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Prefeitura reforça chamado para pediatras atuarem no Centro Médico Infantil

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, reforçou o chamamento a médicos pediatras para atuação no Centro Médico Infantil (CMI) Antony Gabriel de Souza Gomes de Moraes. Na noite desta segunda-feira (6), o gestor esteve novamente na unidade e utilizou suas redes sociais para fazer um novo convite direto aos profissionais da área, destacando a necessidade de ampliar o quadro médico para garantir o pleno funcionamento do serviço.

“Pessoal, estamos procurando mais médicos pediatra. Nós acabamos de inaugurar o Centro Médico Infantil aqui. Está funcionando, mas estamos precisando contratar pediatras. Se você conhece algum profissional que quer trabalhar aqui em Cuiabá, entre em contato com a gente. Qualquer informação que você precisa, me chama no WhatsApp ou no Instagram, que eu explico quais são os dados necessários”, publicou o prefeito.

O novo chamado retoma o convite feito durante a solenidade de inauguração do CMI, quando Abilio destacou que a unidade contará com o maior valor pago por plantão médico em todo o estado de Mato Grosso, como forma de atrair profissionais qualificados de todo o país. Na ocasião, ele foi enfático ao defender a valorização dos médicos na rede pública municipal. “Nós queremos os melhores aqui. Médicos de todo o Brasil que queiram trabalhar com dignidade e em prol da nossa população, que venham para Cuiabá. Aqui a saúde será prioridade e o profissional será valorizado”, afirmou.

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Para garantir o funcionamento do Centro Médico Infantil com capacidade máxima e excelência técnica, a gestão municipal estabeleceu o valor de R$ 2.301,46 por plantão de 12 horas, válido para dias de semana, feriados e finais de semana. O montante representa o maior valor praticado no estado e é considerado o principal atrativo para a contratação de pediatras.

O prefeito tem classificado o CMI como a “menina dos olhos” da gestão, por representar uma mudança no modelo de atendimento à saúde infantil em Cuiabá. A unidade foi projetada para oferecer um ambiente lúdico, acolhedor e totalmente voltado ao público infantojuvenil, com foco em atendimento humanizado e resolutivo.

O Centro Médico Infantil funciona 24 horas por dia e atende crianças e adolescentes de 29 dias de vida até 14 anos. A estrutura inclui seis consultórios pediátricos, leitos de internação para diferentes níveis de complexidade, além de um setor de odontopediatria 24 horas, preparado inclusive para atendimentos com sedação em crianças com necessidades especiais. A unidade também dispõe de exames laboratoriais, tomografia e raio-X.

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O hospital leva o nome de Antony Gabriel em homenagem à sua família e consolida-se como a principal referência pública em pediatria na Baixada Cuiabana.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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