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Proteases na nutrição de suínos melhoram digestão, saúde intestinal e reduzem custos de produção

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Eficiência digestiva se torna fator-chave na suinocultura moderna

A saúde intestinal dos suínos vem ganhando protagonismo na produção animal, especialmente em um cenário em que a nutrição representa entre 60% e 80% dos custos de produção, segundo dados da Embrapa. Nesse contexto, a eficiência digestiva passa a ser determinante para o desempenho produtivo e a rentabilidade das granjas.

De acordo com Victor Sales, gerente de produtos da MCassab Nutrição e Saúde Animal, quando há falhas na digestão dos nutrientes, especialmente proteínas, ocorre maior disponibilidade de substratos no intestino, favorecendo o crescimento de bactérias patogênicas.

“Quando o animal não digere bem os alimentos, há impacto sobre o desempenho pela maior disponibilidade de nutrientes não digeridos para proliferação de bactérias”, explica.

Desequilíbrio intestinal pode comprometer desempenho e saúde dos suínos

O excesso de proteína não digerida no trato intestinal pode favorecer a proliferação de microrganismos como Clostridium spp., desencadeando problemas sanitários e produtivos.

Entre os principais impactos estão:

  • Diarreias e inflamações intestinais
  • Redução do ganho de peso
  • Piora da conversão alimentar
  • Desuniformidade dos lotes

Segundo Sales, o cuidado deve ser ainda maior no período pós-desmame, fase em que o sistema digestivo dos leitões ainda está em adaptação e mais sensível às mudanças nutricionais.

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Sinais de alerta indicam falhas na digestão

A mestre em produção e nutrição de monogástricos, Carolina Dias, coordenadora de produtos da MCassab, destaca que alguns indicadores ajudam a identificar problemas digestivos nas granjas.

Entre os principais sinais estão:

  • Fezes mais líquidas
  • Queda no ganho de peso
  • Piora na conversão alimentar
  • Desuniformidade dos animais

Segundo a especialista, estratégias nutricionais que aumentam a digestibilidade da dieta são fundamentais para reduzir riscos sanitários e melhorar o desempenho.

Proteases ampliam aproveitamento de nutrientes e reduzem patógenos

Nesse cenário, o uso de enzimas proteolíticas, como a protease, tem se consolidado como ferramenta estratégica na nutrição de suínos.

O produto Enzypac PRO, da MCassab, atua diretamente na quebra das proteínas ao longo do trato digestivo, melhorando sua absorção e reduzindo o acúmulo de resíduos não digeridos no intestino.

“Quando o animal aproveita melhor as proteínas, há menor risco de proliferação de patógenos”, destaca Carolina Dias.

Ação ao longo do trato digestivo melhora eficiência alimentar

Segundo Victor Sales, o diferencial do Enzypac PRO está na sua atuação em diferentes faixas de pH, desde o estômago até o intestino.

“O Enzypac PRO é uma protease aspártica com atuação em diferentes faixas de pH, o que amplia sua ação ao longo de todo o trato digestivo. Ela inicia o processo de digestão em sinergia com a pepsina no estômago e continua no intestino, melhorando a digestão da fração proteica e reduzindo efeitos antinutricionais da soja”, explica.

Melhor digestão reduz exigência imunológica e melhora desempenho

Com maior aproveitamento dos nutrientes, os animais conseguem direcionar energia para crescimento e produção, reduzindo a ativação do sistema imunológico.

“Quando a digestão é maximizada, o animal consegue absorver melhor os nutrientes e não precisa ativar o sistema imune, o que gera ganho adicional ao produtor em desempenho e redução de custo”, finaliza Carolina Dias.

O uso de proteases na nutrição de suínos se consolida como uma estratégia importante para aumentar eficiência alimentar, melhorar a saúde intestinal e reduzir custos de produção, reforçando o papel da tecnologia na evolução da suinocultura moderna.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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