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PMGZ Comercial impulsiona transformação de rebanhos comerciais em gado Puro de Origem (PO)

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O Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ) Comercial, desenvolvido pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), está promovendo avanços significativos nos rebanhos de corte comerciais em todo o Brasil. A proposta é aplicar os mesmos critérios de seleção utilizados em rebanhos Puro de Origem (PO) aos rebanhos não registrados, melhorando a qualidade genética dos animais e aumentando o valor agregado ao rebanho dos criadores.

Objetivo: valorizar o rebanho comercial com genética de ponta

O PMGZ Comercial é direcionado a rebanhos sem registro genealógico e tem como missão transformar esses animais, por meio de seleção criteriosa, em rebanhos com padrão genético superior. Segundo Ricardo Abreu, gerente de Fomento dos Programas de Melhoramento Genético da ABCZ, o programa proporciona ao criador o conhecimento aprofundado sobre o próprio rebanho, especialmente das matrizes, consideradas a base para as futuras gerações.

“O criador tem que conhecer seu rebanho, especialmente suas fêmeas, para ter a confiança de que são realmente melhoradoras”, destaca Abreu.

Critérios de seleção focam em desempenho produtivo e reprodutivo

A avaliação dos animais leva em conta características fundamentais para a produtividade e eficiência do rebanho, como:

  • Eficiência reprodutiva
  • Precocidade
  • Rusticidade e sobrevivência
  • Habilidade materna
  • Índice de produtividade
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Esses critérios são aplicados durante a visita técnica realizada por profissionais da ABCZ, que classificam visualmente as fêmeas para fins de registro.

Registro PA é o primeiro passo rumo ao rebanho PO

Ao ingressar no programa, as fêmeas do rebanho comercial passam a ser avaliadas para o primeiro nível de registro genealógico: PA (Pura por Avaliação). Fêmeas registradas como PA, quando inseminadas com touros PO, geram filhas PC (Pura por Cruza), que, por sua vez, ao serem cruzadas com reprodutores PO, geram fêmeas PO (Puro de Origem).

“Em praticamente duas gerações, o criador sai de um rebanho ‘cara limpa’ para um rebanho PO”, explica Abreu.

Classificação das fêmeas no PMGZ Comercial

As fêmeas avaliadas são classificadas em quatro categorias fenotípicas dentro do nível PA:

  • Categoria A: Fêmeas com excelente conformação, aptas ao registro PA
  • Categoria B: Fêmeas com características medianas
  • Categoria C: Fêmeas com aspectos funcionais inferiores, mas ainda aceitáveis
  • Categoria D: Fêmeas com características desclassificatórias, destinadas ao descarte
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Registro gratuito para até 30% das fêmeas classificadas

Como incentivo à adesão ao programa, a ABCZ oferece o registro gratuito (RGD PA) para até 30% das fêmeas classificadas nas categorias A, B e C. Por exemplo, se o criador tiver 200 fêmeas classificadas, até 60 poderão receber o registro sem custo.

Como participar do PMGZ Comercial

Criadores interessados em transformar seu rebanho comercial em um rebanho com padrão genético superior podem entrar em contato com a equipe de Fomento da ABCZ:

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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