AGRONEGÓCIO

Impactos Climáticos de Fevereiro são Analisados no Monitoramento dos Cultivos de Verão da Conab

Publicado em

O Monitoramento Agrícola da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revela que as chuvas registradas em fevereiro tiveram um impacto significativo na safra de verão 2024/25. O Centro-Norte do Brasil foi a região que concentrou os maiores volumes de precipitação, contribuindo para a manutenção da umidade do solo e favorecendo, de maneira geral, o desenvolvimento das lavouras.

Embora o excesso de chuvas tenha interferido em algumas atividades, como a semeadura e a evolução da colheita, os efeitos positivos prevaleceram, principalmente no que diz respeito ao enchimento de grãos das lavouras de primeira safra e ao início do desenvolvimento do milho de segunda safra.

Entretanto, o Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA) também destaca que, no Semiárido do Nordeste, o déficit hídrico persistiu, prejudicando as lavouras de feijão e milho. Em contrapartida, no Rio Grande do Sul, as chuvas ajudaram a aliviar a restrição hídrica em algumas áreas, mas as altas temperaturas intensificaram a perda de umidade do solo, dificultando o desenvolvimento das culturas.

A análise dos dados espectrais revela que as condições climáticas favorecem o crescimento das lavouras em várias regiões. No caso da soja, embora tenha ocorrido um atraso na semeadura, o índice vegetativo evoluiu acima da média e do ciclo do ano anterior durante a maior parte do período reprodutivo, beneficiado por condições climáticas favoráveis e por um menor escalonamento do plantio. Contudo, em algumas regiões, como o sudoeste de Mato Grosso do Sul e o noroeste do Rio Grande do Sul, o crescimento da soja foi prejudicado pela falta de chuvas e pelas altas temperaturas registradas entre dezembro e janeiro.

Leia Também:  Colheita de Arroz Avança no Rio Grande do Sul, Mas Preços e Estiagem Preocupam Setor

As lavouras de arroz, por sua vez, apresentam boas condições, com destaque para o Rio Grande do Sul, onde a incidência solar e a disponibilidade hídrica para irrigação têm favorecido o ciclo da cultura. Em algumas áreas do estado, a colheita já foi iniciada, enquanto em Santa Catarina, as lavouras têm mostrado excelente produtividade e qualidade do grão devido ao clima favorável.

O BMA, publicado mensalmente, é fruto de uma colaboração entre a Conab, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam), com o apoio de agentes de campo que contribuem com dados valiosos para a análise.

Boletim de Monitoramento Agrícola

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

Published

on

A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

Leia Também:  Aprosoja MT concluiu missão à Europa com alertas importantes para o agro

Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

Leia Também:  Dependência de ureia expõe agronegócio brasileiro a tensão entre EUA e Irã

O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA