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Preços do Milho em Alta em Chicago, Enquanto B3 Registra Recuos

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Nesta sexta-feira (1º), o mercado de milho inicia com uma tendência de queda na Bolsa Brasileira (B3). Às 10h07 (horário de Brasília), as principais cotações do milho variavam entre R$ 72,75 e R$ 76,37. O contrato para vencimento em novembro de 2024 era negociado a R$ 72,75, apresentando uma queda de 0,22%. Já o contrato com vencimento em janeiro de 2025 era cotado a R$ 76,37, com uma desvalorização de 0,24%, enquanto o março de 2025 estava a R$ 76,60, com uma redução de 0,09%.

Desempenho no Mercado Externo

Por outro lado, na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços internacionais do milho começaram o pregão desta sexta-feira com movimento positivo, apresentando avanços por volta das 09h44 (horário de Brasília). O contrato para dezembro de 2024 estava cotado a US$ 4,13, com uma alta de 2,25 pontos. O vencimento em março de 2025 tinha valor de US$ 4,28, também com um aumento de 2,25 pontos; enquanto o contrato para maio de 2025 era negociado a US$ 4,37, com ganho de 2,50 pontos. O contrato para julho de 2025 valia US$ 4,42, registrando uma valorização de 2,75 pontos.

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De acordo com informações do site internacional Farm Futures, os contratos de milho em Chicago subiram no pregão noturno após uma sequência de quatro quedas. “O relatório semanal de vendas de exportação do USDA, divulgado na quinta-feira, demonstrou como a recente baixa no mercado de grãos revitalizou o interesse por compras internacionais. As vendas líquidas de exportação de milho dos EUA para a safra 2024/25 totalizaram 2,341 milhões de toneladas na semana encerrada em 24 de outubro. Embora tenha havido uma queda de 23% em relação à semana anterior, houve um aumento de 7% em comparação à média das quatro semanas anteriores”, afirmou Bruce Blythe, analista da Farm Futures.

Dessa forma, o mercado de milho reflete uma dinâmica complexa, com a demanda externa contribuindo para a valorização nos preços internacionais, enquanto a B3 apresenta um cenário de recuo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do trigo no Brasil fecha primeiro semestre de 2026 em alta, mas junho registra desaceleração nas negociações

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O mercado brasileiro de trigo encerrou o primeiro semestre de 2026 com tendência de valorização nos preços, apesar da desaceleração observada nas negociações em junho. O cenário foi sustentado principalmente pela baixa disponibilidade de produto da safra velha, estoques internos apertados e maior necessidade de importação para suprir a demanda doméstica.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, o comportamento dos preços reflete um equilíbrio ainda frágil entre oferta e demanda.

“O primeiro semestre foi marcado pela recomposição dos preços. A menor disponibilidade de trigo no mercado interno e a necessidade de importação deram sustentação às cotações, mesmo em um ambiente de liquidez bastante limitada”, destacou.

Mercado do trigo acumula altas expressivas no semestre

Apesar da pressão de baixa registrada em junho, o desempenho acumulado do semestre foi positivo nas principais praças do país.

No Paraná, a média dos preços FOB interior encerrou junho em R$ 1.407 por tonelada, com alta acumulada de 19,9% em relação ao fechamento de 2025. No entanto, o mês registrou recuo de 1,6%, influenciado pela menor demanda dos moinhos e pelo enfraquecimento das referências internacionais.

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No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais intenso no semestre, com avanço de 24,9%. Em junho, porém, houve queda de 5,1%, levando a média para R$ 1.290 por tonelada FOB. Mesmo com a correção, o estado segue sustentado pela escassez de trigo remanescente da safra anterior e pelo forte ritmo de exportações ao longo do período.

Ajuste em junho não muda tendência de alta, diz analista

De acordo com Elcio Bento, a retração observada em junho não representa mudança estrutural no mercado, mas sim um ajuste técnico após meses de valorização.

“O que vimos em junho foi muito mais um ajuste técnico do que uma mudança de tendência. A oferta continua limitada, os estoques seguem apertados e isso impede uma queda mais acentuada dos preços”, analisou.

O ambiente de baixa liquidez continua sendo uma característica marcante do mercado físico brasileiro de trigo. Produtores seguem retendo parte do produto, aguardando melhores condições de preços na entressafra, enquanto os moinhos realizam compras pontuais devido à dificuldade de repasse dos custos ao preço da farinha.

Esse desalinhamento entre oferta e demanda mantém o mercado travado e com negociações limitadas.

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Mercado internacional sustenta cenário de preços no Brasil

No mercado externo, o trigo negociado em Kansas acumulou valorização de 15,5% no primeiro semestre de 2026, mesmo com correções pontuais registradas em junho. Já o trigo argentino, referência importante para a paridade de importação brasileira, avançou 6,7% no período.

Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar ao longo do semestre contribuiu para reduzir parte da pressão altista que poderia ter sido transmitida ao mercado doméstico.

Perspectivas para o segundo semestre seguem atreladas ao clima e ao câmbio

Para os próximos meses, o mercado brasileiro de trigo deve permanecer sensível a fatores externos e internos. Entre os principais vetores de atenção estão o desenvolvimento da safra nacional, as condições climáticas na Argentina, o comportamento das bolsas internacionais e as oscilações cambiais.

Segundo o analista, esse conjunto de variáveis continuará sendo determinante para a formação de preços no mercado.

“Esse conjunto de fatores continua oferecendo sustentação estrutural aos preços”, concluiu Elcio Bento.

Fonte: Portal do Agronegócio

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