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Prefeitura de Cuiabá faz Dia D para diagnóstico do câncer de cabeça e pescoço

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Adjunta de Saúde Bucal, realiza neste sábado (12), o Dia D da campanha Julho Verde, voltado à prevenção, conscientização e diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço. Todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital estarão mobilizadas para realizar avaliações de lesões bucais, orientações educativas e, se necessário, encaminhamentos para diagnóstico e tratamento especializado.

A campanha, iniciada no dia 2 de julho, integra uma mobilização de alcance mundial e tem como foco alertar a população sobre os sinais e sintomas dos cânceres que acometem áreas como boca, garganta, laringe, faringe, tireoide, glândulas salivares e região nasal.

Segundo a secretária adjunta de Saúde Bucal, Dra. Cristhiane Leite, a expectativa é que o Dia D amplie o acesso da população aos cuidados preventivos. “Essa campanha tem um papel estratégico na saúde pública. A maioria dos casos de câncer de cabeça e pescoço são diagnosticados tardiamente, o que reduz as chances de cura. No Dia D, nossas equipes estarão preparadas para orientar, examinar e encaminhar quem apresentar sinais suspeitos. Além disso, estamos promovendo a qualificação dos profissionais da rede, o que é inédito e essencial para garantir um atendimento seguro e humanizado ao paciente oncológico”, afirmou.

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Programação segue até o fim do mês com ações educativas e capacitações. Além do Dia D, a programação do Julho Verde 2025 segue com atividades direcionadas tanto à população quanto aos profissionais da saúde, com o objetivo de fortalecer a detecção precoce e o atendimento adequado ao câncer de cabeça e pescoço. Confira:

Palestra: Tratamento Odontológico em Pacientes Oncológicos
17/07, das 8h às 18h
Auditório da UNIC
Com o Prof. Dr. Paulo Sérgio da Silva Santos (USP/Bauru), a palestra será voltada à capacitação dos profissionais da rede municipal.

Ações educativas nas clínicas e Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs)
Todas as segundas-feiras de julho (dias 07, 14, 21 e 28)
Clínicas odontológicas municipais
As ações incluem orientações sobre sinais de alerta, fatores de risco e autocuidado, diretamente nas salas de espera.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a participação da população é fundamental, principalmente daqueles que apresentam fatores de risco como tabagismo, consumo excessivo de álcool, infecção por HPV ou exposição solar prolongada sem proteção. A programação completa está disponível nos canais oficiais da Prefeitura de Cuiabá e da Secretaria Municipal de Saúde. Participe, se informe e ajude a salvar vidas. Diagnóstico precoce faz toda a diferença.

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#PraCegoVer

A imagem mostra um cartão com cores vibrantes que apresenta informações relacionadas à campanha Julho Verde. Ao fundo, há uma parede branca e uma porta de cor amadeirada.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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EUA ampliam exportações de etanol e acirram concorrência com o Brasil

