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Minas Gerais dá início a mapeamento florestal inédito no Brasil

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O Governo de Minas Gerais lançou nesta quarta-feira (10/9), em Belo Horizonte, o projeto Expedição Silvicultura – na trilha da produtividade, uma iniciativa inédita no país que busca aprimorar o mapeamento e os dados da produção florestal. A ação tem coordenação da empresa Canopy, em parceria com a Embrapa Florestas, e conta com o apoio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas (Seapa).

Minas Gerais lidera em florestas plantadas

De acordo com o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, o estado foi escolhido como ponto de partida por ser líder nacional em florestas plantadas. Atualmente, Minas Gerais soma 2,3 milhões de hectares.

“O diagnóstico vai revelar o potencial do setor, orientar políticas públicas e oferecer suporte a pequenos produtores interessados em investir na silvicultura”, destacou o secretário.

Percurso nacional e metodologia

A expedição será realizada entre setembro e novembro de 2025. Nesse período, especialistas irão percorrer mais de 40 mil quilômetros em 14 estados que concentram 98% das áreas plantadas no país.

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Serão visitadas centenas de propriedades, com entrevistas junto a produtores e gestores florestais, além da coleta de dados em cerca de 1.000 parcelas amostrais. Mais de 40 mil pontos de controle serão utilizados para validar o mapeamento.

O levantamento não se limitará à produtividade: também irá investigar custos de produção, tendências de investimento, expectativas dos produtores, práticas socioambientais e os impactos das mudanças climáticas sobre a silvicultura.

Projeto de fomento e metas ambientais

Durante o lançamento, a Seapa também apresentou o Projeto de Fomento Florestal, alinhado ao Plano Estadual de Ação Climática (PLAC), que prevê a formação de 80 mil hectares de novos plantios até 2030.

Segundo a superintendente de Fomento Florestal da Seapa, Taiana Arriel, o projeto-piloto será implantado no Vale do Jequitinhonha, em parceria com a Aperam BioEnergia e a Emater-MG.

As empresas parceiras fornecerão mudas e insumos, enquanto a Emater-MG oferecerá assistência técnica contínua. A madeira produzida será destinada à empresa parceira. “O ciclo florestal dura em média sete anos, entre o plantio e o corte, período em que também serão desenvolvidas ações de conscientização ambiental e programas socioeducativos”, explicou Arriel.

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Apoio institucional e organização

Além da Seapa, o projeto em Minas conta com o suporte da Emater-MG e da Associação Mineira da Indústria Florestal (Amif). A organização da Expedição Silvicultura é da Canopy, pioneira em geotecnologias aplicadas ao setor florestal no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de biodiesel cresce em Mato Grosso e estado já responde por 26% do volume nacional

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Mato Grosso lidera expansão do biodiesel no Brasil

A produção de biodiesel em Mato Grosso registrou forte crescimento em março e consolidou o estado como principal polo do biocombustível no país. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados nesta semana, o estado foi responsável por 26% de toda a produção nacional no período.

As usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos (m³) de biodiesel, dentro de um volume nacional de 893,60 mil m³, configurando o maior patamar da série histórica estadual. O resultado representa um avanço de 16,90% em relação a fevereiro.

Mistura obrigatória de biodiesel sustenta demanda

O crescimento da produção está diretamente ligado ao aumento da demanda interna, impulsionada pela política energética nacional. Desde agosto do ano passado, o Brasil adota a mistura obrigatória de 15% de biodiesel ao diesel (B15).

De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado Agro do Imea, Rodrigo Silva, esse fator tem sido determinante para o avanço da indústria no estado.

“A elevação da mistura obrigatória e a demanda mais aquecida pelo biodiesel contribuíram para esse aumento na produção”, afirma o especialista.

Segundo ele, o movimento reflete a adaptação das usinas à nova dinâmica de consumo de combustíveis no país, sustentando o crescimento recente do setor.

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Óleo de soja segue como principal matéria-prima

O boletim também aponta que o óleo de soja continua sendo o principal insumo utilizado na produção de biodiesel em Mato Grosso, com participação de 84% no total, apesar de leve recuo em relação ao mês anterior.

O protagonismo do insumo reforça a forte integração entre as cadeias de grãos e biocombustíveis, especialmente em um estado que lidera a produção nacional de soja.

Imea revisa projeções para algodão, milho e pecuária

Além do biodiesel, o relatório do Imea trouxe atualizações importantes para outras cadeias do agronegócio em Mato Grosso.

Algodão tem ajuste na área, mas mantém produção robusta

A área plantada de algodão para a safra 2025/26 foi revisada para 1,38 milhão de hectares, indicando leve redução frente à estimativa anterior. Em contrapartida, a produtividade foi ajustada para 297,69 arrobas por hectare.

Com isso, a produção total está projetada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço, mantendo o estado como líder nacional na cultura.

Milho tem produtividade revisada para cima

No caso do milho, o Imea manteve a área da safra 2025/26 em 7,39 milhões de hectares, mas revisou a produtividade para 118,78 sacas por hectare.

A nova estimativa elevou a produção para 52,66 milhões de toneladas, refletindo condições climáticas favoráveis em parte das lavouras, impulsionadas pelo bom regime de chuvas.

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Boi gordo sobe com oferta restrita

No mercado pecuário, o preço do boi gordo apresentou alta em abril. A arroba em Mato Grosso atingiu média de R$ 350,11, sustentada pela oferta reduzida de animais para abate.

O cenário contribuiu para a diminuição do diferencial de preços em relação a São Paulo, onde a média foi de R$ 367,57 por arroba.

Suínos recuam com menor demanda interna

Em contraste, o mercado de suínos registrou queda nas cotações. O preço pago ao produtor mato-grossense ficou em R$ 5,96 por quilo em abril, pressionado pela redução da demanda doméstica.

Segundo o Imea, o enfraquecimento do consumo elevou a oferta de animais e carne no mercado, impactando negativamente os preços.

Cenário reforça protagonismo do agro mato-grossense

Os dados mais recentes confirmam o papel estratégico de Mato Grosso no agronegócio brasileiro, tanto na produção de biocombustíveis quanto nas cadeias de grãos e proteínas animais.

Com a demanda por energia renovável em alta e condições favoráveis no campo, o estado segue ampliando sua participação nos mercados nacional e internacional, consolidando-se como um dos principais motores do agro no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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