidade média diária exportada e de 10,7% no preço médio da tonelada, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de grãos deve crescer 11,9% na safra 2024/25 e atingir novo recorde no Brasil

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Safra brasileira de grãos caminha para novo recorde histórico

A produção brasileira de grãos na safra 2024/25 deve alcançar um novo recorde, com crescimento estimado em 11,9% em relação ao ciclo anterior. De acordo com dados da Conab, o volume total deve atingir patamar histórico, impulsionado principalmente pela recuperação da produtividade e pela expansão da área cultivada.

O resultado reflete condições climáticas mais favoráveis em comparação à safra passada, além de investimentos em tecnologia e manejo por parte dos produtores.

Expansão da área plantada contribui para aumento da produção

A área total destinada ao cultivo de grãos também apresenta crescimento, reforçando o potencial produtivo do país.

Esse avanço é puxado principalmente por culturas estratégicas, como:

  • Soja
  • Milho
  • Algodão

A ampliação da área, aliada a ganhos de produtividade, sustenta a expectativa de uma safra robusta e com forte impacto no abastecimento interno e nas exportações.

Soja lidera produção nacional e mantém protagonismo

A soja segue como principal cultura do país, com participação significativa no volume total produzido.

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A expectativa é de recuperação na produtividade, após desafios climáticos enfrentados no ciclo anterior. Esse desempenho reforça o papel do Brasil como um dos maiores produtores e exportadores globais da commodity.

Milho apresenta recuperação e reforça oferta interna

A produção de milho também deve crescer na safra 2024/25, impulsionada pelo bom desenvolvimento da segunda safra (safrinha).

A combinação de clima mais favorável e maior área plantada contribui para elevar a oferta do cereal, que é fundamental tanto para o mercado interno quanto para exportação.

Algodão e outras culturas também registram avanço

Além de soja e milho, outras culturas importantes, como o algodão, também apresentam perspectiva de crescimento.

O avanço dessas cadeias produtivas amplia a diversificação da produção agrícola brasileira e fortalece a posição do país no comércio internacional.

Condições climáticas favorecem desenvolvimento das lavouras

O clima tem sido um fator decisivo para o bom desempenho da safra atual. Em comparação ao ciclo anterior, marcado por irregularidades climáticas, a safra 2024/25 apresenta maior regularidade nas chuvas e melhores condições para o desenvolvimento das culturas.

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Esse cenário contribui diretamente para o aumento da produtividade média das lavouras.

Impactos positivos para o mercado interno e exportações

O crescimento da produção deve gerar efeitos relevantes em toda a cadeia do agronegócio:

  • Maior disponibilidade de produtos no mercado interno
  • Potencial de redução de preços em alguns segmentos
  • Aumento das exportações
  • Fortalecimento da balança comercial

Com maior oferta, o Brasil tende a consolidar ainda mais sua posição como um dos principais fornecedores globais de alimentos.

Perspectivas: safra robusta reforça protagonismo do agronegócio

A expectativa de uma produção recorde reforça o papel estratégico do agronegócio na economia brasileira.

Com ganhos de produtividade, expansão de área e clima favorável, o setor segue como um dos principais motores de crescimento do país, com impactos positivos sobre renda, emprego e comércio exterior.

A consolidação desses resultados ao longo da safra dependerá da manutenção das condições climáticas e do cenário de mercado nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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