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Processamento de Frutas e Verduras Impulsiona Renda e Reduz Desperdício no Paraná

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Transformar frutas e hortaliças em geleias, compotas e conservas tem se tornado uma estratégia eficiente para agricultores do Paraná ampliarem a renda, evitarem perdas na safra e diversificarem a produção. Essa prática é destaque da edição de janeiro do Projeto Orgulho Paraná, promovido pelo Sistema FAEP, que valoriza a agroindústria artesanal e dá visibilidade a produtores de várias regiões do Estado.

Paraná se destaca na fruticultura com R$ 4 bilhões em produção anual

O Paraná é um dos principais produtores de frutas do país, com uma produção anual de 1,3 milhão de toneladas, que movimenta cerca de R$ 4 bilhões em Valor Bruto da Produção (VBP). Entre os municípios de maior destaque estão Paranavaí (10,36%), Carlópolis (6%) e Alto Paraná (4,49%).

De acordo com Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema FAEP, o projeto reforça a importância de agregar valor dentro das propriedades rurais.

“Quando o produtor transforma a matéria-prima, ele passa a comercializar um alimento com identidade e história, fortalecendo a renda no campo e aproximando o consumidor do trabalho rural”, destaca Meneguette.

Cooperativas fortalecem renda e o protagonismo feminino no campo

No Sudoeste do Estado, em Clevelândia, a Cooperativa Duas Irmãs é exemplo de sucesso no processamento de frutas e verduras. Formada por famílias de agricultoras, a cooperativa produz conservas e compotas com ingredientes cultivados nas próprias propriedades, respeitando a sazonalidade e evitando desperdícios.

Para Fabiana Carpes, representante da cooperativa, a atividade representa mais do que geração de renda:

“Hoje, a produção de conservas significa dignidade, autonomia e esperança. É a oportunidade de cada mulher contribuir com seu próprio trabalho e sentir orgulho do que faz”, afirma.

Beneficiamento garante aproveitamento integral da produção

Em Bela Vista da Caroba, Raquel Doneda encontrou no processamento de frutas e legumes uma forma de manter a produção ativa o ano todo.

“Transformar o que produzimos em conservas e compotas permite oferecer o produto mesmo fora da safra. Assim, evitamos perdas e garantimos aproveitamento total da colheita”, explica.

Turismo rural impulsiona comercialização de produtos artesanais

Na Região Metropolitana de Curitiba, em São José dos Pinhais, Márcia Vailati transformou a produção artesanal em um atrativo do turismo rural. Após realizar cursos de capacitação do Sistema FAEP em 2010, ela estruturou um negócio familiar que utiliza frutas cultivadas na propriedade, como morango, amora, goiaba e ponkan.

“Esse trabalho complementa a renda da família. Tenho orgulho de dizer que tudo começou com o aprendizado adquirido nos cursos da FAEP”, conta.

Exposição em Curitiba valoriza o trabalho dos produtores rurais

Os participantes do Projeto Orgulho Paraná são indicados pelos sindicatos rurais e têm seus produtos expostos na sede do Sistema FAEP, em Curitiba. Cada item é acompanhado de um QR Code, que permite ao público conhecer detalhes sobre a origem e o processo de produção.

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Para os agricultores, o reconhecimento é motivo de orgulho.

“Participar do projeto é saber que nosso esforço está rendendo frutos”, afirma Raquel Doneda.

“Essa visibilidade fortalece o orgulho de ser paranaense”, complementa Roberto Pontim, produtor de Engenheiro Beltrão.

Capacitação e valorização do produtor rural

Em Nova Londrina, Cristina Faria reforça a importância da qualificação promovida pela FAEP. Há duas décadas ela participa de cursos da instituição, que abrangem desde higienização e processamento de alimentos até fruticultura, piscicultura e novas tecnologias.

“Com o apoio do Sistema FAEP, conseguimos transformar a propriedade em uma microempresa rural”, destaca.

O Sistema FAEP oferece atualmente cinco cursos na área de fruticultura, incluindo capacitação em morango, maracujazeiro azedo, mirtilo, amora-preta e framboesa, além de quatro cursos na área de alimentos, voltados à produção de geleias, compotas, frutas desidratadas, conservas, molhos e temperos. Todos os cursos são gratuitos e com certificado.

