AGRONEGÓCIO
Por ser mais raro, mel de abelhas sem ferrão pode custar até R$ 800 o litro
Publicado em
21 de março de 2024por
Da RedaçãoElas podem ser bem pequeninas, mais graúdas, de cores diversas. No Brasil são nativas cerca de 300 espécies de abelhas sem ferrão. Isso representa praticamente a metade das espécies já identificadas no mundo. E a meliponicultura, que é a criação racional dessas abelhas, também chamadas de nativas ou indígenas, está em expansão. Em Matozinhos, Região Metropolitana de Belo Horizonte, o Meliponário Santa Rosa reproduz e comercializa mais de 20 espécies. O empreendimento recebe incentivo da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) para expandir os negócios, através da elaboração de projeto para acesso ao crédito rural. Por lá, cerca de 90% da produção é da Uruçu Amarela, por ser mais produtiva, rendendo entre 3 a 5 litros de mel por ano, em cada colmeia.
Embora produzam uma quantidade menor de mel, se comparadas com as abelhas com ferrão, as nativas possuem inúmeras vantagens, a começar pelo fato de serem mais amigáveis. Pode-se, por exemplo, andar por meio delas sem medo de uma ferroada. E o mel, por ser mais raro e mais rico em propriedades medicinais, também é mais valorizado no mercado. Um litro pode custar até R$ 800. Diferente das abelhas com ferrão, que produzem o mel em favo, as nativas fazem o mel em pequenos potes, o produto é mais líquido, menos doce e os sabores e cores variam bastante, a depender da espécie e da florada.
A meliponicultura é uma alternativa de renda interessante para os produtores, mas pode ser também uma criação para quem mora nas cidades. Por não serem agressivas, as colmeias podem ser manejadas até mesmo em apartamentos. Os preços de uma colmeia variam bastante. Segundo o proprietário do Meliponário Santa Rosa, Cezar Brandão Esteves, a mais barata é da abelha Jataí, cuja caixa no varejo custa em torno de R$ 200. A colmeia da Uruçu Amarela, espécie mais comercializada pelo meliponário, custa entre R$ 500 e R$ 600. Já as abelhas mais raras, como a Uruçu Capixaba, ameaçada de extinção, custa cerca de R$ 1,8 mil. “E temos aqui até a Uruçu Boi, que teve seu bioma dizimado e uma colmeia está em torno de R$ 12 mil”, complementa.
A Jataí é uma espécie presente em todo país e a mais recomendada para quem está começando na meliponicultura. “A gente brinca que do Oiapoque ao Chuí tem a Jataí. Recomendamos começar com ela, por ser uma abelha muito tranquila de se lidar, resistente, autônoma e que se adapta bem a qualquer lugar, tanto no campo quanto na cidade”, conta a Isabela Teixeira Brandão Esteves, filha do casal Cezar e Jeane Carla Teixeira Bastos, proprietários do Meliponário Santa Rosa.
Curiosidades
Cuidar das abelhas sem ferrão pode ser algo bem prazeroso e até terapêutico. Cada colmeia é uma verdadeira obra de arte e o universo delas é fascinante, cheio de curiosidades. Cezar explica, por exemplo, que uma abelha vive em média 50 dias e ao longo dessa breve vida ela tem cinco “profissões”. “No primeiro dia ela é cuidada, mas no segundo dia já está empregada e se torna babá dos ninhos. Depois passa a gari, responsável pela limpeza das colmeias. Por volta de cinco dias de vida ela recebe mais uma promoção, vai ser soldado e fazer a vigilância e segurança do casulo, fica nesta tarefa por quatro a cinco dias. A próxima profissão é de engenheira, quando ela colabora na construção dos casulos onde a rainha vai botar, da cera em volta dos discos de cria, dos potes de mel e tudo mais necessário dentro da colmeia. Por volta de 25 dias de vida ela é liberada para sair e vai ser campeira, trabalhar o dia inteiro buscando o néctar, o pólen, a resina para fazer a própolis e faz isso pelo restante da vida, até morrer”, conta.
Outra curiosidade é que o zangão é um filho só da mãe, eles são fruto de óvulos não fecundados, ou seja, não é necessário um macho nesse processo chamado de partenogênese. As abelhas vivem em sociedades formadas pela rainha, operárias e zangões. A rainha é a fêmea fértil, as operárias são fêmeas estéreis, e os zangões são os machos, que possuem a função de fecundar a rainha. E o processo de comunicação nesta sociedade é outra peculiaridade. “Uma colmeia, quando é colocada num espaço, as abelhas demoram entre 45 e 60 dias para fazer todo levantamento da região no raio de voo delas, identificando onde estão os alimentos, de acordo com a época do ano. Quando uma campeira chega com essa informação, ela faz uma dança e passa para as outras que trabalham lá dentro, as engenheiras, que vão divulgar isso e esse conhecimento é passado de geração em geração. Quando elas saem, elas já vão certeiras para o lado que tem o alimento”.
Polinização
Além de produzirem o mel, pólen, cera e própolis, as abelhas têm papel importantíssimo na polinização, inclusive de muitas culturas agrícolas. Cezar explica, por exemplo, que a abelha Iraí é especialista em polinizar os morangos, tornando os frutos mais belos, saborosos e uniformes. Já a Uruçu Amarela é a mais eficiente para polinizar o café Conilon. “O Conilon precisa da polinização das abelhas, para prosperar, diferente do café Arábica. Contudo, a polinização no Arábica colabora na melhoria da qualidade dos frutos, que ganham em peso e doçura, resultando em grãos especiais”, reforça.
