AGRONEGÓCIO

Prefeito anuncia lance de R$ 30 milhões para compra da Santa Casa de Cuiabá

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, anunciou na manhã desta sexta-feira (30) que a Prefeitura vai apresentar um lance de R$ 30 milhões para a aquisição da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá. O anúncio foi feito ao lado do secretário municipal de Economia, Marcelo Bussiki, e marca um dos principais investimentos planejados pela atual gestão na área da saúde.

O montante será levantado por meio de uma parceria construída com os deputados estaduais, após conversa com o presidente da ALMT, Max Russi, e com a presidente do Legislativo cuiabano, Paula Calil e os demais vereadores. Os dois parlamentos asseguraram emendas para aquisição da Santa Casa.

Segundo o prefeito, a decisão só foi possível após um intenso trabalho de ajuste fiscal e controle rigoroso das contas públicas ao longo de 2025, o que permitiu à administração municipal ganhar fôlego financeiro para realizar investimentos estruturantes. A compra da unidade hospitalar é tratada como estratégica tanto do ponto de vista assistencial quanto histórico.

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“Conseguimos economizar, segurar bastante as contas em 2025 e agora temos fôlego para fazer um investimento muito importante, que sempre foi o nosso desejo: a compra da Santa Casa. Vamos dar um lance de 30 milhões de reais para adquirir toda aquela área e reforçar o atendimento em saúde em Cuiabá”, afirmou o prefeito.

Abilio Brunini relembrou que, desde o início da crise enfrentada pela Santa Casa, defendeu publicamente a necessidade de preservar a instituição, considerada um símbolo da história da capital mato-grossense. Ao longo dos últimos meses, o prefeito participou de audiências públicas, reuniões técnicas e debates intensos, buscando alternativas para evitar o fechamento da unidade e garantir que o poder público — seja o Estado ou o Município — pudesse assumir a gestão do hospital.

Entre os projetos pensados para o local, o prefeito destacou a possibilidade de implantação do Hospital do Idoso, uma antiga demanda da população cuiabana. “É um sonho do nosso coração colocar ali o Hospital do Idoso e ampliar o cuidado com quem mais precisa. Agora vamos torcer para que tudo dê certo e que ninguém cubra esse lance”, completou.

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A expectativa da Prefeitura é que a aquisição represente não apenas a preservação de um patrimônio histórico, mas também um novo capítulo para a saúde pública de Cuiabá, com mais serviços, estrutura e atendimento à população.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Alongamento de dívida rural é direito do produtor e bancos não podem negar pedido sem justificativa, alerta especialista

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O alongamento de dívida rural voltou ao centro das discussões no agronegócio brasileiro diante do aumento da pressão financeira sobre produtores afetados por problemas climáticos, juros elevados e oscilações no mercado de commodities. Apesar de estar previsto na legislação e reconhecido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), o mecanismo ainda enfrenta resistência por parte de instituições financeiras, segundo alerta da advogada Giulia Arndt, especialista em direito bancário e agronegócio do escritório Maffioletti & Arndt Advogados.

De acordo com a especialista, muitos bancos continuam tratando o alongamento da dívida rural como uma negociação comercial facultativa, quando, em determinadas situações, trata-se de um direito assegurado ao produtor rural.

“A Súmula 298 do STJ é clara ao reconhecer que o alongamento da dívida originária de crédito rural não depende exclusivamente da vontade da instituição financeira quando há comprovação de incapacidade temporária de pagamento causada por fatores como quebra de safra, eventos climáticos adversos ou fortes oscilações de mercado”, explica Giulia Arndt.

Crise financeira no agro aumenta busca por orientação jurídica

O cenário econômico vivido pelo setor agropecuário nos últimos anos elevou a procura de produtores rurais por orientação jurídica especializada. Custos de produção mais altos, dificuldades climáticas recorrentes e retração nos preços de diversas commodities comprometeram o fluxo de caixa em diferentes regiões do país.

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Segundo a advogada, muitos produtores acabam aceitando renegociações bancárias mais pesadas financeiramente por desconhecerem os instrumentos legais disponíveis para proteção do crédito rural.

“Muitos produtores procuram apoio apenas depois de assinarem contratos com juros maiores, reforço de garantias ou confissões de dívida. Em vários casos, havia um direito ao alongamento que poderia ter sido exercido antes da formalização dessas novas obrigações”, destaca.

Diferença entre renegociação e alongamento de dívida rural

A especialista ressalta que existe uma diferença jurídica relevante entre renegociação comercial e alongamento de dívida rural — distinção que pode impactar diretamente a defesa do produtor.

Enquanto a renegociação depende de critérios comerciais internos das instituições financeiras, o alongamento possui previsão legal específica e requisitos próprios definidos pelas normas do crédito rural e pelo entendimento consolidado da Justiça.

“Confundir renegociação comercial com pedido de alongamento pode enfraquecer a posição do produtor rural. São instrumentos diferentes, com fundamentos jurídicos distintos”, afirma Giulia.

Impactos atingem toda a cadeia do agronegócio

Além dos prejuízos individuais, a negativa de alongamento pode comprometer toda a cadeia produtiva do agronegócio. Sem reorganização financeira, muitos produtores perdem acesso ao crédito necessário para custear a próxima safra, afetando fornecedores, cooperativas, transportadoras e economias locais.

“Quando o crédito trava, o problema deixa de atingir apenas a propriedade rural. O impacto chega a toda a cadeia do agro. O alongamento existe justamente para impedir que uma dificuldade temporária se transforme em um colapso financeiro maior”, ressalta a especialista.

Debate deve avançar no próximo Plano Safra

A expectativa do setor é que o tema ganhe ainda mais relevância nas discussões do próximo Plano Safra, especialmente diante da crescente demanda por medidas de apoio financeiro ao produtor rural.

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Para Giulia Arndt, a orientação técnica antes da assinatura de acordos bancários pode ser decisiva para preservar a atividade rural e evitar perdas patrimoniais.

“O produtor rural precisa compreender que existem mecanismos legais criados justamente para protegê-lo em períodos de crise. Conhecer esses instrumentos pode fazer toda a diferença para garantir a continuidade da atividade”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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