AGRONEGÓCIO

Prefeitura retira 20 toneladas de lixo do Rio Cuiabá mensalmente

Publicado em

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), realiza a retirada de cerca de 20 toneladas de lixo por mês do leito e das margens do Rio Cuiabá. O trabalho é feito com apoio da balsa ecológica, operada pela empresa Locar Saneamento Ambiental, responsável também pela coleta domiciliar em bairros e avenidas da capital.

Nesta terça-feira (16), o diretor-geral da Limpurb, Felipe Wellaton, acompanhou de perto uma vistoria técnica durante a execução do serviço. A inspeção ocorreu em razão do grande volume de resíduos acumulados nas margens do rio após a forte chuva e os ventos registrados no último domingo (14).

“Por conta da chuva, o lixo descartado irregularmente pela população desceu para as margens do Rio Cuiabá, gerando o acúmulo de detritos, como foi registrado em vídeos. É importante ressaltar: o lixo não chega sozinho ao rio. Alguém o joga. Essa prática causa entupimento de bocas de lobo, obstrução de córregos e, consequentemente, poluição dos leitos”, destacou Wellaton.

Leia Também:  Tarifa de 50% dos EUA ameaça R$ 1,5 bilhão em exportações do agronegócio do Paraná

A balsa ecológica atua de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, percorrendo aproximadamente sete quilômetros entre a Marina Goiana, na região da Beira Rio, e a Ponte Sarita Baracat de Arruda, no bairro Parque Atalaia. Durante o trajeto, são recolhidos em média dois contêineres de resíduos por dia, cerca de uma tonelada, o que representa aproximadamente 20 toneladas por mês.

Na fiscalização desta terça-feira, foram encontrados materiais diversos, como garrafas PET, copos plásticos, restos de poda, além de eletrodomésticos como geladeiras e fogões. A maior concentração estava nas margens da Orla do Porto I, onde tampas e recipientes de marmitas chamaram atenção.

“Se observarmos, muito desse descarte irregular vem da Orla do Porto I, que é limpa diariamente com equipes de varrição e recolhimento. Mesmo assim, parte da população insiste em jogar lixo de forma inadequada, o que compromete diretamente a preservação do Rio Cuiabá”, reforçou o diretor-geral.

A embarcação utilizada no serviço tem mais de sete metros de largura e três de comprimento, comportando dois contêineres de até 500 litros cada. A equipe é formada por um piloto e dois coletores, que trabalham com equipamentos de proteção individual e utilizam passaguás, ganchos e coleta manual para retirar os resíduos. Após a coleta, os materiais são ensacados e transportados pela Locar até o Aterro Sanitário (CGR/Orizon), garantindo a destinação correta.

Leia Também:  Cesta básica sobe em 24 capitais em janeiro; tomate e pão francês lideram altas

Para evitar o acúmulo de lixo em áreas públicas e no rio, a Prefeitura de Cuiabá disponibiliza à população o Programa Cata-Treco, que oferece uma opção prática e gratuita para o descarte adequado de materiais que não são recolhidos pela coleta convencional.

O programa não recebe restos de poda, pneus, vidros, baterias, pilhas, entulhos de obras, latas de tinta e pedaços de madeira. Esses itens devem ser destinados aos ecopontos ou locais autorizados de descarte.

Quem desejar solicitar o serviço fora do cronograma pode agendar pelo telefone (65) 3645-5518 ou pelo WhatsApp (65) 99243-6502.

#PraCegoVer

A imagem mostra o diretor-geral da Limprub, Felipe Wellaton durante vistoria técnica para acompanhar a execução do serviço de Balsa Ecológica.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Uso de satélite para barrar crédito rural gera novo debate no setor

Published

on

A nova regra que condiciona o acesso ao crédito rural ao monitoramento ambiental por satélite abriu uma frente de tensão entre produtores, Congresso e governo federal. Desde 1º de abril, bancos que operam recursos do Plano Safra passaram a consultar automaticamente dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) antes da liberação dos financiamentos agropecuários.

