AGRONEGÓCIO

Prefeito Abilio chama atenção para risco de aumento da dengue e reforça combate aos criadouros

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, fez um alerta à população sobre o risco de aumento dos casos de dengue no município e pediu o reforço imediato dos cuidados com água parada e possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti. A manifestação ocorreu na noite desta terça-feira (13), em frente ao Centro Médico Infantil, onde, segundo ele, os atendimentos já começam a preocupar as equipes médicas em razão da elevação de casos suspeitos.

O prefeito destacou que o período chuvoso favorece diretamente a proliferação do mosquito transmissor da dengue, exigindo atenção redobrada da população e intensificação das ações do poder público. Segundo Abilio, embalagens, recipientes e qualquer objeto que possa acumular água devem ser eliminados ou mantidos devidamente vedados.

“Está começando uma crise, um surto de dengue, por causa do período de chuvas que está acentuado. Por favor, vire toda e qualquer embalagem que tenha retenção de água. Não deixe proliferar o mosquito da dengue. Você, cidadão, é o principal agente no combate da dengue aqui do nosso município. Preciso de você nos ajudando”, afirmou o prefeito.

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Abilio também informou que as equipes de agentes comunitários de saúde e de endemias estão sendo mobilizadas para reforçar o trabalho em campo, com ações de orientação, vistoria e eliminação de focos do mosquito. Contudo a Prefeitura está com dificuldade de ampliar as equipes de limpeza por falta de mão de obra. A Secretaria Municipal de Saúde já adotou medidas de preparação para ampliar a capacidade de resposta, especialmente nas regiões com maior incidência de notificações.

“Vamos colocar os agentes sob alerta e a Secretaria de Saúde vai tomar os devidos preparativos. Mas a colaboração da população é essencial para evitar que a situação se agrave”, completou.

Apesar do alerta, os dados mais recentes da Secretaria Municipal de Saúde indicam que Cuiabá encerrou 2025 com resultados positivos no enfrentamento às arboviroses. De acordo com o Boletim Epidemiológico da Diretoria de Vigilância em Saúde, houve redução de 27,1% nos casos confirmados de dengue em comparação com 2024, totalizando 1.580 casos no ano, sem registro de óbitos.

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O bom desempenho é atribuído às ações contínuas de vigilância e controle, que resultaram em mais de um milhão de imóveis vistoriados e milhares de focos eliminados ao longo do ano. Ainda assim, a secretaria reforça que o cenário exige atenção constante, sobretudo durante o período chuvoso.

A orientação é para que moradores eliminem recipientes que possam acumular água, mantenham caixas-d’água e reservatórios bem vedados, limpem calhas e quintais e descartem corretamente o lixo. Em caso de sintomas como febre, dor no corpo e dor atrás dos olhos, a recomendação é procurar uma unidade de saúde e evitar a automedicação.

A Prefeitura de Cuiabá informou que seguirá intensificando as ações de prevenção, vigilância e mobilização ao longo de 2026, com foco na proteção da saúde da população e na redução dos riscos de novos surtos da doença.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Produtividade da soja cai 14,8% no Rio Grande do Sul após irregularidade das chuvas na safra 2025/26

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A colheita da soja da safra 2025/26 foi concluída no Rio Grande do Sul, encerrando um ciclo marcado pela forte irregularidade das chuvas e por perdas significativas de produtividade. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, restam apenas áreas pontuais de soja de segunda safra, sem representatividade estatística para o resultado estadual.

Os dados consolidados mostram que o desempenho das lavouras ficou abaixo das expectativas iniciais, refletindo os impactos do déficit hídrico registrado em diferentes momentos do ciclo produtivo.

Produtividade estadual fica quase 15% abaixo da estimativa inicial

De acordo com a Emater/RS-Ascar, a produtividade média da soja no Rio Grande do Sul foi revisada para 2.707 quilos por hectare, resultado 14,8% inferior à projeção inicial de 3.180 quilos por hectare, divulgada antes do início do plantio.

A área cultivada com a oleaginosa no Estado foi estimada em 6.697.172 hectares, consolidando o Rio Grande do Sul entre os principais produtores nacionais de soja.

Segundo o levantamento, a redução da produtividade está diretamente relacionada à distribuição irregular das chuvas durante o desenvolvimento da cultura. Enquanto algumas regiões receberam precipitações suficientes para manter o potencial produtivo, outras enfrentaram longos períodos de estiagem justamente nas fases mais sensíveis da lavoura, comprometendo o enchimento de grãos e o rendimento final.

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Chuvas irregulares provocaram grandes diferenças entre regiões

A Emater destaca que a variabilidade climática resultou em diferenças expressivas de produtividade entre regiões, municípios e até mesmo entre propriedades vizinhas.

Esse comportamento evidencia como a distribuição das chuvas, mais do que o volume total precipitado, foi determinante para o desempenho das lavouras na safra.

Região de Ijuí registra contrastes no rendimento das lavouras

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a colheita também foi totalmente finalizada, confirmando a forte disparidade entre os municípios.

Os menores rendimentos foram registrados em áreas de Augusto Pestana, Coronel Barros e Jóia, onde a escassez de chuvas durante os períodos críticos do desenvolvimento da soja limitou significativamente o potencial produtivo.

Em contrapartida, o município de Santa Bárbara do Sul apresentou um dos melhores desempenhos da região, alcançando produtividade média superior a 3.600 quilos por hectare, favorecido por condições climáticas mais adequadas ao longo do ciclo.

Clima reforça desafios para a produção gaúcha

O encerramento da colheita confirma mais uma safra em que o comportamento climático foi determinante para os resultados da soja no Rio Grande do Sul.

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As diferenças observadas entre as regiões reforçam a vulnerabilidade da produção agrícola aos eventos climáticos extremos e evidenciam a importância de estratégias de manejo, planejamento e tecnologias capazes de reduzir os impactos da variabilidade das chuvas sobre a produtividade das lavouras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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