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Prefeitura de Cuiabá lança pavimentação e drenagem no Jardim Presidente II

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A Prefeitura de Cuiabá deu início, na manhã desta quinta-feira (9), às obras de pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais no bairro Jardim Presidente II, localizado na região sul da Capital. A ação é coordenada e executada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras (SMOP), com prazo de 240 dias para conclusão.

O contrato tem valor de R$ 4.261.880,99 e será custeado com recursos do programa Finisa, em conjunto com verbas próprias do município. Ao todo, 1,9 km de vias receberão pavimentação, contemplando as ruas 11, I, J, 23, 29, 08, H e uma via ainda sem denominação oficial.

O projeto beneficiará diretamente 4 mil moradores da comunidade e melhorará o tráfego de cerca de mil veículos que circulam diariamente na região. A solenidade de lançamento contou com a presença do prefeito Abilio Brunini, do secretário de Infraestrutura e Obras, Reginaldo Teixeira, do deputado estadual Faissal Calil, além de lideranças comunitárias e moradores.

“Estamos levando infraestrutura de qualidade para mais um bairro de Cuiabá. Essa obra representa dignidade, mobilidade e valorização dos imóveis. O asfalto muda a realidade das famílias e mostra que estamos cuidando de todas as regiões da cidade”, destacou o prefeito Abilio Brunini.

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O secretário de Infraestrutura e Obras, Reginaldo Teixeira, reforçou que o trabalho faz parte de um planejamento amplo da Prefeitura para melhorar a malha viária da Capital. “Essas obras são fundamentais para garantir mais mobilidade urbana, segurança e qualidade de vida à população. O Jardim Presidente II é mais um exemplo do compromisso da gestão em entregar um asfalto resistente e duradouro, com drenagem adequada e sinalização completa”, afirmou.

Paralelamente, a Prefeitura de Cuiabá avança nas obras de pavimentação asfáltica no Jardim Presidente I, que já estão em fase final. A intervenção contempla cinco vias principais, Nova Linda, Nova Esperança, Nova Itarana, Nova Afriburgo e parte da Nova Trento, com investimento de R$ 2.203.658,45, beneficiando cerca de 3 mil moradores e integrando seis bairros adjacentes: Residencial Coxipó, Itapajé, Santa Terezinha, Jardim Presidente II, Jardim Presidente III e Residencial Bela Conquista.

No bairro Parque Cuiabá, o cronograma de pavimentação também está em fase de conclusão. Os trabalhos abrangem as ruas B, Avenida Um, Avenida V2 e Avenida Valter Gallucci, com investimento de R$ 2.616.703,38. Aproximadamente 4 mil moradores serão beneficiados, e a estimativa é de 3 mil veículos circulando diariamente pelas vias contempladas.

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Além disso, a Prefeitura publicou na edição nº 1207 da Gazeta Municipal, o edital de concorrência eletrônica nº 07/2025, referente ao Processo Administrativo nº 103.965/2025, que prevê a contratação de empresa para execução de obras de pavimentação e drenagem no bairro Itapajé.

As intervenções contemplam as ruas Tapirapé, Terena, Umutina e Cinta Larga, com pavimentação em Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), técnica que assegura maior durabilidade e resistência. O projeto inclui ainda a implantação de sistema completo de drenagem pluvial, com tubulações, bocas de lobo, caixas coletoras e poços de visita, além da sinalização viária horizontal e vertical, garantindo mais segurança no tráfego.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Bioinsumos ganham protagonismo diante da dependência de fertilizantes importados e reforçam soberania do agro brasileiro

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A elevada dependência do Brasil de fertilizantes importados voltou ao centro das discussões sobre a competitividade e a segurança do agronegócio nacional. Em um cenário marcado pela alta dos preços internacionais, restrições logísticas e instabilidade geopolítica, os bioinsumos ganham espaço como uma alternativa estratégica para aumentar a eficiência das lavouras e reduzir a vulnerabilidade do setor.

Atualmente, cerca de 88% dos fertilizantes utilizados no país são importados, sobretudo de regiões sujeitas a conflitos e oscilações no comércio internacional. Diante desse contexto, a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPII Bio) defende a ampliação do uso de tecnologias biológicas como complemento à adubação mineral e instrumento para fortalecer a soberania produtiva brasileira.

Crise logística pressiona custos dos fertilizantes

A preocupação do setor aumentou após as recentes restrições ao tráfego no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o comércio global de fertilizantes. O corredor concentra aproximadamente um terço do fluxo mundial desses insumos e passou a enfrentar novas dificuldades logísticas, agravando um cenário que já vinha sendo impactado pelos reflexos da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Mesmo com expectativa de normalização gradual das operações, especialistas avaliam que os efeitos sobre preços, oferta e fretes deverão continuar influenciando o mercado nos próximos meses.

Dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que, entre fevereiro e abril de 2026, o Brasil importou 4% menos fertilizantes, mas desembolsou 16% a mais pelo volume adquirido. No mesmo período, o fertilizante fosfatado MAP acumulou valorização de 20%.

Bioinsumos aumentam eficiência sem substituir fertilizantes minerais

Segundo o presidente da ANPII Bio, Thiago Delgado, os bioinsumos não eliminam a necessidade dos fertilizantes convencionais, mas desempenham papel importante ao elevar o aproveitamento dos nutrientes disponíveis no solo e reduzir parte da dependência externa.

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“O Brasil possui elevada dependência de nitrogênio, fósforo e potássio importados. Os bioinsumos contribuem para aumentar a eficiência nutricional das plantas, oferecendo maior estabilidade de custos e fortalecendo a segurança agrícola”, afirma.

Para a entidade, enquanto projetos destinados à ampliação da produção nacional de fertilizantes minerais exigem investimentos elevados e longo prazo para maturação, as tecnologias biológicas já estão disponíveis comercialmente e podem ser adotadas imediatamente pelos produtores.

Mercado brasileiro lidera desenvolvimento de tecnologias biológicas

O Brasil ocupa posição de destaque no mercado mundial de bioinsumos. De acordo com a ANPII Bio, o setor movimenta mais de R$ 7 bilhões por safra, concentra aproximadamente metade do mercado latino-americano e figura entre os três maiores mercados globais da atividade.

Além disso, cerca de 85% dos bioinsumos comercializados no país são produzidos pela própria indústria nacional, consolidando o Brasil como uma das principais referências internacionais no desenvolvimento de soluções biológicas voltadas ao agronegócio tropical.

O segmento reúne atualmente mais de 200 empresas registradas no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e contabiliza mais de 1.500 produtos registrados, apresentando crescimento superior a 50% entre 2022 e 2025.

Fixação biológica de nitrogênio é exemplo de sucesso no campo

Entre as principais aplicações dos bioinsumos estão a fixação biológica de nitrogênio (FBN), a solubilização de fósforo e potássio, o estímulo ao desenvolvimento radicular e o aumento da absorção de água e nutrientes pelas plantas.

O caso mais consolidado é o da soja brasileira. Segundo a Embrapa, a utilização de bactérias do gênero Bradyrhizobium permite suprir biologicamente a necessidade de nitrogênio da cultura, reduzindo drasticamente os custos com fertilização.

Enquanto a adubação nitrogenada convencional pode atingir cerca de R$ 906 por hectare, a inoculação biológica apresenta custo próximo de R$ 8 por hectare, mantendo elevada eficiência produtiva.

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Hoje, aproximadamente 90% das áreas cultivadas com soja no Brasil utilizam essa tecnologia, gerando economia estimada entre US$ 25 bilhões e US$ 40 bilhões por ano aos produtores.

Outro microrganismo amplamente empregado é o Azospirillum brasilense, associado ao fortalecimento do sistema radicular, maior absorção de nutrientes e aumento da tolerância das plantas aos estresses climáticos.

Reconhecimento internacional fortalece pesquisa brasileira

O avanço da pesquisa nacional em bioinsumos ganhou destaque internacional em 2025, quando a pesquisadora da Embrapa Mariangela Hungria recebeu o World Food Prize, considerado o “Nobel da Agricultura”, pelo desenvolvimento de tecnologias ligadas à fixação biológica de nitrogênio.

Para a ANPII Bio, o reconhecimento reforça o protagonismo do Brasil na construção de soluções capazes de aumentar a produtividade agrícola com menor dependência de fertilizantes minerais importados.

Marco legal impulsiona expansão do setor

Outro fator considerado decisivo para o crescimento do segmento é a Lei dos Bioinsumos (Lei nº 15.070/2024), que estabelece um marco regulatório para estimular a inovação, ampliar a produção nacional e acelerar a adoção dessas tecnologias no campo.

Segundo a entidade, a regulamentação da legislação deverá fortalecer ainda mais a competitividade da indústria brasileira de bioinsumos, criando condições favoráveis para novos investimentos em pesquisa, desenvolvimento e produção.

Na avaliação da ANPII Bio, os bioinsumos não devem ser vistos como substitutos dos fertilizantes minerais, mas como ferramentas complementares para tornar os sistemas produtivos mais eficientes, resilientes e menos vulneráveis às oscilações do mercado internacional, contribuindo para a segurança alimentar e a competitividade do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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