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Produção de açúcar no Centro-Sul deve cair 5,2% na primeira quinzena de agosto, aponta S&P

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A produção de açúcar na região Centro-Sul do Brasil deverá registrar uma queda de 5,2% na primeira quinzena de agosto em comparação com o mesmo período do ano passado, totalizando 3,29 milhões de toneladas. Essa previsão é baseada em uma pesquisa realizada pela S&P Global Commodity Insights, que consultou 18 analistas do setor.

A estimativa para a moagem de cana no período oscila entre 43,4 milhões e 47,6 milhões de toneladas, com uma média de 45,79 milhões de toneladas, o que representa uma redução de 4,5% em relação ao ano anterior. O açúcar total recuperável (ATR) está projetado para ser de 150,11 kg/tonelada, apresentando um aumento de 0,6% em relação ao ano passado.

A proporção de cana destinada à produção de açúcar deve ser de 50,14%, ligeiramente abaixo dos 50,82% registrados no ano passado. A produção total de etanol, incluindo tanto o hidratado quanto o anidro, foi estimada em 2,36 bilhões de litros, o que representa um aumento de 0,5% em relação ao ano anterior.

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Especificamente, a produção de etanol hidratado a partir da cana-de-açúcar e do milho deve atingir 1,41 bilhões de litros, uma redução de 0,77% em relação ao ano passado. Já a produção de etanol anidro deve alcançar 947 milhões de litros, com um aumento de 2,58% em relação ao ano anterior.

Em 22 de agosto, o preço do etanol hidratado, convertido em equivalente de açúcar bruto, foi avaliado em 14,22 centavos por libra-peso. Em contraste, o contrato futuro de açúcar para outubro fechou a 17,85 centavos por libra, apresentando um prêmio de 3,63 centavos por libra sobre o preço do etanol.

De acordo com Bianca Guimarães, analista de açúcar da S&P Global Commodity Insights, a primeira quinzena de agosto foi marcada por chuvas isoladas e geadas em algumas regiões, com impacto marginal até o momento. “Após a última quinzena, os analistas ajustaram para baixo a proporção de açúcar devido a resultados persistentemente abaixo do esperado”, afirmou.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) deverá divulgar os números oficiais da produção na primeira quinzena de agosto na próxima semana, com a data ainda a ser anunciada.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

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