AGRONEGÓCIO

Primeira captação de coração no HMC marca momento histórico na unidade

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Na noite deste domingo (04), o Hospital Municipal de Cuiabá Dr. Leony Palma de Carvalho (HMC) viveu um momento histórico e profundamente emocionante. pela primeira vez foi realizada a captação de um coração em suas instalações. A doadora foi uma mulher de 30 anos.

A captação teve início por volta das 20h e foi concluída às 22h40, envolvendo a retirada de múltiplos órgãos e tecidos como, coração, fígado, rins (direito e esquerdo) e córneas. O procedimento foi conduzido com sucesso e sem intercorrências, graças ao trabalho coordenado entre equipes médicas de diferentes estados: Distrito Federal: responsável pela captação do coração; Paraná: equipe responsável pelo fígado; São Paulo: destino dos rins, com a retirada feita pela equipe local; Mato Grosso: responsável pela captação das córneas. Cada equipe foi formada por três profissionais, dois cirurgiões e um enfermeiro que atuaram em conjunto para garantir a segurança e eficácia do procedimento.

A CIHDOTT (Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante) do HMC foi a responsável por organizar e coordenar todo o processo. Atuando em parceria com a Central de Transplantes, a comissão assegura que cada etapa da doação ocorra de forma ética, segura e eficiente, respeitando os protocolos médicos e o acolhimento às famílias.

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Como forma de reconhecimento à generosidade da doadora e sua família, os colaboradores do hospital formaram um corredor humano entre as UTIs e o Centro Cirúrgico. O gesto simbólico foi marcado por grande emoção e finalizado com a oração do Pai Nosso, realizada em conjunto com os familiares da paciente.

A enfermeira Leila Luiza dos Santos, responsável técnica do setor de Bio Imagem e também RT da CIHDOTT, participou diretamente da captação e destacou a importância e a carga emocional do momento. “Por mais que a gente esteja acostumado com a rotina hospitalar, cada captação é única. Participar desse momento é sempre emocionante e nos lembra do quanto a vida é preciosa. Ver o coração sendo levado para dar nova chance a outra pessoa é algo que não se esquece. É um ato de amor que transcende a dor”, afirmou.

A primeira captação de coração realizada no HMC representa não apenas um avanço técnico, mas também um marco histórico para a instituição e para a saúde pública de Cuiabá. A direção do hospital reforça o compromisso de continuar promovendo a cultura da doação de órgãos e ressalta a importância da solidariedade como instrumento para salvar vidas.

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A imagem ilustra um grupo de profissionais que participaram de um emocionante momento de captação de órgãos ocorrido no Hospital Municipal de Cuiabá. Todos estão vestidos com roupas brancas.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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