Fonte: Assessoria de Comunicação – Emater-MG
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Cuiabá reúne profissionais em grande seminário para fortalecer combate às violências e ampliar rede de proteção
Published
29 minutos agoon
18 de maio de 2026By
Da Redação
A Prefeitura de Cuiabá, por meio a Secretaria Municipal de Saúde em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde, por intermédio das Vigilâncias Epidemiológicas – Doenças e Agravos Não Transmissíveis (VDANT) com o apoio do Escritório Regional de Saúde da Baixada Cuiabana e da Atenção Primária à Saúde de Cuiabá promoverá o seminário “Violências: reconhecer, acolher e agir em rede”, com foco no fortalecimento da atuação intersetorial e na qualificação da rede de atenção às vítimas de violência.
O evento será realizado nos dias 20 e 21 de maio, das 7h30 às 17h30, reunindo cerca de 300 participantes entre profissionais da saúde, educação, assistência social, segurança pública, sistema judiciário e gestores públicos.
A iniciativa tem como principal objetivo sensibilizar e mobilizar os profissionais que atuam diretamente no atendimento à população, fortalecendo as ações de identificação, acolhimento, notificação e encaminhamento de casos de violência. A proposta também busca ampliar a integração entre os setores envolvidos, garantindo uma atuação mais eficiente e articulada diante de situações de vulnerabilidade.
O seminário surge como uma importante ferramenta de fortalecimento das políticas públicas voltadas à proteção da população, especialmente diante da complexidade dos casos de violência registrados diariamente nos serviços públicos. A atuação em rede entre saúde, assistência social, educação, segurança pública e justiça é considerada essencial para interromper ciclos de violência e assegurar atendimento adequado às vítimas.
A programação contará com palestras, painéis intersetoriais, capacitações técnicas e estudos de casos práticos conduzidos por especialistas do Ministério da Saúde, com apoio de representantes de diversas áreas com atuação direta com a temática, além da equipe técnica das vigilâncias do município e estado.
Entre os temas debatidos estão os impactos das violências na sociedade, violência autoprovocada e comportamento suicida, escuta protegida de crianças e adolescentes, acolhimento em diferentes ciclos de vida e a importância da notificação compulsória dos casos de violência no Sistema Único de Saúde (SUS), promovendo a capacitação técnica dos participantes sobre o preenchimento correto das fichas de Notificação de violência interpessoal e autoprovocada do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), ferramenta fundamental para o monitoramento dos casos e para a construção de políticas públicas mais eficazes.
Durante o segundo dia, os participantes também irão acompanhar estudos de casos práticos envolvendo abuso infantil, violência doméstica, negligência contra idosos e automutilação, promovendo discussões sobre riscos, encaminhamentos e estratégias de cuidado.
A realização do seminário reforça o compromisso da gestão municipal em investir na qualificação dos profissionais da rede pública e no fortalecimento das ações de prevenção e enfrentamento às violências em Cuiabá.
Programação
DIA 20 DE MAIO
Manhã
– 07h30 – Entrega de material e credenciamento
– 08h00 – Abertura institucional
– 08h30 – Coffee break
– 09h00 – Palestra 1: Compreendendo as violências e seus impactos na sociedade – Cheila Marina Lima (Consultora Técnica do Ministério da Saúde)
– 09h45 – Painel 1: Articulação em Rede para a Atenção Integral. Roda de conversa intersetorial com representantes da Educação, Saúde, Assistência Social, Justiça, Polícia e Tribunal de Contas
Tarde
– 13h00 – Painel 2: Identificação, acolhimento e ciclos de vida
Mediadora: Profa. Dra. Ligia Regina de Oliveira – Instituto de Saúde Coletiva/UFMT
– Criança e adolescente: Dra. Mariana Reginaldo Silva – Pediatra do HUJM
– Mulher: Vastir Maciel – Psicóloga Jurídica no Espaço Caliandra
– Pessoa idosa: Leila Auxiliadora José de Sant’Ana – Doutora em Gerontologia
– 15h15 – Palestra 2: Violência autoprovocada e comportamentos suicidas
Dr. Rafael Bello Corassal – Consultor Técnico do Ministério da Saúde
– 16h00 – Palestra 3: Lei da Escuta Protegida (13.431/2017) e fluxos do Conselho Tutelar
Talita Branth – Assistente Social do Ministério Público
DIA 21 DE MAIO
Manhã
– 07h30 – Recepção e credenciamento
– 08h00 – Capacitação Técnica: A Notificação Compulsória de Violência Interpessoal e Autoprovocada – Ranielle de Paula – Consultora Técnica do Ministério da Saúde
Temas abordados:
– Base legal e obrigatoriedade no SUS
– Diferença entre notificar e denunciar
– Estudo detalhado da ficha do SINAN e instrutivo de preenchimento
Tarde
– 13h30 – Apresentação de vídeos formativos
– 13h50 – Estudo de Casos Práticos – Participação da Vigilância do Estado e Município
– Atividade prática de preenchimento de fichas com os seguintes casos:
– Violência doméstica
– Negligência com pessoa idosa
– Automutilação
– Plenária para discussão de riscos, encaminhamentos e planos de cuidado
– 16h30 – Dinâmica de grupo e encerramento.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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