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Mercados de açúcar fecham semana sem tendência definida

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A semana terminou sem uma direção clara para o mercado de açúcar nos principais centros internacionais. Na sexta-feira (19), os contratos futuros do açúcar fecharam de forma mista, com pequenas variações positivas em algumas telas e quedas em outras. A instabilidade foi motivada por diferentes notícias, como a projeção de uma queda de 8,5% na safra brasileira, de acordo com o USDA, e um aumento da produção na Índia, enquanto a Tailândia registrou uma redução significativa de 21,2% na produção de açúcar.

Em Nova York, na ICE Futures, o contrato para maio de 2024 foi comercializado a 19,73 centavos de dólar por libra-peso, um aumento de 14 pontos, ou 0,7%, em relação ao dia anterior. Entretanto, os contratos para julho e outubro de 2024 e março de 2025 tiveram quedas de 4, 4 e 3 pontos, respectivamente. O vencimento para maio de 2025 permaneceu estável em 19,19 cts/lb, enquanto outros contratos tiveram ganhos entre 2 e 14 pontos.

Em Londres, o cenário também apresentou divergências. As duas telas de maior liquidez, para agosto e outubro de 2024, fecharam no vermelho, sendo negociadas a US$ 563,50 e US$ 545,30 por tonelada, com baixas de US$ 5,40 e US$ 1,90, respectivamente. Entretanto, os demais vencimentos tiveram ligeiros ganhos, variando entre 50 cents e 3,10 dólares.

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No mercado doméstico, a sexta-feira também foi marcada por queda nas cotações do açúcar cristal, conforme medido pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. O preço da saca de 50 quilos foi negociado pelas usinas a R$ 150,29, uma leve desvalorização em relação ao valor de R$ 150,58 registrado na quinta-feira, representando uma queda de 0,19%.

As oscilações no mercado de açúcar refletem uma série de incertezas em torno da produção global, com impactos diretos sobre os preços e a estabilidade do setor. Analistas sugerem que o mercado deve permanecer atento aos desenvolvimentos nas principais regiões produtoras e à influência de fatores externos, como o clima e as condições macroeconômicas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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