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Prefeito de Cuiabá é homenageado com a Comenda do Mérito Farmacêutico pelo CRF-MT

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Em uma solenidade marcada por reconhecimento e emoção, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, foi agraciado com a Comenda do Mérito Farmacêutico 2025, concedida pelo Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso (CRF-MT). A honraria destaca a significativa contribuição do gestor à saúde pública municipal e, especialmente, à valorização da profissão farmacêutica.

Um dos principais marcos da gestão de Abilio Brunini, e fator determinante para a homenagem, foi a criação da Secretaria Adjunta de Assistência Farmacêutica e Insumos Hospitalares (SAAFIH), uma medida histórica e inédita no município. A nova estrutura passou a funcionar oficialmente em 25 de junho de 2025 e fortalece a atuação da assistência farmacêutica no âmbito do SUS municipal. O secretário adjunto da pasta é o farmacêutico e conselheiro do CRF-MT, Cleyton Eduardo da Silva.

Em seu discurso, o prefeito agradeceu a homenagem e destacou os grandes desafios enfrentados na área da saúde, especialmente no setor farmacêutico. Ao comentar o cenário da saúde municipal, reconheceu que há uma deficiência de cerca de 30% no abastecimento de medicamentos, além de diversos entraves que dificultam a gestão, como falhas no planejamento, ausência de dados consistentes, orçamento deficitário e dificuldades operacionais.

“Se eu fosse enumerar todos os problemas, talvez pedissem o título de volta [brincou]. Fico muito honrado, mas a verdade é que fiz apenas um gesto diante de um setor tão difícil da administração pública”, afirmou o prefeito.

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Sobre a criação da Secretaria Adjunta de Assistência Farmacêutica, Abilio destacou a importância de ter farmacêuticos na linha de frente da gestão da assistência. “Desde o começo da gestão, antes mesmo da eleição, eu já dizia aqui no Conselho sobre a importância de termos uma junta voltada à farmácia. Não que ela, sozinha, vá resolver os problemas, mas será composta por profissionais qualificados que podem apontar caminhos”, explicou.

O prefeito pontuou que, com a nova secretaria, as decisões sobre o funcionamento das farmácias nas unidades básicas, hospitalares e juntas passam a ser tomadas por quem tem formação técnica específica. Segundo ele, a iniciativa não significa que outros profissionais não possam contribuir, mas avalia como justo que farmacêuticos estejam à frente dessas decisões, considerando sua formação voltada exclusivamente para essa área.

“Ainda enfrentamos muitos conflitos, pois, muitas vezes, o tema da assistência farmacêutica na unidade básica de saúde se confunde com as políticas da atenção primária e, por vezes, também com a atenção especializada. Isso naturalmente gera conflitos. No entanto, a gestão pública existe para lidar com esses desafios”, concluiu.

A presidente da entidade, Dra. Cristina Reis, ressaltou que o reconhecimento vai além do simbolismo, representando de fato o reconhecimento aos profissionais. A mensagem da diretoria também enfatizou o trabalho que vai além do bem-estar da população, envolvendo os bastidores da política nas articulações institucionais, na fiscalização técnica, no incentivo à qualificação profissional e na escuta ativa de cada demanda que chega aos profissionais para solução. “A homenagem reafirma o compromisso do CRF com a valorização da categoria.”

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Noite de homenagens

A instituição também reconheceu grandes nomes da categoria, entre eles o Farmacêutico do Ano, Dr. Permínio Pinto, de 90 anos, primeiro inscrito no CRF-MT e um dos fundadores da entidade. Também foi homenageada, in memoriam, Ivone Oliveira da Silva, que dedicou 38 anos como contadora à instituição. Outros profissionais reconhecidos foram Dra. Cátia De Fatima Fernandes Silva Oda, Dra. Cleula de Fátima Maciel Borges, Dra. Fernanda Regina Casagrande Giachini Vitorino, Dr. Iberê Ferreira da Silva Junior, Dr. João Paulo Martins Viana, Dr. José Lucas Aguiar Silva, Dra. Maria Auxiliadora Pereira, Dr. Miguel Matias Campos, Dr. Rodolpho Guilherme Moreira, Dr. Ruberlei Godinho de Oliveira, Dra. Suely Abreu de Barros e Dra. Zélia Regina Bieski Araújo.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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