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Prefeitura de Cuiabá reforça promoção turística com novo CAT no Aeroporto Marechal Rondon

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura (SDTA), passou a atuar de forma ativa na recepção de visitantes que chegam ao Estado com a inauguração do Centro de Atendimento ao Turista (CAT), localizado no Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande.

O espaço foi inaugurado nesta quinta-feira (23) em uma ação conjunta entre o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), e as Prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande, consolidando uma parceria estratégica voltada ao fortalecimento do turismo regional.

Com investimento estadual de R$ 98,8 mil, o novo CAT foi estruturado para acolher visitantes e oferecer informações atualizadas sobre atrativos turísticos, hospedagem, transporte, gastronomia, eventos e roteiros regionais. O atendimento funcionará todos os dias, das 8h às 20h, e será administrado de forma compartilhada entre as duas prefeituras, responsáveis pela equipe técnica e pelo suporte direto ao público.

A equipe da Prefeitura de Cuiabá contará com profissionais bilíngues e turismólogos, preparados para oferecer um atendimento de excelência, divulgando as experiências e atrativos da capital e de todo o entorno.

“Esperamos oferecer um atendimento acolhedor e eficiente, mostrando toda a hospitalidade cuiabana para que o visitante tenha acesso às melhores experiências turísticas da nossa região, e queira ficar, e principalmente, voltar”, destacou a equipe da SDTA.

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O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fernando Medeiros, reforçou que o projeto é resultado de um esforço coletivo entre Estado e municípios para aprimorar a experiência de quem visita Mato Grosso.

“A sinergia entre as administrações municipal e estadual é o catalisador que impulsiona a realização de projetos. Este CAT é a prova concreta da união de esforços entre Cuiabá, Várzea Grande e o Governo de Mato Grosso. Sendo o aeroporto o nosso principal portal de entrada, é fundamental oferecermos um ponto de acolhimento, recepção e informação de excelência aos nossos visitantes e cidadãos”, afirmou.

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, também destacou o turismo como motor de geração de emprego e renda, ressaltando a importância do investimento em infraestrutura.

“Quando a gente pensa em turismo, pensa em lazer. Mas o turismo é um segmento econômico, é geração de emprego e renda. O aeroporto, que agora está internacionalizado, precisa ter as condições certas para receber bem o turista, seja ele nacional ou estrangeiro”, observou.

O CAT atuará ainda como elo entre o poder público e o trade turístico, fortalecendo a integração com hotéis, restaurantes, guias credenciados, agências de turismo e operadores locais. O espaço servirá também como base de coleta de dados sobre o perfil dos turistas, auxiliando na formulação de políticas públicas e estratégias de promoção do destino Cuiabá e das demais regiões do Estado.

“Este espaço é muito importante para o fomento da economia e do turismo em todas as regiões. O aeroporto é a porta de entrada de Mato Grosso, e o turismo não se limita a Cuiabá, ele está no norte, sul, leste e oeste do nosso Estado”, disse a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, destacando o benefício do CAT para todo o Estado.

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O presidente da Abrasel-MT, Daniel Teixeira, ressaltou que o serviço representa um avanço na recepção e orientação aos visitantes.

“O CAT é indispensável. O turista chega aqui e precisa de informações precisas sobre o que fazer, onde comer e onde se hospedar. Esse tipo de atendimento qualifica a experiência e ajuda a atrair mais visitantes”, avaliou.

Como inovação, a SDTA está desenvolvendo o receptivo digital “Yaiá”, uma assistente virtual baseada em inteligência artificial que atuará como versão digital do CAT, oferecendo atendimento interativo via WhatsApp.

Com a nova estrutura, a Prefeitura de Cuiabá reafirma seu compromisso com o fortalecimento do turismo local, promovendo hospitalidade, desenvolvimento econômico e valorização dos atrativos que fazem da capital mato-grossense uma porta de entrada vibrante para quem visita o Centro-Oeste.

#PraCegoVer
A imagem que acompanha a matéria mostra autoridades e representantes das esferas municipal, estadual e federal durante a cerimônia de inauguração do Centro de Atendimento ao Turista (CAT), no Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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