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Procon Cuiabá reforça alerta para compras seguras e prevenção de golpes

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Faltando cinco dias do encerramento da Black Friday, que chega ao seu ponto alto na próxima sexta-feira (29), o Procon Municipal de Cuiabá intensificou nesta semana as ações de orientação e fiscalização para garantir que os consumidores façam compras seguras e livres de fraudes. A reta final do evento, que movimenta intensamente o comércio físico e online, é justamente o período em que mais se multiplicam golpes digitais, “maquiagem de preços” e irregularidades nas ofertas.

A secretária-adjunta do Procon, Mariana Almeida Borges, destaca que o órgão está operando em regime reforçado. “Nosso papel é informar o consumidor sobre seus direitos, evitar prejuízos e garantir que as compras de fim de ano ocorram de forma tranquila. A Black Friday é uma oportunidade, mas exige atenção redobrada.”

Monitoramento de preços: o primeiro passo contra a “Black Fraude”

O Procon orienta que o consumidor acompanhe o histórico de preços para evitar a maquiagem de valores, prática em que lojas elevam os preços semanas antes e apresentam descontos fictícios no dia da promoção. “É essencial saber qual é o preço real do produto, e não apenas o valor anunciado no dia da oferta. Monitorar com antecedência ajuda a fugir da ‘metade do dobro’ e garante uma compra verdadeiramente vantajosa”, afirma Mariana.

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Golpes digitais: criminosos cada vez mais profissionais

As fraudes virtuais permanecem entre as maiores preocupações do órgão nesta Black Friday. Sites falsos, links enviados por WhatsApp e perfis que imitam grandes varejistas estão entre os golpes mais comuns. Pequenas alterações no endereço do site, como nomes com letras trocadas ou duplicadas, são fortes indícios de fraude.

O Procon reforça a importância de priorizar páginas com “https://” e cadeado de segurança, além de verificar o CNPJ da empresa. “Hoje existem golpes muito bem produzidos, que replicam logotipos e layouts de grandes marcas. A checagem do link e dos dados da empresa é indispensável”, alerta a secretária-adjunta.

Pix e boleto: atenção redobrada ao pagar

Segundo o Procon, golpistas têm usado o Pix para aplicar fraudes, aproveitando a rapidez da transação. Antes de concluir o pagamento, o consumidor deve conferir:

— nome do destinatário;
— CPF ou CNPJ que receberá o valor;
— se a loja oferece outros meios de pagamento.

“Se o Pix direciona para uma pessoa física ou para uma razão social diferente da loja, isso é sinal de alerta. Sempre que possível, priorize o cartão de crédito, que permite contestação”, orienta Mariana.

Dicas essenciais para evitar prejuízos

O Procon reforça cuidados práticos:

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— Pesquisar a reputação da empresa em sites e plataformas de reclamações.
— Exigir nota fiscal – indispensável para trocas e reclamações.
— Conferir frete, prazo de entrega e política de devolução antes de finalizar a compra.
— Verificar rótulos, certificações e instruções em português, especialmente em brinquedos e eletrônicos.
— Nas compras online, lembrar do direito de arrependimento: são sete dias após o recebimento para desistir, sem justificativa.

Consumo consciente e planejamento

Além de evitar golpes, o Procon incentiva o consumo responsável nesta reta final de ano. “O Natal é um período de confraternização, não de endividamento. Uma boa compra é aquela planejada, dentro do orçamento e com significado. Consumir com consciência também é uma forma de proteção”, enfatiza Mariana Borges.

