AGRONEGÓCIO

Plantio de soja no Paraná dobra em uma semana e supera médias dos últimos anos

Publicado em

O plantio de soja no Paraná, um dos maiores estados produtores do Brasil, apresentou um avanço expressivo na última semana, atingindo 22% da área total estimada para a safra 2024/25, que corresponde a 5,8 milhões de hectares, conforme dados divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral) nesta terça-feira.

Em comparação à semana anterior, o plantio avançou 12 pontos percentuais, superando o ritmo registrado em anos anteriores para o mesmo período. Este progresso foi favorecido pelas chuvas que atingiram algumas regiões, embora parte dos produtores tenha iniciado a semeadura “no pó”, na expectativa de precipitações.

Em 2 de outubro de 2022, o Paraná havia semeado 20% da área estimada, enquanto em 2021 e 2020, os índices eram de 15% e 16%, respectivamente. Segundo os números mais recentes do Deral, o estado já plantou 1,27 milhão de hectares de soja.

Diferentemente de outras regiões do Brasil, que estão sofrendo com uma estiagem severa, o Sul do país registrou chuvas que favoreceram o avanço do plantio no Paraná. “As chuvas recentes criaram condições favoráveis para o plantio da soja, cultura predominante. No entanto, a semeadura perdeu ritmo à espera de precipitações mais significativas”, relatou o Deral.

Leia Também:  Mercado de Milho no Brasil Encerrará a Semana com Baixa Atividade

A expectativa é que as áreas plantadas agora sejam colhidas em janeiro, permitindo o plantio da segunda safra, com destaque para o milho. O órgão estadual também destacou a preocupação com plantios realizados “no pó”, especialmente entre grandes produtores que, apesar de possuírem maquinário próprio, precisam iniciar os trabalhos sob condições climáticas adversas e com um certo grau de risco devido ao tempo limitado para operações.

Segundo a consultoria StoneX, em previsão atualizada também nesta terça-feira, o Paraná deverá produzir 22,4 milhões de toneladas de soja, o que representa um aumento de 13,7% em relação à safra anterior, que foi prejudicada pela seca. A projeção nacional para a produção de soja foi mantida em 165 milhões de toneladas, com a expectativa de que as chuvas se intensifiquem em outras regiões do Brasil ainda neste mês.

A falta de chuvas tem retardado o plantio de soja em Mato Grosso, maior produtor de soja do país, impactando o ritmo do plantio nacional. Contudo, o avanço dos trabalhos no Paraná contribuiu para evitar uma desaceleração ainda maior no cenário geral.

Leia Também:  Minas Gerais dá início a mapeamento florestal inédito no Brasil
Milho e trigo

O Deral também reportou um avanço de 14 pontos percentuais no plantio de milho da primeira safra no Paraná, que agora cobre 74% da área projetada, número abaixo do registrado no mesmo período de 2023, quando o índice era de 82%.

Na colheita de trigo, o progresso foi significativo, atingindo 62% da área, em comparação com 48% na semana anterior. A safra de trigo de 2024 no Paraná foi estimada em 2,58 milhões de toneladas, uma redução de 29% em relação à safra anterior, devido aos efeitos da seca e das geadas, segundo o Deral.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

Published

on

A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

Leia Também:  Jogos grátis: PlayStation Plus Collection será encerrada nesta semana

Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

Leia Também:  Suspensão de tarifas pelos EUA impulsiona mercado e sustenta preços do açúcar

O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA