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Mercados Asiáticos Encerram Semana em Queda com Expectativa por Estímulos na China

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Os índices acionários da China e de Hong Kong fecharam a semana em baixa, refletindo a cautela dos investidores diante da expectativa por novas medidas de estímulo econômico por parte do governo chinês. A falta de catalisadores claros levou os mercados a registrar perdas significativas.

Na sexta-feira, o índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 1,25%, enquanto o índice SSEC, de Xangai, perdeu 1,33%. O índice Hang Seng, de Hong Kong, também sofreu uma queda de 0,92%. Na semana, o CSI300 acumulou uma desvalorização de 1,1%, e o Hang Seng recuou 3,5%.

De acordo com analistas do banco Macquarie, o foco para 2025 está no nível de estímulo econômico que Pequim fornecerá. “Isso dependerá em grande medida do impacto das tarifas, uma vez que as autoridades provavelmente implementarão apenas o suficiente para atingir a meta de crescimento do PIB”, destacaram em nota.

Os especialistas também observaram que o mercado enfrenta dificuldades em manter um otimismo duradouro devido aos lucros corporativos fracos e à baixa demanda interna. “A visão predominante é de que a liquidez será mais abundante em 2025, mas o crescimento nominal permanecerá lento.”

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Setores em Destaque

As maiores perdas no mercado chinês onshore foram registradas no setor imobiliário e nas ações de inteligência artificial, que recuaram 2,1% e 2,6%, respectivamente.

Além disso, o Banco Popular da China anunciou a suspensão de compras de títulos públicos, o que provocou um aumento nos rendimentos e gerou especulações sobre a medida ter como objetivo proteger o valor do iuan.

Panorama Regional

O movimento de baixa também foi observado em outras bolsas asiáticas:

  • Tóquio (Nikkei): recuo de 1,05%, fechando a 39.190 pontos.
  • Seul (Kospi): desvalorização de 0,24%, encerrando a 2.515 pontos.
  • Taiwan (Taiex): baixa de 0,30%, finalizando em 23.011 pontos.
  • Cingapura (Straits Times): queda de 1,58%, atingindo 3.801 pontos.
  • Sydney (S&P/ASX 200): retração de 0,42%, fechando a 8.294 pontos.

O cenário de cautela reforça o desafio enfrentado pelos mercados asiáticos diante da fragilidade da recuperação econômica global e das incertezas sobre as políticas econômicas a serem adotadas por Pequim.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pecuária leiteira enfrenta desafio de rentabilidade em meio a custos elevados e mudanças climáticas

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A pecuária leiteira brasileira atravessa um momento de desafios para transformar produção em rentabilidade. Embora o Brasil tenha ultrapassado a marca de 38 bilhões de litros de leite produzidos em 2025, consolidando-se entre os maiores produtores mundiais, a rentabilidade das fazendas continua pressionada por custos elevados, oscilações climáticas e necessidade crescente de eficiência produtiva.

Segundo análise da médica-veterinária Vanessa Amorim Teixeira, mestre e doutora em Zootecnia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e analista de mercado agro da Belgo Arames, o cenário exige que o produtor vá além do aumento da produção e concentre esforços na gestão da propriedade e na otimização dos recursos.

Preço do leite reage, mas ainda não recupera margens

Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que o preço médio nacional do leite cru pago ao produtor alcançou R$ 2,66 por litro em abril de 2026, demonstrando recuperação em relação aos meses anteriores.

Apesar da melhora, a remuneração permanece inferior aos R$ 2,74 registrados em abril de 2025 e distante do recorde histórico de R$ 3,57 por litro, alcançado em julho de 2022.

Ao mesmo tempo, despesas com energia elétrica, mão de obra, suplementação alimentar e outros custos operacionais continuam reduzindo as margens da atividade.

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Clima aumenta pressão sobre os sistemas de produção

Outro fator de preocupação é o comportamento climático. A formação do fenômeno El Niño pode provocar temperaturas mais elevadas e maior irregularidade das chuvas em diversas regiões produtoras, comprometendo a disponibilidade e a qualidade das pastagens.

Como grande parte da pecuária leiteira brasileira depende do pastejo, a redução da oferta de forragem tende a impactar diretamente o consumo de nutrientes pelos animais, reduzindo a produção de leite.

Além disso, a menor disponibilidade de água e alimento pode aumentar o estresse do rebanho, comprometendo o bem-estar animal, a saúde e o desempenho produtivo.

Planejamento torna-se fator decisivo para a rentabilidade

Diante desse cenário, especialistas destacam que a sustentabilidade econômica da atividade depende cada vez mais da eficiência da gestão.

Entre as principais estratégias recomendadas estão:

  • planejamento da alimentação para os períodos de seca;
  • formação de reservas estratégicas de forragem;
  • monitoramento constante dos indicadores técnicos e financeiros;
  • controle rigoroso dos custos de produção;
  • manejo adequado das pastagens;
  • adoção de sistemas de pastejo rotacionado.

Essas práticas permitem aumentar o aproveitamento dos recursos da propriedade e reduzir a vulnerabilidade diante das oscilações de mercado e do clima.

Infraestrutura pode elevar produtividade e reduzir custos

Os investimentos em infraestrutura também ganham importância dentro das propriedades leiteiras. Um dos exemplos é o cercamento estratégico das áreas de pastejo, que possibilita a divisão das pastagens em piquetes para manejo rotacionado.

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Esse sistema favorece a recuperação das forrageiras, melhora a utilização da área disponível, aumenta a capacidade de suporte da propriedade e reduz a necessidade de suplementação alimentar, um dos principais componentes do custo de produção.

Como consequência, os produtores podem obter ganhos como:

  • aumento da produção de leite por hectare;
  • maior produtividade por animal;
  • redução dos gastos com alimentação suplementar;
  • melhor aproveitamento das pastagens;
  • menor custo de manutenção das áreas de manejo.
Tecnologia e gestão fortalecem a competitividade

Segundo Vanessa Amorim Teixeira, investir em infraestrutura de qualidade e em tecnologias voltadas para o manejo do rebanho e das pastagens deixou de ser apenas uma melhoria operacional e passou a representar uma estratégia de gestão.

A especialista destaca que soluções como cercas elétricas de alta durabilidade facilitam a implantação do pastejo rotacionado, exigem menos manutenção e contribuem para aumentar a eficiência dos sistemas produtivos.

Em um cenário marcado por custos elevados e maior instabilidade climática, propriedades que investem em planejamento, tecnologia e infraestrutura tendem a construir sistemas mais resilientes, sustentáveis e competitivos, preparados para enfrentar os desafios da pecuária leiteira nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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