Canais de atendimento do Procon Cuiabá

Em caso de dúvidas, suspeitas de golpe ou irregularidades, o órgão atende nos seguintes canais:

— Endereço: Rua Joaquim Murtinho, nº 554, Centro
— Site da SORP: registro na aba “Consumo”
— WhatsApp: (65) 3632-6400

O Procon reforça que está à disposição para acolher reclamações e orientar consumidores durante todo o período promocional, especialmente nos dias decisivos da Black Friday.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Agro tem até dia 30 para escolher tributação que pode alterar competitividade em 2027

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Empresas do agronegócio enquadradas no Simples Nacional têm até 30 de outubro para decidir se manterão o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) dentro do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) ou se recolherão os dois tributos pelo regime regular a partir de janeiro de 2027. A escolha poderá afetar o valor dos créditos aproveitados pelos clientes e, consequentemente, a competitividade dos fornecedores.

Quem não fizer a opção continuará automaticamente no modelo tradicional, com IBS e CBS incluídos no DAS. A mudança interessa principalmente às empresas que vendem para cooperativas, indústrias, exportadores e outros compradores que aproveitam créditos tributários.

Essa limitação pode pesar na negociação. Uma cerealista, agroindústria ou fornecedora de insumos que gere pouco crédito poderá se tornar menos atraente para compradores empresariais, sobretudo quando concorrer com fornecedores capazes de transferir créditos maiores.

A alternativa prevista na reforma tributária é permanecer no Simples Nacional para os demais tributos, mas calcular IBS e CBS pelo regime regular. É o chamado modelo híbrido. A empresa continua recolhendo pelo DAS os tributos que permanecerem no Simples, enquanto apura IBS e CBS separadamente.

Nesse modelo, poderá aproveitar os créditos permitidos sobre máquinas, equipamentos, energia, serviços e outros bens e insumos adquiridos. Também poderá gerar créditos pelo regime regular para seus clientes. Em contrapartida, terá mais obrigações fiscais, necessidade de controlar entradas e saídas e possível aumento do custo contábil.

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Por isso, não existe uma resposta única para o agronegócio. Manter IBS e CBS dentro do Simples pode continuar sendo vantajoso para empresas que vendem principalmente ao consumidor final, possuem poucos gastos capazes de gerar créditos e valorizam uma operação tributária mais simples.

Já a apuração pelo regime regular merece ser simulada por empresas que vendem predominantemente a outras pessoas jurídicas, realizam investimentos elevados ou compram grande quantidade de insumos tributados. Nesses casos, os créditos podem compensar parte do aumento da burocracia e preservar a competitividade comercial.

A conta também precisa incluir os tratamentos diferenciados concedidos ao setor. A legislação prevê redução de 60% das alíquotas de IBS e CBS para determinados produtos agropecuários, aquícolas, pesqueiros, florestais e extrativistas in natura, além de insumos agropecuários incluídos nas listas legais. Há ainda operações sujeitas a alíquota zero, diferimento ou créditos presumidos.

Esses benefícios, entretanto, não alcançam automaticamente toda empresa ligada ao agronegócio. A aplicação depende do produto, da operação, da classificação fiscal e das condições previstas na legislação. Uma empresa pode ter receitas submetidas a tratamentos diferentes dentro da mesma atividade.

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A decisão, portanto, não deve considerar apenas o percentual atualmente pago no DAS. É necessário comparar o valor total dos tributos, os créditos aproveitáveis nas compras, os créditos transferidos aos clientes, o perfil das vendas, o efeito sobre os preços, o fluxo de caixa e o custo adicional de cumprimento das obrigações fiscais.

A Receita Federal informa que a opção pelo regime regular de IBS e CBS poderá ser feita até 30 de outubro de 2026. Quem não optar continuará recolhendo os dois tributos dentro do Simples. A escolha poderá ser cancelada entre 3 de novembro e 20 de dezembro. Haverá uma nova oportunidade em março de 2027, com efeitos a partir de julho.

Para as empresas do agro, o Simples não deixou de ser uma boa opção. O que terminou foi a segurança de escolhê-lo apenas porque a alíquota parece menor. A partir de 2027, o crédito tributário concedido ao comprador pode ser tão importante quanto o imposto pago pelo fornecedor.

Fonte: Pensar Agro

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