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Preço do arroz recua no Sul e setor alerta para distorção no mercado após leilões

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O mercado do arroz voltou a registrar queda nos preços pagos ao produtor na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, ampliando a preocupação do setor com uma possível distorção nas referências utilizadas pelo mercado físico. A avaliação é de Sergio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações, que aponta os recentes leilões como fator central para a pressão observada nas negociações.

Nos últimos dias, o arroz vinha sendo comercializado entre R$ 60 e R$ 62 por saca na região. No entanto, novos negócios já passaram a ocorrer em patamares entre R$ 57 e R$ 59, reduzindo a rentabilidade dos produtores em um momento de maior cautela no setor.

Segundo Cardoso, parte dessa movimentação ocorreu porque alguns produtores aceitaram operações com preços-base entre R$ 53 e R$ 55 por saca, impulsionados pela existência de prêmios que elevavam o valor final recebido para níveis próximos de R$ 63 e R$ 64.

Mercado físico sofre impacto de leitura considerada equivocada

De acordo com a análise do setor, o principal problema foi a forma como o mercado interpretou essas operações. Mesmo com os prêmios agregando valor ao resultado final, compradores passaram a considerar apenas o preço-base das negociações como referência para o mercado físico.

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Essa leitura acabou fortalecendo a percepção de que produtores estariam dispostos a vender arroz abaixo de R$ 60 sem resistência, aumentando a pressão sobre as cotações e reforçando o sentimento de excesso de oferta no mercado.

Com isso, compradores passaram a atuar de maneira mais cautelosa, reduzindo o ritmo das negociações e pressionando ainda mais os preços praticados nas principais regiões produtoras.

Leilões ajudaram na liquidez, mas afetaram referência de preços

O setor reconhece que os leilões tiveram papel importante na geração de liquidez para parte dos produtores, especialmente em um momento de necessidade de comercialização da safra. No entanto, a ausência dos prêmios nas negociações tradicionais altera significativamente a composição da rentabilidade final das operações.

Na prática, agentes do mercado avaliam que o impacto psicológico das operações acabou tendo peso maior do que os próprios fundamentos do arroz no mercado regional.

Mercosul já indica redução de área e produção

Apesar da pressão atual sobre os preços, o setor observa sinais de mudança nos fundamentos para a próxima temporada. Dados do Mercosul já apontam redução de área plantada e perspectiva de menor produção de arroz no próximo ciclo produtivo.

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Esse cenário pode limitar a oferta regional nos próximos meses e alterar o equilíbrio entre oferta e demanda, fator que poderá influenciar o comportamento das cotações futuramente.

Enquanto isso, o mercado segue monitorando a movimentação dos produtores, o comportamento dos compradores e os efeitos das referências formadas após os leilões recentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar sobe e encosta em R$ 4,92 com atenção do mercado ao cenário global; Ibovespa recua

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O mercado financeiro brasileiro iniciou esta quarta-feira (13) com volatilidade. O dólar opera em alta frente ao real, enquanto o Ibovespa registra queda, em um ambiente de cautela global influenciado por expectativas em torno do encontro entre o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, além de ajustes técnicos no mercado.

Câmbio: dólar hoje sobe e é cotado a R$ 4,92

Por volta das 10h20, o dólar comercial avançava 0,52%, sendo negociado a R$ 4,9212, após encerrar a véspera em leve alta de 0,09%, cotado a R$ 4,8955.

O movimento reflete um cenário de aversão moderada ao risco, com investidores atentos a indicadores globais e à possibilidade de mudanças no fluxo de capitais internacionais.

Desempenho do dólar:

  • Alta no dia: +0,52% (R$ 4,9212)
  • Semana: +0,03%
  • Mês: -1,14%
  • Ano: -10,81%

Apesar da alta no pregão, a moeda norte-americana ainda acumula forte queda no ano, refletindo um período de maior entrada de recursos em economias emergentes e ajustes no cenário de juros globais.

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Bolsa brasileira: Ibovespa opera em queda

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), também abriu o dia em baixa. No mesmo horário, o índice recuava 0,24%, aos 179.904 pontos, após ter encerrado a sessão anterior com queda de 0,86%, aos 180.342 pontos.

A pressão vendedora ocorre em meio à realização de lucros e cautela dos investidores diante do cenário externo, além de ajustes após recentes altas acumuladas.

Desempenho do Ibovespa:

  • Dia: -0,24% (179.904 pontos)
  • Semana: -2,05%
  • Mês: -3,72%
  • Ano: +11,93%

Mesmo com a correção recente, o índice ainda mantém desempenho positivo no acumulado de 2026, sustentado por setores ligados a commodities e expectativas de crescimento moderado da economia brasileira.

Cenário global influencia mercados

O comportamento dos ativos nesta sessão é influenciado por um ambiente internacional de cautela, com investidores monitorando fatores geopolíticos e possíveis sinais de negociação entre grandes economias, como Estados Unidos e China.

Esse cenário tende a impactar diretamente moedas de países emergentes e o fluxo de capitais na Bolsa brasileira, especialmente em setores mais sensíveis ao risco externo.

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Resumo do mercado financeiro
  • Dólar sobe e é cotado a R$ 4,9212
  • Ibovespa recua para 179.904 pontos
  • Mercado reage a fatores externos e realização de lucros
  • Tendência ainda é de volatilidade no curto prazo

O dia segue marcado por ajustes e atenção dos investidores a novos desdobramentos no cenário internacional e nos indicadores econômicos globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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