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Perspectivas e Desafios na Evolução dos Preços da Soja e Derivados

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Em um relatório divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, a dinâmica dos preços da soja e seus derivados é minuciosamente explorada, revelando os fatores fundamentais que impulsionam essas flutuações e seu reflexo no valor do grão.

Análise dos Derivados de Soja

Recentes chuvas na Argentina diminuíram o ritmo da colheita da soja, afetando diretamente os preços do farelo, uma vez que o país é o principal fornecedor global desse derivado. O atraso na colheita resulta em menor processamento do grão, gerando escassez temporária do farelo. Além disso, uma greve geral na Argentina direcionou a demanda internacional para o farelo brasileiro, provocando aumentos nos prêmios de exportação e nos preços internos.

No segmento do óleo, diversos fatores contribuem para a elevação dos preços em Chicago. O Brasil se retira do mercado de exportação para atender à crescente demanda por biodiesel, enquanto a Índia intensifica suas compras devido ao alto custo do óleo de palma. Adicionalmente, no Leste Europeu, condições climáticas adversas levantam preocupações sobre a produção e exportação de óleo de girassol em 2024.

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Impacto nos EUA e Perspectivas Futuras

Nos Estados Unidos, as margens de esmagamento diminuíram, resultando em redução do processamento de soja em abril e queda nos estoques americanos de óleo de soja. Entretanto, recentemente, as margens melhoraram novamente, impulsionadas pela recuperação dos preços do óleo e do farelo.

Prevê-se que a escassez no mercado de derivados de soja seja passageira, com a Argentina aumentando a oferta à medida que a colheita avança. No entanto, há preocupações com a possibilidade de tarifas dos EUA sobre a importação de óleo de cozinha usado da China, o que poderia afetar os preços do óleo de soja na CBOT.

Análise do Mercado da Soja em Grão

Apesar da quebra de safra no Brasil, a produção argentina está se recuperando, com estimativas em torno de 50 milhões de toneladas para a safra 2023/24. Globalmente, espera-se um aumento na produção de soja, com projeções apontando para um novo recorde superior a 420 milhões de toneladas na safra 2024/25. Isso levará a um crescimento nos estoques globais e uma relação estoque/consumo atingindo seu maior nível desde 2018/19.

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Considerações Finais e Perspectivas Climáticas

Embora o cenário para 2024/25 ainda seja incerto, com atrasos no plantio nos Estados Unidos e a possível chegada de uma La Niña, espera-se que o clima americano não seja significativamente afetado. No entanto, existem preocupações sobre as condições climáticas no sul da América do Sul. O período de desenvolvimento da safra americana, crucial nos meses de julho e agosto, provavelmente trará volatilidade aos preços da soja em Chicago.

Apesar das recentes oscilações de preço, os fundamentos globais de oferta e demanda da soja sugerem pressões contínuas sobre os preços do grão no médio prazo, com os aumentos recentes refletindo os movimentos nos preços do farelo e do óleo de soja, sem alterações nos fundamentos do grão.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja no Tocantins: Fazenda de cooperado da Castrolanda atinge 76 sacas por hectare na safra 2025/26

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A safra de soja 2025/2026 na Fazenda Tropical, propriedade de um cooperado da Castrolanda Cooperativa Agroindustrial localizada no Tocantins, encerrou com produtividade média de 76 sacas por hectare, equivalente a cerca de 4.560 kg/ha. No total, foram produzidas aproximadamente 2.600 toneladas em uma área de 570 hectares.

O resultado é considerado positivo diante dos desafios climáticos enfrentados ao longo do ciclo produtivo, especialmente na fase inicial de implantação da lavoura.

Plantio da soja no Tocantins enfrentou irregularidade de chuvas

O plantio da soja teve início em 13 de outubro e se estendeu até 10 de dezembro, dentro da estratégia de aproveitar a janela ideal da cultura.

Segundo o engenheiro agrônomo da Castrolanda no Tocantins, João Nestálio Teixeira Schuster, o principal desafio ocorreu no começo do ciclo, devido à instabilidade das chuvas.

Ele explica que, embora as primeiras precipitações tenham ocorrido em outubro, o regime irregular afetou a umidade do solo e provocou perdas pontuais na implantação da cultura em algumas áreas.

Desenvolvimento da lavoura e manejo fitossanitário foram satisfatórios

A partir de dezembro, as condições climáticas se estabilizaram, favorecendo o desenvolvimento da lavoura de soja.

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De acordo com a equipe técnica, o manejo fitossanitário ocorreu dentro do planejado, com controle adequado de pragas e doenças durante o ciclo produtivo, o que contribuiu para a manutenção do potencial produtivo da cultura.

Excesso de chuva no final do ciclo impactou segunda safra

No encerramento do ciclo, entre fevereiro e abril, o aumento do volume de chuvas trouxe novo desafio ao sistema produtivo.

As precipitações, embora tenham favorecido o enchimento de grãos, dificultaram o planejamento da safrinha, atrasando a implantação das culturas subsequentes.

A colheita ocorreu entre 9 de fevereiro e abril, totalizando cerca de 60 dias de operação, período semelhante ao do plantio.

Produtividade da soja ficou abaixo de anos anteriores, mas dentro do esperado

Apesar da leve queda em relação a safras anteriores, a produtividade foi considerada satisfatória diante do cenário regional, que também enfrentou perdas climáticas.

Segundo a equipe técnica, praticamente todos os produtores da região registraram redução de rendimento devido ao comportamento irregular das chuvas ao longo do ciclo.

Mesmo assim, o desempenho da Fazenda Tropical foi avaliado como positivo e dentro das expectativas para as condições enfrentadas.

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Tocantins reforça posição como fronteira agrícola da soja

O desempenho da propriedade reflete o avanço da produção agrícola no Tocantins, que vem se consolidando como uma das principais fronteiras do agronegócio brasileiro.

Segundo projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Companhia Nacional de Abastecimento), a safra 2025/2026 no estado deve se aproximar de 10 milhões de toneladas de grãos, com destaque para a soja, principal cultura de expansão regional.

Sistema produtivo inclui soja, milho, sorgo, braquiária e abacaxi

Além da soja, a Fazenda Tropical adota um sistema diversificado de produção.

Atualmente, cerca de 320 hectares são destinados à safrinha, com aproximadamente 60% da área ocupada por milho ou sorgo. O restante é utilizado para braquiária, além de 15 hectares destinados ao cultivo de abacaxi, cultura de ciclo longo.

Segundo a equipe técnica, a diversificação contribui para a sustentabilidade produtiva e melhora o aproveitamento das janelas agrícolas da região, especialmente quando o plantio da soja ocorre dentro do período ideal entre outubro e novembro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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