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Preços do etanol hidratado sobem pela 5ª semana, mas chegada da safra pode mudar tendência

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Os preços do etanol hidratado no mercado spot do estado de São Paulo mantiveram uma trajetória ascendente pela quinta semana consecutiva. De acordo com um levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), entre os dias 15 e 19 de abril, o Indicador CEPEA/ESALQ para esse tipo de etanol fechou em R$ 2,4557 por litro (valor líquido, sem ICMS e PIS/Cofins), uma alta de 3,61% em relação à semana anterior. Já o etanol anidro também apresentou crescimento no mesmo período, com o Indicador CEPEA/ESALQ chegando a R$ 2,7548 por litro (líquido de PIS/Cofins), um aumento de 4,12%.

Contudo, o início da safra 2024/25 pode alterar essa tendência de alta. Com a entrada do etanol produzido na nova safra, os preços podem sofrer pressão. Pesquisadores do Cepea destacam que, além do biocombustível recém-produzido, algumas usinas da região Centro-Sul que tiveram problemas na produção devido a chuvas conseguiram retomar a moagem e voltar a fornecer etanol ao mercado spot.

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A expectativa é que essa nova oferta possa levar a uma estabilização ou até uma queda nos preços do etanol, especialmente se a produção na safra 2024/25 aumentar como previsto. Agentes do mercado também estão atentos a esse cenário, acompanhando de perto a evolução da produção e a demanda para prever possíveis oscilações nos valores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Unesp desenvolve nova abordagem para nanoherbicidas mais eficientes e sustentáveis no controle de plantas daninhas

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Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) propuseram uma nova abordagem científica para o desenvolvimento de nanoherbicidas, com foco em maior eficiência agronômica e sustentabilidade ambiental. O estudo, conduzido no âmbito do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável, sugere inverter a lógica tradicional de criação desses insumos, colocando as características das plantas daninhas no centro do processo.

A proposta foi publicada na revista científica Nature Reviews Methods Primers e representa um avanço relevante para o manejo de invasoras que impactam diretamente a produtividade agrícola no Brasil.

Plantas daninhas seguem como desafio no campo

Espécies como caruru, capim-azevém e capim-pé-de-galinha estão entre as principais ameaças às lavouras, podendo reduzir em cerca de 15% a produtividade de grãos, mesmo em áreas com manejo.

Esse cenário tem impulsionado a busca por soluções mais eficientes, como os nanoherbicidas — tecnologia que permite a liberação controlada e direcionada de ingredientes ativos, aumentando a absorção pelas plantas e reduzindo o volume aplicado.

Novo conceito melhora eficiência dos nanoherbicidas

Atualmente, o desenvolvimento de nanoherbicidas é baseado principalmente nas propriedades dos materiais utilizados. A nova proposta da Unesp, chamada de Plant-informed nanodesign (PIND), muda esse paradigma ao priorizar as características biológicas das plantas-alvo.

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Na prática, isso significa desenvolver nanopartículas específicas para cada espécie daninha, aumentando a eficácia do controle e reduzindo perdas.

Caracterização detalhada das plantas orienta tecnologia

Para viabilizar essa abordagem, os pesquisadores realizam análises aprofundadas das plantas invasoras, considerando fatores como:

  • Espessura e tamanho das folhas
  • Quantidade de estômatos
  • Espessura da cutícula
  • Presença de tricomas
  • Rugosidade da superfície foliar

Essas informações permitem projetar nanopartículas mais aderentes e eficientes na absorção dos herbicidas.

Tecnologia alia produtividade e sustentabilidade

As análises utilizam técnicas avançadas, como microscopia confocal e microscopia eletrônica de varredura, que permitem observar estruturas microscópicas com alta precisão.

O objetivo é desenvolver soluções que aumentem a eficiência do controle de plantas daninhas, reduzam o uso de insumos químicos e minimizem impactos ambientais — uma demanda crescente no agronegócio brasileiro.

Inovação fortalece agricultura de precisão

A nova metodologia reforça o papel da nanotecnologia na agricultura de precisão e na transição para sistemas produtivos mais sustentáveis. Ao alinhar ciência, inovação e eficiência no campo, a proposta da Unesp abre caminho para uma nova geração de defensivos agrícolas mais inteligentes e adaptados às condições reais das lavouras.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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