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Preço do diesel recua mais de 2,6% na primeira quinzena de maio após novo corte da Petrobras, aponta Edenred Ticket Log

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O preço do diesel apresentou queda significativa na primeira metade de maio em todo o Brasil, segundo dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). O recuo acompanha o terceiro reajuste para baixo promovido pela Petrobras em 2025, indicando que o corte de preços já está sendo repassado aos consumidores nos postos de combustíveis.

Redução média ultrapassa 2,6% no Brasil

De acordo com o levantamento da Edenred Ticket Log, o diesel comum foi comercializado, em média, por R$ 6,25 na primeira quinzena de maio, enquanto o diesel S-10 registrou preço médio de R$ 6,31. Esses valores representam quedas de 2,65% e 2,62%, respectivamente, em relação à primeira metade de abril.

Segundo Renato Mascarenhas, diretor de Rede, Operações e Transformação da Edenred Mobilidade, o recuo de R$ 0,17 por litro nos preços médios supera o corte de R$ 0,16 anunciado pela Petrobras às distribuidoras, evidenciando que o impacto já chegou às bombas e vem aliviando os custos com abastecimento.

Todas as regiões registram queda nos preços

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Todas as regiões do país acompanharam a média nacional de queda nos preços do diesel. O Sul se destacou com as maiores reduções: 3,37% para o diesel comum e 3,03% para o diesel S-10 — mesmo índice observado no Centro-Oeste para o S-10.

Além disso, o Sul manteve os menores preços médios nacionais: R$ 6,03 para o diesel comum e R$ 6,09 para o S-10.

Norte registra os preços mais altos

Apesar da queda, o diesel segue mais caro na região Norte. O tipo comum foi comercializado, em média, por R$ 6,91, após recuo de 1,29%. Já o diesel S-10 custou R$ 6,75, mesmo após queda de 2,03%.

Destaques por estado
  • Acre continua com os maiores preços do país:
    • Diesel comum: R$ 7,78 (queda de 0,89%)
    • Diesel S-10: R$ 7,73 (queda de 1,78%)
  • Alagoas teve a maior redução no preço do diesel comum:
    • Queda de 6,08%, com o litro a R$ 6,33
  • Paraná apresentou o menor preço médio do país para o diesel comum:
    • R$ 6,00, após queda de 3,85%
  • Pernambuco registrou o menor valor para o diesel S-10:
    • R$ 5,95, após queda de 4,49%, a maior redução entre os estados
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Amazonas foi na contramão e teve aumento nos preços

O Amazonas foi o único estado a apresentar alta nos preços dos dois tipos de diesel:

  • Diesel comum: aumento de 0,86%, chegando a R$ 7,00
  • Diesel S-10: alta de 0,28%, com valor médio de R$ 7,05
Metodologia do levantamento

Os dados são do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que se baseia nos abastecimentos realizados em 21 mil postos credenciados da rede. A metodologia utiliza uma estrutura robusta de ciência de dados, com mais de 1 milhão de veículos monitorados e média de oito transações por segundo, o que confere grande precisão e confiabilidade ao levantamento.

A Edenred Ticket Log atua no setor de mobilidade há mais de 30 anos, oferecendo soluções tecnológicas para a gestão de frotas e combustíveis em todo o país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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