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Feriado nos EUA esvazia negócios do café no Brasil; produtores aguardam retomada após Ação de Graças

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Feriado norte-americano reduz ritmo das negociações no Brasil

O mercado físico brasileiro de café deve ter uma quinta-feira (27) com negócios esvaziados. A Bolsa de Nova York (ICE Futures US), principal referência para o café arábica, não opera hoje devido ao feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, o que reduz o volume de operações no mercado doméstico.

Com a ausência das cotações internacionais e a alta do dólar frente ao real, os produtores tendem a aguardar o fim do feriado para retomar as negociações de forma mais expressiva.

Preços do café recuam acompanhando bolsas internacionais

Na quarta-feira (26), o mercado brasileiro registrou queda nos preços, refletindo o movimento de baixa do arábica em Nova York e do robusta em Londres. A desvalorização do dólar frente ao real também pressionou as cotações.

A movimentação foi limitada pela manhã, e com o feriado norte-americano se aproximando, os agentes de mercado se retraíram, tornando o dia fraco para comercializações.

Cotações regionais apresentam leve recuo
  • No sul de Minas Gerais, o arábica bebida boa com 15% de catação foi negociado entre R$ 2.340,00 e R$ 2.350,00 por saca, ante R$ 2.360,00 a R$ 2.370,00 anteriormente.
  • No Cerrado Mineiro, o arábica bebida dura com 15% de catação ficou entre R$ 2.350,00 e R$ 2.360,00, frente aos R$ 2.370,00 a R$ 2.380,00 da sessão anterior.
  • Na Zona da Mata (MG), o arábica “rio” tipo 7, com 20% de catação, foi cotado entre R$ 1.610,00 e R$ 1.620,00, contra R$ 1.620,00 a R$ 1.630,00 no dia anterior.
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Já o conilon tipo 7 em Vitória (ES) fechou entre R$ 1.380,00 e R$ 1.390,00 (ante R$ 1.390,00/1.400,00), enquanto o tipo 7/8 variou de R$ 1.370,00 a R$ 1.380,00 (de R$ 1.380,00/1.390,00 anteriormente).

Estoques certificados sobem em Nova York

Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da ICE Futures US atingiram 408.939 sacas de 60 kg em 26 de novembro de 2025, registrando um aumento de 5.385 sacas em relação ao dia anterior, segundo dados oficiais da bolsa.

Desempenho internacional e câmbio

Na terça-feira (25), o contrato março/2026 do café arábica em Nova York encerrou a 379,70 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 3,60 centavos (0,9%).

O dólar comercial opera em alta de 0,24%, cotado a R$ 5,3460, enquanto o Dollar Index registra leve valorização de 0,02%, alcançando 99,618 pontos.

Panorama dos mercados globais

As principais bolsas asiáticas fecharam em alta: China (+0,29%) e Japão (+1,23%). Já as bolsas europeias apresentaram desempenho misto, com Paris (+0,26%), Frankfurt (+0,47%) e Londres (-0,14%).

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No mercado de energia, o petróleo WTI para janeiro subiu 0,40%, sendo negociado a US$ 58,89 por barril em Nova York.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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