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Inscrições abertas para o 22º Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais

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Evento celebra a excelência dos cafés especiais de Minas

Estão abertas as inscrições para a 22ª edição do Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais, considerado o mais tradicional evento voltado exclusivamente para cafés especiais produzidos no estado. A iniciativa, promovida pela Emater-MG, reforça a liderança mineira na produção de cafés finos no Brasil e já revelou grandes talentos e grãos de altíssima qualidade ao longo de mais de duas décadas.

A participação é gratuita e os produtores interessados devem se inscrever até o dia 5 de setembro, preenchendo o formulário disponível no site da Emater-MG (www.emater.mg.gov.br) e entregando-o impresso, junto com a amostra do café concorrente, em um dos escritórios da empresa.

“Minas reúne terroirs únicos”, afirma a Emater-MG

Segundo Willem de Araújo, coordenador técnico estadual da Emater-MG, a diversidade de terroirs mineiros é um dos grandes diferenciais da produção cafeeira do estado. “Minas tem uma característica única de reunir vários atributos, diferentes terroirs, e isso se reflete nos grãos que são produzidos nas principais regiões produtoras mineiras. Ao longo dos anos, foram descobertos verdadeiros tesouros em nosso estado”, destaca.

Categorias do concurso

Os cafeicultores poderão participar com uma única amostra, em uma das duas categorias disponíveis:

  • Café Natural
  • Grãos recém-colhidos que podem ou não passar por lavagem, sendo secos em terreiros ou secadores.
  • Café Cereja Descascado, Despolpado ou Desmucilado
  • Grãos lavados e submetidos a processos de descascamento ou desmucilagem antes da secagem.
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As amostras devem ser de café Arábica, da safra 2025, tipo 2 (com até quatro defeitos), peneira 15 ou superior e com teor de umidade entre 10% e 12%. A lavoura de origem deve ser georreferenciada, com a cultivar identificada.

Avaliação criteriosa por especialistas

As amostras passarão por análises físicas e sensoriais, realizadas por uma comissão técnica formada por classificadores e degustadores experientes, com atuação em concursos nacionais e internacionais. Para avançar nas etapas do concurso, os cafés precisam obter nota mínima de 85 pontos, conforme a metodologia da Specialty Coffee Association (SCA) — padrão global na avaliação de cafés especiais.

Premiação por região e prêmios especiais

Os cafés serão avaliados por região produtora e categoria, com destaque para os melhores grãos das seguintes regiões:

  • Cerrado Mineiro
  • Sul de Minas
  • Matas de Minas
  • Chapada de Minas

A cerimônia de premiação está prevista para dezembro, ocasião em que serão anunciados:

  • O campeão estadual, com a maior nota geral
  • Os vencedores regionais em cada categoria
  • Também serão concedidos prêmios especiais para:
  • A cafeicultora com maior pontuação entre os finalistas
  • O produtor certificado pelo programa Certifica Minas Café com melhor avaliação
  • Os primeiros colocados de cada categoria que sejam correntistas de cooperativas do Sistema Sicoob Crediminas
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Destaque da edição 2024

Na edição anterior, em 2024, o concurso recebeu 1.406 amostras de 146 municípios mineiros. O destaque foi o agricultor familiar Onofre Alves Lacerda, de Espera Feliz (Matas de Minas), que conquistou 92,7 pontos na categoria Café Natural e se tornou o primeiro bicampeão estadual, após ter vencido também em 2017.

Parcerias e informações

O concurso é realizado pela Emater-MG com apoio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Universidade Federal de Lavras (Ufla), Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Faepe) e Conselho Nacional do Café (CNC). O patrocínio é do Sistema Sicoob Crediminas e dos Supermercados Verdemar.

Mais informações podem ser obtidas pelos telefones: (31) 3349-8075, 8091 ou 8173, ou pelo e-mail: [email protected].

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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