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Prefeitura de Cuiabá apoia campanha de prevenção de acidentes e doenças ocupacionais

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), está apoiando uma importante iniciativa da Justiça do Trabalho em Mato Grosso para conscientizar a população sobre a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. A campanha educativa, intitulada “Juntos para evitar acidentes e doenças. Cada vida vale todo o cuidado!”, será divulgada ao longo de dezembro com mensagens estampadas nas traseiras dos ônibus. A ação faz parte do Programa Trabalho Seguro.

“Estamos muito felizes em colaborar com uma campanha que aborda um tema tão relevante. Tenho certeza de que essas mensagens impactarão as pessoas, incentivando-as a refletir sobre a importância da prevenção,” afirmou a secretária municipal de Mobilidade Urbana, Luciana Zamproni.

De acordo com o juiz auxiliar da Presidência do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e coordenador do Programa Trabalho Seguro em Mato Grosso, Ediandro Martins, a campanha busca despertar a consciência de que o trabalho vai além de ser uma fonte de renda. “O trabalho representa pertencimento, identidade e suporte social. A campanha convida à reflexão sobre a importância de protegermos essas dimensões da vida,” destacou.

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Dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho apontam que, entre 2012 e 2021, os gastos com acidentes de trabalho e doenças ocupacionais ultrapassaram R$ 120 bilhões no Brasil.

Sobre o Programa Trabalho Seguro

Criado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) e pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), o Programa Trabalho Seguro é uma iniciativa que reúne os 24 Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) do país para implementar ações e projetos voltados à prevenção de acidentes e à promoção da saúde e segurança no ambiente laboral.

O principal objetivo do programa é reduzir o número de acidentes de trabalho no Brasil. Para isso, realiza continuamente campanhas e projetos educativos que alertam para os riscos e reforçam a importância de medidas preventivas.

A secretária Luciana Zamproni reforçou o compromisso de Cuiabá com a promoção de ambientes laborais mais seguros: “Investir em prevenção é cuidar das pessoas, reduzir riscos e construir uma cultura de segurança no trabalho. A campanha é um passo importante nesse sentido.”

Com informações da Assessoria TRT/MT

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Confinamento bovino sob pressão: adaptação sanitária dos lotes define desempenho e custo por arroba na pecuária intensiva

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Confinamento bovino exige maior controle sanitário e padronização na entrada dos animais

O avanço dos sistemas de confinamento bovino no Brasil tem elevado o nível de exigência em relação ao manejo sanitário e à padronização dos lotes. Com a entrada de animais a partir de abril — período tradicional de intensificação da terminação —, a adaptação inicial passa a ser um dos principais fatores de impacto sobre o desempenho produtivo e o custo por arroba.

Em sistemas de alta densidade, a heterogeneidade dos animais oriundos de diferentes propriedades e manejos sanitários se tornou um dos principais desafios da pecuária intensiva, afetando diretamente a previsibilidade dos resultados.

Segundo especialistas, o maior problema no confinamento não está relacionado a parasitas externos, mas sim à variabilidade sanitária dos lotes no momento da entrada.

Heterogeneidade dos lotes impacta desempenho e aumenta risco sanitário

De acordo com o médico-veterinário da Ourofino Saúde Animal, Ingo Mello, a diversidade de origem dos animais aumenta a incidência de enfermidades durante o período de adaptação.

“O principal ponto de atenção está na heterogeneidade dos animais, que chegam com diferentes históricos sanitários e maior predisposição a doenças como pneumonias, clostridioses e dificuldades de adaptação ao cocho”, explica.

Embora o confinamento reduza a presença de ectoparasitas como carrapatos e moscas, o desafio sanitário se concentra nas primeiras semanas após a entrada dos animais.

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Verminose ainda é fator crítico nas primeiras semanas do confinamento

A verminose continua sendo um dos principais entraves ao desempenho inicial dos lotes. Animais parasitados tendem a apresentar menor ganho de peso, maior variabilidade e atraso na adaptação alimentar.

O impacto é mais evidente nos primeiros 30 a 40 dias do ciclo, período decisivo para o resultado final da engorda.

Nesse contexto, o protocolo de entrada e o processamento dos animais são considerados etapas fundamentais para padronização sanitária e redução de perdas produtivas.

Protocolos de entrada e vermifugação ganham protagonismo na pecuária intensiva

A vermifugação estratégica no momento do processamento é apontada como uma das principais ferramentas para garantir eficiência no confinamento bovino.

O uso de endectocidas de amplo espectro, como o Evol, associado a estratégias de manejo que reduzam o risco de resistência parasitária, contribui para melhorar a uniformidade dos lotes e acelerar a resposta produtiva dos animais.

A proposta é eliminar rapidamente os parasitas internos e reduzir a variabilidade entre indivíduos, favorecendo ganhos mais consistentes ao longo do ciclo.

Estresse no confinamento afeta consumo e desempenho produtivo

Além dos desafios sanitários, o estresse é outro fator determinante no desempenho do confinamento bovino. A mudança de ambiente, dieta e manejo eleva os níveis de cortisol, impactando diretamente o consumo de matéria seca, a imunidade e o ganho de peso.

Segundo especialistas, estratégias de mitigação do estresse são fundamentais para garantir eficiência produtiva e redução do tempo de terminação.

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Nesse cenário, tecnologias de bem-estar animal vêm ganhando espaço, como soluções à base de modulação comportamental e fisiológica, entre elas o FerAppease, que contribui para melhor consumo alimentar, ruminação e hidratação.

Resistência parasitária e eficiência operacional exigem manejo mais técnico

O avanço da resistência parasitária também tem exigido maior precisão nas estratégias de controle. O uso repetitivo de moléculas com o mesmo mecanismo de ação reduz a eficácia dos tratamentos ao longo do tempo, exigindo protocolos mais completos e rotacionados.

Para os especialistas, o confinamento moderno deve ser tratado como um sistema de alta precisão, no qual cada decisão de manejo impacta diretamente o custo por arroba e a competitividade da operação.

Confinamento como sistema de precisão na pecuária brasileira

Mais do que uma etapa de engorda, o confinamento bovino se consolida como um sistema altamente técnico, no qual sanidade, nutrição e bem-estar animal estão diretamente ligados ao resultado econômico.

Quando bem estruturados, os protocolos de entrada permitem maior uniformidade dos lotes, redução de perdas, melhor desempenho zootécnico e maior previsibilidade financeira ao longo do ciclo produtivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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