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Prêmio Coffee of the Year 2024 Registra Recorde de Amostras e Anuncia Vencedores na Semana Internacional do Café

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O Prêmio Coffee of the Year 2024 bateu um recorde de participação, com 570 amostras inscritas, destacando-se como uma das mais importantes competições do setor cafeeiro no Brasil. Criado em 2012, o prêmio reconhece a excelência na produção de café no país, incentivando práticas de produção sustentáveis e de alta qualidade. O objetivo é fortalecer a posição do Brasil nos mercados nacional e internacional, promovendo a sustentabilidade da cadeia produtiva e agregando valor aos cafés brasileiros.

A competição começou com o recebimento das amostras, que passaram por um rigoroso processo de avaliação conduzido por uma Comissão de Julgadores composta por especialistas. As 570 amostras inscritas foram analisadas e, ao final, 180 delas foram selecionadas para a fase final — sendo 150 de café arábica e 30 de canéfora. Essas amostras seguirão para o evento, onde serão avaliadas na sala de Cupping&Negócios, durante a Semana Internacional do Café (SIC), que ocorrerá de 20 a 22 de novembro, no Expominas, em Belo Horizonte.

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As 10 melhores amostras de arábica e as 5 melhores de canéfora serão apresentadas ao público para uma degustação às cegas no espaço Coffee of the Year. O voto popular será determinante para a escolha dos campeões. A cerimônia de premiação, marcada para o último dia da SIC, 22 de novembro, no Grande Auditório Robério Silva, revelará os vencedores em ambas as categorias, que receberão troféus e certificados de campeão, enquanto os 10 melhores produtores de arábica e os 5 de canéfora receberão Certificados de Participação.

Após a premiação, será realizado o Cupping dos Campeões, um evento exclusivo de rodadas de negócios, no qual os produtores premiados poderão negociar seus cafés com compradores nacionais e internacionais. Na edição de 2023, os vencedores das categorias arábica e canéfora receberam propostas de 8 mil e 10 mil reais por saca, respectivamente.

De acordo com Caio Alonso Fontes, diretor da Espresso&CO, um dos organizadores da SIC, o evento é uma oportunidade única para produtores e compradores se conectarem e promoverem os cafés brasileiros: “A SIC é um espaço de encontros, conexões e acessos a novos mercados, e o Coffee of the Year se consolidou como uma ferramenta fundamental para a promoção e valorização dos melhores cafés, além de fortalecer a visibilidade das novas origens do café e o reconhecimento dos produtores.”

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A 12ª edição da SIC promete ser um marco para o setor cafeeiro, reunindo produtores de todo o Brasil e compradores internacionais, com previsão de mais de 20 mil visitantes de 40 países e negócios que devem movimentar 60 milhões de reais. O evento, que ocorre entre 20 e 22 de novembro, destaca o Brasil como o maior produtor de café do mundo, reforçando seu papel de liderança no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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