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Prefeitura e TJMT firmam parceria para capacitações e referência no autismo

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, firmou uma parceria com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) para desenvolver capacitações e ações voltadas à conscientização e atendimento de pessoas com autismo. O acordo foi fechado com o presidente e a vice-presidente do TJMT, desembargadores José Zuquim Nogueira e Nilza Maria Pôssas de Carvalho, e prevê uma série de iniciativas conjuntas. O acordo foi firmado na tarde de sexta-feira (28 de fevereiro), na sala de reuniões da presidência do Palácio da Justiça.

No encontro foram firmados duas frentes de trabalho, na primeira a prefeitura será responsável por disponibilizar um local para a realização de um evento especial durante o mês do autismo, em abril. Já o TJMT se encarregará de levar palestrantes e especialistas para abordar temas relacionados ao transtorno do espectro autista (TEA).

Outro compromisso firmado envolve a busca por um espaço adequado para sediar um centro de formação, identificação e referência para pessoas autistas. Neste projeto de médio e longo prazo, prefeitura e TJMT irão capacitar cuidadores de alunos com deficiência (CADs), pais e professores das redes pública e privada, ampliando o alcance da iniciativa.

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O prefeito Abilio Brunini celebrou a parceria e destacou a importância da inclusão. “Eu fico muito feliz que o Tribunal de Justiça, através dos desembargadores, estejam junto com a gente nesse projeto. Quando eles me procuraram para tratar desse assunto, aceitei com prazer, porque faz parte do nosso compromisso com a inclusão. Essa parceria coloca a pauta do autismo em outro patamar, e Cuiabá e Mato Grosso têm muito a ganhar”, afirmou.

A primeira-dama de Cuiabá e vereadora, Samantha Iris, que também participou do encontro ressaltou a necessidade de envolvimento político na causa. “Essa parceria chega em um momento muito importante. Precisamos de apoio porque a demanda é crescente. E é fundamental que vereadores, deputados e senadores entendam sobre o tema para criar legislações e políticas públicas permanentes. As emendas parlamentares também podem ajudar a potencializar a identificação e o tratamento de pessoas com TEA”, destacou.

A desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, vice-presidente do TJMT, também comemorou a parceria, relembrando que tentou viabilizar esse projeto na gestão anterior, mas foi ignorada. “Desde o ano passado eu estava buscando aliados, mas infelizmente ainda não tinha conseguido. Agora, com o prefeito, conseguimos firmar essa parceria para instalar um centro de referência e ajudar muitas pessoas carentes. Isso é um avanço significativo”, pontuou.

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O evento de abril será apenas uma das ações dentro do projeto, que visa transformar Cuiabá em um modelo de acolhimento e suporte a pessoas autistas e suas famílias.

#PraCegoVer

Na imagem principal está o prefeito Abilio Brunini sentado à direita do presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, José Zuquim e a esquerda o representante do TJMT está a vice-presidente e desembargadora Nilza Maria. Os três estão em uma sala de reuniões com semblantes concentrados e focados. Na galeria de imagens outras fotos registraram a reunião com outros técnicos, juízes e representantes da prefeitura em uma grande mesa em formato oval.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Fertilizante feito com dejetos de porco pode reduzir dependência de fósforo

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Uma tecnologia desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) começa a se consolidar como alternativa para reduzir a dependência do Brasil de fertilizantes fosfatados importados. Trata-se da estruvita, um insumo obtido a partir de resíduos da suinocultura que, em testes conduzidos pela Embrapa, foi capaz de suprir até 50% da demanda de fósforo na cultura da soja sem perda relevante de produtividade.

Nos experimentos, a produção alcançou 3.500 quilos por hectare, resultado próximo da média nacional de 3.560 quilos por hectare registrada em 2025 com adubação convencional. O desempenho indica que o produto pode ser incorporado ao manejo como complemento ao fósforo solúvel, especialmente em sistemas que buscam maior eficiência no uso de nutrientes e redução de custos.

A estruvita é formada pela precipitação química de nutrientes presentes em dejetos animais, gerando cristais de fosfato de magnésio e amônio. O processo transforma um passivo ambiental — comum em regiões de produção intensiva de suínos — em insumo agrícola, com potencial de reaproveitamento dentro da própria cadeia produtiva.

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Do ponto de vista agronômico, o diferencial está na liberação gradual do fósforo. Em solos tropicais, onde o nutriente tende a ser rapidamente fixado e perder disponibilidade, essa característica melhora o aproveitamento pelas plantas. A reação alcalina do material também contribui para maior eficiência no solo, em contraste com fertilizantes convencionais, predominantemente ácidos.

Os estudos também avançam no desenvolvimento de formulações organominerais. Em avaliações iniciais, essas combinações apresentaram maior difusão de fósforo no solo em comparação com a estruvita granulada, ampliando o potencial de uso em diferentes sistemas produtivos.

Além do desempenho agronômico, a tecnologia traz implicações econômicas e ambientais. Ao reduzir a dependência de insumos importados,  que ainda representam cerca de 75% do consumo nacional de fertilizantes, a estruvita se insere como alternativa estratégica em um dos principais componentes de custo da produção agrícola.

Outro impacto relevante está na gestão de dejetos da suinocultura. A recuperação de nutrientes permite reduzir a carga de fósforo e nitrogênio aplicada ao solo, diminuindo o risco de contaminação ambiental e abrindo espaço para maior intensificação da produção nas granjas.

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Apesar do avanço internacional, com unidades de produção em operação em países como China, Estados Unidos e Alemanha, o uso da estruvita ainda é incipiente no Brasil. A principal lacuna está no conhecimento sobre o comportamento do insumo em condições tropicais, marcadas por solos ácidos e alta presença de óxidos de ferro e alumínio, que influenciam a dinâmica do fósforo.

A pesquisa conduzida pela Embrapa, com participação de universidades e centros de pesquisa nacionais, busca justamente adaptar a tecnologia à realidade brasileira e viabilizar sua adoção em escala.

O avanço ocorre em linha com o Plano Nacional de Fertilizantes, que prevê a ampliação da produção interna e o desenvolvimento de fontes alternativas mais eficientes. Se confirmados os resultados em escala comercial, a estruvita tende a se consolidar como uma solução nacional para um dos principais gargalos estruturais da agricultura brasileira.

Fonte: Pensar Agro

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