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Os Estados Unidos exportaram aproximadamente 5,34 bilhões de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, avanço de 13% sobre igual período do ano anterior, segundo a Renewable Fuels Association (RFA). O crescimento dos embarques amplia a concorrência para o Brasil e mostra a força de uma indústria sustentada por um mercado doméstico de grande escala, apesar de uma mistura menor do biocombustível na gasolina.
Nos EUA, a produção de etanol foi de aproximadamente 160 milhões de litros por dia, conforme dados da agência de energia americana, a EIA, publicados no dia 30 de setembro. O número representa o ritmo registrado naquela semana, sem equivaler a um balanço anual.
A aparente contradição está nas bombas. Enquanto a gasolina comum brasileira contém 32% de etanol, a mistura predominante no mercado americano é o E10, com 10%. O percentual menor, contudo, incide sobre uma quantidade muito maior de combustível comercializado.
Na mesma semana de setembro, o volume de gasolina fornecido ao mercado americano, usado pela EIA como referência de consumo, foi de aproximadamente 1,38 bilhão de litros por dia. Essa quantidade já inclui o etanol misturado ao combustível. É a dimensão desse abastecimento que permite absorver uma produção elevada do biocombustível.
Uma conta ilustrativa ajuda a entender: 10% de um mercado de 400 bilhões de litros representam 40 bilhões de litros de etanol. Já 32% de um mercado de 100 bilhões correspondem a 32 bilhões. A comparação dos percentuais, isoladamente, não mostra quantos litros chegam aos consumidores.
Enquanto ampliam as exportações, os EUA importaram menos de 1,9 milhão de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, segundo a RFA. O contraste reforça o peso da produção doméstica no abastecimento americano.
Esses números mostram que uma expansão do consumo nos EUA encontra uma indústria doméstica capaz de disputar o fornecimento. Para o exportador brasileiro, uma mistura maior abre oportunidades, mas os embarques dependem dos preços, dos custos de transporte, das condições de acesso e da disponibilidade do produto americano.
Os dois países também organizam o abastecimento de maneiras diferentes. No Brasil, a mistura obrigatória de 32% vale para a gasolina comum e a comum aditivada desde 1º de agosto de 2026. A medida tem duração inicial de 180 dias, com possibilidade de uma prorrogação por igual período. Na gasolina premium, o teor permanece em 25%.
Além disso, o motorista brasileiro dispõe do etanol hidratado para abastecer veículos flex. Esse mercado depende da relação entre o preço dos combustíveis e o rendimento do automóvel. A demanda nacional, portanto, reúne tanto o etanol adicionado à gasolina quanto o vendido diretamente ao consumidor.
Nos EUA, o E10 convive com o E15, de até 15%, e com misturas mais elevadas para veículos compatíveis. Os postos não são obrigados a oferecer E15. A ampliação das vendas envolve equipamentos adequados, disponibilidade de combustível e regras de comercialização.
Restrições relacionadas às emissões evaporativas afetam a venda de E15 durante o verão em partes do país. Em 2026, a agência ambiental americana, a EPA, concedeu uma autorização excepcional para permitir sua comercialização nessa estação. A previsibilidade das regras continua relevante para os investimentos na distribuição.
O Brasil deve produzir 41,88 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27, aumento de 11,7% sobre a temporada anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A expansão reforça a importância de ampliar o consumo nas bombas e conquistar compradores externos. Nessa disputa, os Estados Unidos combinam uma indústria de grande escala com um mercado que absorve volumes elevados mesmo usando uma mistura menor de etanol na gasolina.
O levantamento brasileiro, divulgado em agosto, estima 29,98 bilhões de litros de etanol de cana e 11,91 bilhões de litros do combustível produzido a partir do milho. O crescimento previsto é de 9,7% e 17%, respectivamente. São projeções para a safra em andamento, que inclui parte de 2027.
A safra de cana está na segunda metade da colheita e da moagem no Centro-Sul, onde as chuvas de setembro reduziram o ritmo dos trabalhos. No Nordeste, a temporada começou mais recentemente. A fabricação de etanol de milho segue outro calendário, com usinas que operam ao longo do ano.
Para o campo brasileiro, o avanço do etanol tem efeitos distintos. A expansão das usinas de milho amplia as alternativas de venda do cereal. Uma demanda maior também pressiona o custo da matéria-prima para quem fabrica o combustível, conforme a oferta da safra e os estoques disponíveis.
O etanol de cana conta ainda com rotas de produção reconhecidas pela EPA na categoria de biocombustíveis avançados, sujeitas a requisitos ambientais. Esse enquadramento permite disputar mercados que valorizam a redução de emissões.
Com a oferta brasileira em crescimento, o resultado para a cadeia dependerá da capacidade de transformar produção em consumo. A mistura na gasolina, a escolha dos motoristas e as exportações precisam acompanhar os novos volumes para sustentar a remuneração das usinas e dos produtores de matéria-prima.

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Fonte: Pensar Agro

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