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Prefeitura de Cuiabá avança na modernização da iluminação e já economiza R$ 1 milhão por ano

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), avança na modernização da iluminação pública com foco em planejamento, eficiência energética e responsabilidade com os recursos públicos. Em apenas três meses, o município já substituiu 3.529 luminárias antigas de vapor metálico de 250 watts por luminárias de LED, dentro do programa Ilumina + Cuiabá, com apoio do Ilumina MT, do Governo de Mato Grosso.

Com essa etapa, bairros como Alvorada, Tijucal, Passaredo, Altos do Coxipó, São Francisco, Bela Vista, Lagoa Azul, Jardim dos Ipês, Residencial São Carlos e Jardim Eldorado passaram a contar com 100% da iluminação em LED, garantindo ruas mais iluminadas, mais seguras e com menor custo de manutenção.

Os resultados da modernização já são mensuráveis. A redução de 396.525 watts na carga instalada representa uma economia aproximada de R$ 1 milhão por ano, o equivalente a cerca de R$ 83 mil por mês, somente nesta fase inicial. O investimento em tecnologia LED demonstra que eficiência energética não é despesa, mas uma estratégia de gestão responsável, com impacto direto na redução dos custos da iluminação pública e na melhoria dos serviços prestados à população.

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Segundo o diretor-geral da Limpurb, Felipe Wellaton, a ação reforça o compromisso da gestão com o uso correto do dinheiro público.

“Estamos falando de uma mudança estrutural na iluminação pública de Cuiabá. Além de melhorar a segurança e a qualidade da iluminação nos bairros, o LED gera economia real, permanente, e permite que o município invista esses recursos em outras áreas essenciais”, destacou.

A primeira fase do programa prevê a substituição de 15 mil luminárias em toda a capital. Quando concluída, a estimativa é de uma economia anual de R$ 5,43 milhões, o que corresponde a aproximadamente R$ 450 mil por mês, recursos que poderão ser direcionados para áreas prioritárias como saúde, educação e infraestrutura urbana.

De acordo com a Limpurb, a modernização da iluminação pública ocorre de forma gradual e planejada. Após a conclusão da primeira etapa, Cuiabá ainda contará com cerca de 50 mil luminárias convencionais a serem substituídas, processo já previsto no planejamento municipal, com início a partir de 2026, visando alcançar 100% da iluminação pública em LED.

Mantidas as atuais condições de eficiência e consumo, a substituição dessas luminárias adicionais poderá gerar uma economia estimada em R$ 18 milhões por ano, o equivalente a cerca de R$ 1,5 milhão por mês em redução de gastos com energia elétrica.

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Com o programa Ilumina + Cuiabá, a gestão municipal reafirma o compromisso com uma cidade mais moderna, eficiente e sustentável. Mais iluminação em LED significa mais segurança, mais qualidade de vida e mais respeito ao dinheiro do cidadão.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Ferramenta de IA ajuda pecuarista a fazer melhoramento genético grátis

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveu uma ferramenta de inteligência artificial para ajudar pecuaristas a escolher reprodutores Brangus, raça que combina características do Angus com a adaptação dos bovinos zebuínos ao clima tropical. Gratuito, o sistema permite consultar avaliações genéticas e identificar animais conforme objetivos como produzir bezerros mais pesados ou aumentar a resistência do rebanho ao carrapato.

A tecnologia, divulgada pela instituição em 22 de setembro, acrescenta uma interface de conversa ao Brangus+, programa de melhoramento genético lançado em 2023 em parceria com a Associação Brasileira de Brangus (ABB). O produtor escreve o que procura e recebe respostas em textos, tabelas ou gráficos, a partir das informações disponíveis no programa.

O desenvolvimento foi conduzido pelo Laboratório de Bioinformática e Estatística Genômica (Labegen), da Embrapa Pecuária Sul, em Bagé, no Rio Grande do Sul. A unidade tem uma ligação histórica com a raça: ocupa a área da Fazenda Experimental Cinco Cruzes, onde começaram, em 1946, os trabalhos de formação do Brangus brasileiro, então conduzidos pelo Ministério da Agricultura.

A origem internacional do Brangus remonta a cruzamentos realizados nos Estados Unidos no início do século passado. A proposta era reunir qualidade de carne e precocidade do Angus com rusticidade, tolerância ao calor e resistência a parasitas dos zebuínos. Nos Estados Unidos, a formação utilizou Angus e Brahman; no Brasil, os trabalhos iniciais combinaram Angus e Nelore.

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Os animais brasileiros foram inicialmente chamados de Ibagé, depois de Brangus-Ibagé e, posteriormente, de Brangus. Na composição clássica, a raça reúne cinco oitavos de Angus e três oitavos de zebu, equivalentes a 62,5% e 37,5%, respectivamente. É uma raça composta, formada pela combinação planejada de populações de origens diferentes.

Essa combinação explica seu espaço na pecuária. Em relação ao Angus, o cruzamento busca ampliar a adaptação às condições tropicais. Ao incorporar genética Angus a animais zebuínos, procura agregar precocidade e características de carcaça valorizadas pelo mercado. O resultado depende da seleção dos animais, da alimentação, da sanidade e do manejo adotado na propriedade.

A resistência a parasitas também é relativa: animais com avaliações favoráveis para essa característica continuam sujeitos à infestação e precisam de acompanhamento sanitário. A seleção genética permite trabalhar diferenças entre os indivíduos para melhorar o rebanho ao longo das gerações.

É nesse processo que entra o Brangus+IA. O criador pode solicitar uma lista de touros com avaliações favoráveis para peso à desmama e combinar esse critério com resistência ao carrapato. Também pode atribuir importância diferente a cada característica, ajustando a pesquisa às prioridades da fazenda.

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A ferramenta explica indicadores como a Diferença Esperada na Progênie (DEP), usada para comparar o potencial dos animais de transmitir características aos descendentes. Também esclarece a posição de cada indivíduo entre os avaliados e o grau de confiança das estimativas genéticas.

O Sumário Brangus+ 2025/2026 informa que a base do programa reúne dados de mais de 82 mil animais, com 13.884 genotipados, isto é, submetidos à análise de marcadores do DNA. Esses números dimensionam o trabalho de avaliação genética e não correspondem à contagem de animais vivos da raça no país.

A associação informou neste ano reunir 357 associados em 18 estados. Fora do Brasil, o Brangus tem criadores em países como Estados Unidos, Argentina, Paraguai, Uruguai, México, Austrália e África do Sul, além de entidades representativas em outras regiões.

Para o produtor, a contribuição da ferramenta está em facilitar a consulta às informações que sustentam a seleção. O acesso gratuito está disponível na plataforma do programa, e o site da Associação Brasileira de Brangus reúne, na seção Brangus+, os sumários e materiais de orientação ao criador.

Fonte: Pensar Agro

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