O centro da discussão está nos chamados “falsos positivos”, situações em que alterações na cobertura vegetal identificadas pelo sistema acabam sendo interpretadas como desmatamento irregular, mesmo quando decorrem de atividades produtivas permitidas ou manejos regulares dentro da propriedade.

Segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), produtores vêm relatando dificuldades para acessar crédito em casos envolvendo limpeza de pastagem, manejo agrícola, renovação de áreas produtivas e até colheita de florestas plantadas, como eucalipto.

A preocupação do setor é que o sistema utilizado para monitoramento identifica mudanças na vegetação, mas não consegue, sozinho, diferenciar imediatamente uma atividade legal de um desmatamento irregular.

Com isso, o bloqueio ao crédito pode ocorrer antes mesmo de qualquer análise individualizada do caso. Isso inverte o ônus da prova e  obriga o produtor a comprovar posteriormente que a alteração apontada pelo satélite não configura infração ambiental. O processo pode envolver laudos técnicos, documentos fundiários, análises ambientais e procedimentos administrativos que levam semanas ou meses.

Leia Também:  Atividade Econômica Brasileira Desacelera Ligeiramente em Março, Revela Banco Central

O problema ganha peso porque o crédito rural continua sendo peça central do financiamento agropecuário brasileiro, especialmente em um momento de juros elevados, aumento do endividamento e custos ainda pressionados.

Dados citados pela consultoria Datagro mostram que mais de 5,4 milhões de apontamentos positivos estavam registrados no sistema Prodes até outubro de 2025. Parte dessas ocorrências, segundo o setor, pode estar associada justamente a interpretações equivocadas do monitoramento remoto.

As novas exigências estão previstas nas Resoluções nº 5.193/2024 e nº 5.268/2025, do Conselho Monetário Nacional (CMN), dentro do processo de endurecimento das regras ambientais para concessão de crédito rural.

A justificativa oficial é impedir que propriedades com irregularidades ambientais tenham acesso a recursos públicos subsidiados.

O avanço das restrições provocou reação imediata no Congresso Nacional. Parlamentares ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária protocolaram projetos para suspender os efeitos das resoluções até que sejam criados mecanismos considerados mais precisos de validação ambiental.

As propostas também tentam impedir embargos automáticos baseados exclusivamente em imagens de satélite e estabelecer critérios técnicos mais claros para restrições ao financiamento rural.

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende (foto), o principal problema está na automatização do processo sem análise técnica prévia. “O monitoramento ambiental é necessário e irreversível. O problema começa quando um apontamento preliminar feito por satélite passa a produzir efeito imediato sobre o crédito sem uma verificação individualizada da situação da propriedade”, afirma.

Leia Também:  A Ciência avança mais rápido que os regulamentos ou a percepção social

Segundo Rezende, a insegurança aumenta porque o produtor depende do financiamento para manter o calendário agrícola e não consegue esperar meses por uma solução administrativa. “O crédito rural não financia apenas expansão. Ele financia custeio, compra de insumos, operação da safra e fluxo de caixa da propriedade. Quando o recurso trava por causa de um possível falso positivo, o impacto econômico acontece imediatamente dentro da porteira”, diz.

Ele avalia que o avanço das exigências ambientais tende a se intensificar nos próximos anos, principalmente pela pressão de bancos, mercados importadores e sistemas internacionais de rastreabilidade.

“A questão ambiental passou a fazer parte da análise de risco do crédito rural. Isso já não é mais uma discussão apenas regulatória. O produtor vai precisar cada vez mais de documentação organizada, regularidade ambiental e segurança jurídica para acessar financiamento e mercado”, afirma.

O episódio evidencia uma mudança estrutural no agro brasileiro. Critérios ambientais deixaram de afetar apenas fiscalização e passaram a interferir diretamente na capacidade de financiar produção, renegociar dívidas e manter competitividade no mercado internacional.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA