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Exporta Mais Brasil: realizada no Sudeste do país, rodada de cafés arábicas movimenta mais de R$ 36 milhões em negócios

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A 9ª etapa do Programa Exporta Mais Brasil chegou ao fim com excelentes perspectivas para o mercado de cafés arábicas brasileiros: após oito dias de negociações entre produtores locais e compradores internacionais, a expectativa para os próximos 12 meses é de R$ 36,056 milhões em novos negócios. O programa é uma realização da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (ApexBrasil) e tem como objetivo ampliar as exportações de produtos brasileiros a partir de uma aproximação ativa com diversos setores de todas as regiões do país. Dessa vez, as atividades ocorreram no interior de Minas Gerais e São Paulo.

O programa recebeu, entre os dias 8 e 15 novembro, 24 importadores de 19 países para fazer negócios com 129 produtores de cafés arábicas. Os compradores vieram da África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Armênia, Bruxelas, China, Dinamarca, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, Geórgia, Índia, Itália, Japão, Moçambique, Omã, Polonia, Portugal, Rússia e Suécia. Com alto valor agregado, os cafés especiais são grãos isentos de impurezas e defeitos que possuem atributos sensoriais diferenciados, dando origem a uma bebida limpa e doce, de corpo e acidez equilibrados e mais de 80 pontos na análise sensorial. Além da qualidade intrínseca, devem ter rastreabilidade certificada e respeitar critérios de sustentabilidade ambiental, econômica e social em todas as etapas de produção.

Assim como nas etapas anteriores, o Exporta Mais Brasil na região Sudeste contou com rodadas de negócios e visitas técnicas, que, pela primeira vez, ocorreram em dois Estados brasileiros ao mesmo tempo. Em Minas Gerais, 38 produtores ofereceram 91 amostras de cafés especiais. Além de Belo Horizonte, os compradores visitaram fazendas e cooperativas em Araxá, no Cerrado Mineiro, e em Oliveira, no Campo das Vertentes.

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Já em São Paulo, o tour foi realizado em propriedades de São José do Rio Pardo, no Vale do Grama, e em Franca, na Alta Mogiana. Na região, foram 37 produtores com 36 amostras de grãos especiais para aguçar o paladar dos compradores.

Houve também os cuppings realizados durante a Semana Internacional do Café (SIC), uma das maiores feiras do mundo sobre o segmento e que teve sua 11ª edição realizada em Belo Horizonte entre os dias 8 e 10 de novembro. Na ocasião, os compradores internacionais participaram de uma grande sessão de degustação para conhecer a diversidade de regiões e perfis sensoriais dos cafés produzidos no Brasil: foram 65 amostras de diferentes regiões cafeeiras apresentadas por 53 produtores de diversas regiões brasileiras.

Destaque ainda para os cuppings servidos com cafés de produtoras e cooperativas que trabalham especificamente com mulheres. A presença feminina entre os participantes foi mais um highlight dessa nova etapa do Exporta Mais Brasil: dos 129 produtores presentes, 40 eram mulheres. Todos os cuppings são apoiados pelo Brazil. The Coffee Nation, um projeto setorial em parceria com o Brazilian Specialty Coffee Association (BSCA) que objetiva promover as exportações dos cafés especiais, como estratégia de posicionamento da imagem do Brasil como a “Nação do Café”.

Após as degustações e as rodadas de negócios realizadas in loco entre os envolvidos, o grupo de compradores deu início às visitas técnicas e conheceu pessoalmente diferentes processos da cadeia cafeicultora. Mais uma etapa realizada com sucesso rumo à missão de transformar o Brasil em referência no universo dos perfis sensoriais.

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Cafés brasileiros

O Brasil é o maior produtor, o maior exportador e o segundo maior consumidor de café em todo planeta. Em 2022, o país foi responsável por 33% da produção mundial do grão, segundo a Organização Internacional do Café. Parcela substantiva dessa produção está intimamente associada aos Estados de São Paulo e Minas Gerais, ambos com longa e profunda conexão com a bebida. Minas, em especial, se destaca como um dos principais hubs cafeicultores do país, graças a solos férteis e altitudes elevadas, oferecendo condições ideais para o cultivo do grão arábica.

Em 2022, o Brasil teve recorde em receita com as vendas externas do produto. De acordo com o Conselho dos Exportadores do Café do Brasil (Cecafé), o valor alcançado com as exportações foi de US$ 9,23 bilhões, um aumento de 46,9% em relação aos US$ 6,285 bilhões registrados em 2021. O resultado foi impulsionado pelos projetos setorialis que a ApexBrasil realiza em parceria com a BSCA, o Brazil. The Coffee Nation.

Exporta Mais Brasil

Com o slogan “Rodando o país para as nossas empresas ganharem o mundo”, o Exporta Mais Brasil busca uma aproximação ativa com diversos setores de todas as regiões do país para potencializar suas exportações. Dessa forma, empresas brasileiras têm a oportunidade de se reunir com compradores internacionais que vêm ao país em busca de produtos e serviços ligados a setores específicos, como móveis, rochas ornamentais, pescados, cervejas artesanais e calçados. Até o final do ano, Exporta Mais Brasil terá completado 13 rodadas em 13 estados brasileiros, dedicadas a diferentes setores produtivos. Acesse aqui para saber mais.

Fonte: Assessoria de imprensa ApexBrasil

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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