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Dia da Pessoa Idosa: Como o SUS se organiza para cuidar da população que mais cresce no País

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Com cerca de 36 milhões de pessoas idosas no País, o Ministério da Saúde celebra 20 anos de Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa (PNSPI) com mais de 500 milhões de produções na Atenção Primária à Saúde (APS), ampliação da vacinação pneumocócica atenção domiciliar. 

Hoje, 1º de outubro, é celebrado o Dia Nacional e Internacional da Pessoa Idosa, data que, no Brasil, remete à aprovação do Estatuto da Pessoa Idosa (Lei nº 10.741/2003). Em meio a uma transição demográfica acelerada, na qual o Brasil envelheceu em poucas décadas o que países europeus levaram mais de um século, as pessoas idosas representam cerca de 17% da população brasileira, e aproximadamente 80% delas utilizam exclusivamente os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

 Cuidado presente no território 

A atenção primária à saúde (APS) tem papel fundamental no cuidado das pessoas idosas, por estar próxima do território, acompanhar as pessoas ao longo do tempo e articular os diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde. Em 2025, foram registrados 509,3 milhões de produções voltadas à população idosa. Esse volume englobou 201,8 milhões de procedimentos, 181,3 milhões de visitas domiciliares, 117,9 milhões de atendimentos individuais e 8,3 milhões de consultas odontológicas. 

No primeiro semestre de 2026, foram 267,3 milhões de produções para pessoas idosas, incluindo 105,8 milhões de procedimentos, 96,8 milhões de visitas domiciliares, 60,5 milhões de atendimentos individuais e 4,3 milhões de atendimentos odontológicos.  

SUS amplia estratégias para o cuidado da pessoa idosa  

A Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa tem como finalidade preservar, promover e recuperar a autonomia e a independência das pessoas idosas. Para isso, o SUS organiza ações que consideram as diferentes formas de envelhecer e as necessidades de cada pessoa.  

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Uma das ferramentas que contribuem para esse acompanhamento é o Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional (IVCF-20), incorporado pelo Ministério da Saúde ao Prontuário Eletrônico e-SUS APS em 2025. A ferramenta facilita uma avaliação multidimensional da pessoa idosa e auxilia as equipes de saúde na identificação de necessidades e na organização do cuidado de acordo com o perfil de cada usuário. 

Desde a incorporação ao sistema, o IVCF-20 já foi aplicado mais de 4 milhões de vezes. A avaliação pode ser realizada anualmente a partir dos 60 anos e, conforme o resultado ou diante de mudanças importantes na condição de saúde e na vida da pessoa, pode ser reaplicada para apoiar o acompanhamento ao longo do tempo. 

O cuidado no SUS também acontece em casa. O Ministério da Saúde criou recentemente o Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa (Padi Brasil), estratégia no âmbito da APS voltada à atenção domiciliar de pessoas idosas com maior necessidade de cuidados, especialmente aquelas com restrição ao leito ou ao domicílio. 

O Padi Brasil é desenvolvido pelas equipes multiprofissionais (eMulti), em articulação com as equipes de Saúde da Família (eSF) e demais equipes da APS. A estratégia, que conta com incentivo financeiro do Ministério da Saúde, amplia a capacidade de cuidado no território e fortalece o acompanhamento das pessoas idosas em seus domicílios, considerando também a participação de familiares e cuidadores. 

A atenção domiciliar no SUS também conta com o Programa Melhor em Casa, voltado a pessoas de diferentes faixas etárias que necessitam de cuidados de saúde no domicílio, inclusive em situações que demandam maior intensidade de cuidados e recursos de saúde. As duas estratégias integram a organização da atenção domiciliar no SUS, com níveis de cuidado distintos. 

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A promoção da saúde e a prevenção de agravos também fazem parte do cuidado integral à pessoa idosa. Como novidade no calendário vacinal, o Ministério da Saúde passou a ofertar a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo-20) nas Unidades Básicas de Saúde para a população com 85 anos ou mais, sem a exigência de pré-requisitos clínicos. A iniciativa amplia a proteção contra doenças pneumocócicas nessa população e integra as estratégias do SUS para promover um envelhecimento saudável. 

Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa 

Para apoiar as pessoas idosas no cuidado com a própria saúde e no acesso a informações e direitos, o Ministério da Saúde disponibiliza a Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa. O material reúne informações sobre direitos, saúde e qualidade de vida e oferece espaço para registrar informações pessoais, condições de saúde, histórico de atendimentos e outros aspectos importantes para o acompanhamento ao longo do tempo. 

