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Desafios na produção de trigo no Brasil e Argentina: Cancelamento de contratos e adversidades climáticas

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Uma valorização atípica para esta época do ano, atribuída à quebra na safra do sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, onde a colheita resulta em grãos de qualidade inferior, levando ao cancelamento de contratos, conforme observado por Elcio Bento, analista da SAFRAS & Mercado.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita do trigo atingiu 94,2% da área estimada para a temporada 2022/23 nos principais estados produtores do Brasil. Na semana anterior, a colheita estava em 87,1%, enquanto no mesmo período do ano anterior, alcançava 72,7%. No entanto, o estado do Paraná destaca-se ao atingir 100% da área cultivada, projetando uma produção 10% superior à temporada anterior.

No Rio Grande do Sul, a colheita de trigo atinge 93% da área, com uma produtividade estimada 28,38% abaixo da projeção inicial, reflexo do excesso de chuvas durante o ciclo produtivo. A Argentina, por sua vez, enfrenta desafios semelhantes, com 26,4% da colheita concluída e um aumento no déficit hídrico das lavouras.

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O quadro argentino mostra avanço de 6,2 pontos percentuais na colheita em relação à semana anterior, mas também revela um aumento no déficit hídrico, chegando a 41%. Cerca de 36% das lavouras estão em más condições, uma melhoria em relação à semana passada, mas ainda abaixo dos 44% registrados há um ano. A safra projetada é de 14,7 milhões de toneladas, com 2,759 milhões de toneladas já colhidas em 1,504 milhão de hectares.

Em resumo, a produção de trigo no Brasil e Argentina enfrenta desafios significativos devido à quebra na qualidade no sul do Brasil e adversidades climáticas na Argentina, resultando em cancelamentos de contratos e impactos na produtividade. A situação permanece dinâmica, exigindo monitoramento contínuo à medida que a temporada se desenrola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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