Os interessados podem procurar o sindicato rural mais próximo, com endereços e telefones disponíveis no site da FAEP, na seção “Sindicatos Rurais”.

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Produtos em exposição no Sistema FAEP
  • Araruna – Marinete Vissoto (Alimentos PAAM)
    • Compotas: geleia de jabuticaba, doce de mamão, geleia de amora e morango.
  • Bela Vista da Caroba – Raquel Doneda (Recanto da Pitaya)
    • Conservas e geleias: caponata, geleia de pitaya com doce de leite, pitayada e bala de corte de pitaya.
  • Clevelândia – Fabiana Perin (Duas Irmãs Várias Famílias)
    • Conservas: geleia de morango, pepino em conserva, cebola em conserva e doce de leite com maracujá.
  • São José dos Pinhais – Márcia Vailati (Chácara Vailati)
    • Geleias e doces: geleia de uva, morango, amora e conserva de pepino agridoce.
  • Engenheiro Beltrão – Bruno Pontim (Pontim Alimentos)
    • Conservas: jiló, pepino e vagem.
  • Nova Londrina – Cristina Faria (Feira Faria)
    • Geleias e doces: doce de abóbora, doce de mamão e geleia de morango.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Boi gordo fecha abril com preços firmes no Brasil, apesar de pressão na segunda quinzena

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O mercado físico do boi gordo encerra abril com preços variando de estáveis a mais altos no Brasil, ainda que abaixo dos picos registrados no início do mês. De acordo com análise da Safras & Mercado, o comportamento das cotações foi influenciado pela restrição de oferta na primeira metade do período e pela maior organização das escalas de abate na segunda quinzena.

Oferta enxuta sustentou máximas no início do mês

Segundo o analista Fernando Iglesias, o mercado atingiu novos patamares de preços no começo de abril, impulsionado pela menor disponibilidade de animais terminados para abate. Esse cenário favoreceu a valorização da arroba e aumentou o poder de barganha dos pecuaristas.

Escalas mais confortáveis pressionam cotações

Na segunda metade do mês, os frigoríficos conseguiram avançar nas escalas de abate, reduzindo a urgência por compras e exercendo maior pressão sobre os preços. Esse movimento contribuiu para desacelerar a alta observada anteriormente.

O mercado também foi impactado por incertezas relacionadas à demanda externa, especialmente diante das especulações sobre o esgotamento da cota de exportação para a China. Esse fator pode sinalizar menor ritmo de embarques no terceiro trimestre, período que também deve contar com maior oferta de animais confinados.

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Preços do boi gordo por praça

Na modalidade a prazo, os preços da arroba em 29 de abril apresentaram variações moderadas entre as principais regiões:

  • São Paulo (Capital): R$ 360,00/@ (estável)
  • Goiás (Goiânia): R$ 345,00/@ (+1,47%)
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 340,00/@ (-1,45%)
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 350,00/@ (estável)
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 360,00/@ (+1,41%)
  • Rondônia (Vilhena): R$ 330,00/@ (+3,30%)
Atacado registra altas históricas

No mercado atacadista, o mês foi marcado por valorização expressiva dos preços da carne bovina, impulsionada pelo forte ritmo de exportações, que reduziu a disponibilidade no mercado interno.

O quarto dianteiro foi cotado a R$ 23,50/kg, alta de 7,80% frente ao final de março. Já o traseiro bovino atingiu R$ 28,50/kg, avanço de 3,64% no mesmo comparativo.

Exportações de carne bovina seguem em alta

As exportações brasileiras de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada somaram US$ 1,340 bilhão em abril (até 16 dias úteis), conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior.

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O volume embarcado chegou a 216,266 mil toneladas, com média diária de 13,516 mil toneladas. O preço médio da tonelada foi de US$ 6.200,70.

Na comparação com abril de 2025, os embarques registraram forte desempenho:

  • +38% no valor médio diário exportado
  • +11,9% no volume médio diário
  • +23,2% no preço médio da tonelada
Perspectivas: mercado atento à oferta e exportações

Para os próximos meses, o mercado do boi gordo deve seguir sensível ao comportamento das exportações e à entrada de animais confinados. A possível redução da demanda chinesa e o aumento da oferta interna no terceiro trimestre podem trazer maior pressão sobre as cotações da arroba.

Ainda assim, o cenário de curto prazo permanece relativamente sustentado, especialmente se o ritmo de embarques continuar elevado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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