A caderneta está disponível de forma gratuita no aplicativo ‘Meu SUS Digital’ e, em breve, será distribuída para todas as unidades da Federação 

Com diferentes estratégias, o SUS articula ações para acompanhar as pessoas idosas em suas diferentes necessidades. “Celebrar o Dia da Pessoa Idosa é reconhecer as diferentes formas de envelhecer. E olhar para os 20 anos da Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa também é pensar no cuidado que queremos construir para as próximas gerações de pessoas idosas”, destaca Camila Mendes, coordenadora de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa do Ministério da Saúde.

Saiba mais sobre saúde, direitos e cuidados na Caderneta da Pessoa Idosa

Guilherme Costa
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Campanha do Ministério da Saúde orienta sobre riscos das apostas online e atendimento disponível no SUS

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O uso problemático de jogos e apostas online pode afetar a saúde mental, a vida financeira, a rotina e as relações familiares e sociais. Para orientar a população sobre sinais de alerta, prevenção e formas de buscar ajuda, o Ministério da Saúde iniciou, nesta semana, a Campanha Nacional de Prevenção aos Danos das Apostas Online. O material está disponível no site e nas redes sociais da pasta.

A campanha reúne depoimentos e um tutorial que orienta o usuário a realizar um autoteste para identificar possíveis riscos relacionados às apostas. As respostas são anônimas e não ficam armazenadas. De acordo com o resultado, são indicadas opções de orientação e cuidado, como o teleatendimento disponível no Meu SUS Digital, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, do Ministério da Fazenda, e os serviços presenciais do SUS.

O transtorno do jogo é reconhecido como um transtorno de comportamento aditivo pela Classificação Internacional de Doenças (CID) e pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM). Entre os sinais de alerta estão esconder ou mentir sobre o tempo ou o dinheiro gasto com apostas; tentar recuperar perdas apostando novamente; comprometer contas, salário ou economias; apresentar alterações no sono, no humor ou na rotina; deixar de realizar atividades importantes; e ter conflitos familiares relacionados às apostas.

Teleatendimento pelo Meu SUS Digital

Desde março deste ano, o SUS oferece atendimento remoto para pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas, além de familiares e integrantes da rede de apoio. O serviço é gratuito e sigiloso e pode ser acessado pelo aplicativo ou pela versão web do Meu SUS Digital, com login pela conta gov.br.

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Na página inicial, o usuário deve acessar “Miniapps”, selecionar a opção “Problemas com jogos de apostas?” e responder ao autoteste. Essa ferramenta é acessível a toda a população para avaliação da sua relação com o jogo e identificação de riscos. Quando identificado risco moderado ou elevado, é feito o encaminhamento para teleatendimento.

A oferta, inicialmente de 600 atendimentos mensais, foi ampliada em agosto para até 100 mil teleatendimentos por mês. O atendimento é realizado por videochamada, com profissionais capacitados. Após a avaliação, a pessoa pode continuar o acompanhamento remoto ou ser encaminhada para atendimento presencial na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Já foram registrados mais de 170 mil acessos.

Na rede presencial, a UBS é uma das portas de entrada para acolhimento e avaliação inicial. Quando necessário, o usuário pode ser encaminhado a um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou a outros serviços da RAPS.

Orientações para prevenção

A campanha também recomenda medidas para reduzir a exposição a conteúdos relacionados às apostas, como deixar de seguir perfis que os divulgam, evitar clicar ou compartilhar essas publicações e utilizar as ferramentas das redes sociais para indicar que não há interesse nesse tipo de conteúdo.

Outra ferramenta é a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, do Ministério da Fazenda, que permite ao cidadão solicitar voluntariamente o bloqueio do CPF nas plataformas de apostas autorizadas.

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Medida Provisória proíbe bets no país

O enfrentamento aos impactos das bets no Brasil também envolve ações de fiscalização e repressão às atividades ilegais, além de medidas de proteção aos usuários. A fiscalização envolve a atuação articulada de diferentes órgãos federais. Um comitê interinstitucional, coordenado pela Casa Civil, reúne representantes de órgãos como Ministério da Justiça e Segurança Pública, Polícia Federal (PF), Banco Central (BC), Ministério da Fazenda, Advocacia-Geral da União (AGU), Receita Federal e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Até esta terça-feira (29), foi solicitada a derrubada de 5.209 domínios relacionados à exploração de apostas.  Também foram removidas 300 páginas do Facebook e 90 perfis do Instagram, e 186 aplicativos foram notificados para retirada das lojas da Apple e do Google.

O governo federal também realiza ações de mensageria para orientar a população sobre medidas relacionadas à retirada de seus saldos nas contas de empresas de apostas. As mensagens, enviadas por WhatsApp, informam sobre prazos e procedimentos para a retirada ou devolução de valores mantidos em sites e aplicativos de apostas. O Fala.BR também está disponível como canal para denúncias de oferta ilegal de apostas.

Conheça a campanha e responda ao autoteste sobre jogos de apostas

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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