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Preço do leite em Mato Grosso recua pelo sexto mês consecutivo, aponta Imea

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Leite tem nova queda e chega a R$ 1,77 por litro em dezembro

O preço do leite pago aos produtores de Mato Grosso registrou nova retração em dezembro de 2025, marcando o sexto mês consecutivo de queda.

Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o valor médio do litro do leite captado no estado foi de R$ 1,77, representando recuo de 4,02% em comparação a novembro.

A tendência de desvalorização reflete o aumento na captação de leite, impulsionado pela melhora na qualidade das pastagens — resultado direto do avanço das chuvas no período.

Chuvas melhoram pastagens e ampliam oferta de leite

De acordo com o Imea, o clima mais favorável no fim de 2025 proporcionou maior disponibilidade de forragem nas propriedades, o que levou ao aumento da produção de leite.

Essa elevação na oferta acabou pressionando os preços ao produtor, movimento natural em períodos de maior captação.

Apesar da redução, o cenário é considerado positivo para a produtividade, pois a alimentação de melhor qualidade contribui para o desempenho do rebanho leiteiro e pode reduzir custos com suplementação.

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Média anual cresce e mantém valor histórico elevado

Mesmo com as quedas sucessivas no segundo semestre, a média anual do preço do leite em Mato Grosso encerrou 2025 com alta de 1,05% em relação a 2024.

O produtor mato-grossense recebeu, em média, R$ 2,19 por litro ao longo do ano — o segundo maior valor da série histórica, ficando atrás apenas do registrado em 2022, segundo o Imea.

Alta anual foi sustentada por preços firmes no primeiro semestre

O instituto explica que o aumento da média anual foi sustentado pelos valores mais altos registrados no primeiro semestre de 2025, período em que houve menor produção de leite no estado e custos de produção elevados, o que contribuiu para manter as cotações em patamares mais firmes.

Com o retorno das chuvas e a recuperação das pastagens, o cenário mudou no segundo semestre, resultando em maior oferta e redução dos preços pagos ao produtor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

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No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
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Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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