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Prefeitura abre segunda etapa do Minha Rua Show de Bola e vai premiar quatro bairros com telões

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Após o sucesso da primeira etapa do concurso Minha Rua Show de Bola, que reuniu milhares de moradores nas ruas Ponta Grossa, no CPA 1, e Cáceres, no Parque Amperco, a Prefeitura de Cuiabá abriu uma nova fase da competição e vai ampliar a premiação. Desta vez, quatro ruas serão contempladas com a instalação de telões para a transmissão da partida entre Brasil e Haiti, marcada para esta sexta-feira, às 18h. A ação ocorrerá no dia 19 de junho.

A iniciativa busca resgatar a tradição das ruas decoradas durante os jogos da Seleção Brasileira, fortalecendo os laços entre vizinhos e incentivando a ocupação dos espaços comunitários. Na primeira etapa, a mobilização popular superou as expectativas, com centenas de vídeos enviados, milhares de votos e forte engajamento nas redes sociais da Prefeitura.

O prefeito Abilio Brunini destacou que o resultado alcançado nas primeiras transmissões motivou a ampliação do projeto. “Ver as famílias reunidas, as crianças brincando nas ruas e os moradores trabalhando juntos para decorar os bairros mostrou que essa iniciativa vai muito além do futebol. Por isso, decidimos ampliar a ação e levar os telões para mais comunidades, fortalecendo o espírito de união que faz parte da história de Cuiabá”, afirmou.

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Regras

Para participar da segunda etapa, os moradores devem enviar, até quarta-feira, às 11h, uma foto ou vídeo mostrando a decoração da rua e a mobilização da comunidade para torcer pela Seleção Brasileira. O material deve identificar o nome da rua e o bairro. O prazo termina em 17 de junho.

A votação será realizada nos stories do perfil oficial da Prefeitura de Cuiabá no Instagram, entre o meio-dia de quarta-feira e o meio-dia de quinta-feira. As quatro ruas mais votadas serão declaradas vencedoras e receberão os telões para acompanhar a partida do Brasil. A votação ocorrerá entre os dias 17 e 18 de junho.

Os participantes que já enviaram fotos ou vídeos na primeira fase permanecem automaticamente inscritos. Caso desejem atualizar o material, basta realizar um novo envio contendo as informações da rua e do bairro.

A expectativa da gestão municipal é ampliar ainda mais o alcance do projeto, que já se consolidou como uma das principais ações de integração comunitária durante a Copa do Mundo. Além de incentivar a criatividade dos moradores, o concurso tem promovido encontros entre famílias, fortalecido a convivência entre vizinhos e resgatado uma tradição que marcou gerações de cuiabanos.

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O resultado da votação será divulgado na quinta-feira, a partir das 14h, nos canais oficiais da Prefeitura de Cuiabá. A divulgação ocorrerá em 18 de junho. A orientação é para que as comunidades se organizem, decorem seus espaços e mobilizem os moradores para participar da disputa.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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