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Mercado de Milho no Brasil Encerrará a Semana com Baixa Atividade

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O mercado brasileiro de milho deve concluir a semana com negociações morosas. O ambiente de comercialização permanece lento, seguindo a tendência das últimas semanas, com produtores e consumidores retraídos. No cenário internacional, a Bolsa de Mercadorias de Chicago opera em alta, enquanto o dólar cai frente ao real.

Nesta quarta-feira, os preços do milho no Brasil permaneceram estáveis, de acordo com a Safras Consultoria. A dinâmica do mercado não apresentou alterações significativas. Produtores em estados como Paraná e São Paulo estão cautelosos em fixar ofertas, especulando sobre as condições climáticas no país e as oscilações cambiais, com o dólar mostrando forte valorização frente ao real. Os consumidores também se mostram cautelosos, com intenções de compra distantes dos níveis de oferta.

No Porto de Santos, os preços variaram entre R$ 60,00 e R$ 63,00 por saca (CIF). No Porto de Paranaguá, as cotações ficaram entre R$ 59,50 e R$ 65,00 por saca. No Paraná, em Cascavel, os preços oscilaram entre R$ 57,00 e R$ 60,00 por saca. Em São Paulo, na Mogiana, a cotação ficou entre R$ 58,00 e R$ 60,00 por saca. Em Campinas (CIF), os preços variaram de R$ 62,50 a R$ 65,00 por saca.

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No Rio Grande do Sul, em Erechim, a saca foi cotada entre R$ 64,50 e R$ 65,50. Em Minas Gerais, em Uberlândia, os preços ficaram entre R$ 52,00 e R$ 53,00 por saca. Em Goiás, em Rio Verde (CIF), a cotação variou de R$ 45,00 a R$ 50,00 por saca. No Mato Grosso, em Rondonópolis, os preços oscilaram entre R$ 39,00 e R$ 42,00 por saca.

Chicago

Os contratos de milho com entrega em julho foram cotados a US$ 4,52 1/2 por bushel, alta de 3,75 centavos de dólar, ou 0,83%, em relação ao fechamento anterior. Após três pregões consecutivos de queda, o mercado busca um movimento de recuperação técnica, sustentado por um dólar mais fraco em relação a outras moedas.

Ontem (30), o milho encerrou a sessão em baixa. Os contratos de milho para julho de 2024 fecharam a US$ 4,48 3/4 por bushel, uma queda de 6,50 centavos de dólar, ou 1,43%, em relação ao fechamento anterior. A posição de setembro de 2024 fechou a US$ 4,57 3/4 por bushel, um recuo de 7,25 centavos de dólar, ou 1,56%.

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Câmbio

O dólar comercial registra uma baixa de 0,23%, sendo cotado a R$ 5,1967. O Dollar Index apresenta uma desvalorização de 0,07%, situando-se em 104,64 pontos.

Indicadores Financeiros

As principais bolsas da Ásia fecharam com resultados mistos: Xangai, -0,16%; Japão, +1,14%. Na Europa, os índices também mostram variações mistas: Paris, -0,09%; Frankfurt, -0,25%; Londres, +0,52%. O petróleo opera em alta, com o WTI para julho em Nova York cotado a US$ 78,08 o barril (+0,21%).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito privado cresce e amortece recuo do Plano Safra

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O avanço dos instrumentos privados de financiamento está ajudando o agronegócio a cobrir parte do espaço deixado pela retração das linhas tradicionais de crédito rural. O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPRs) chegou a R$ 576,4 bilhões em junho, crescimento de 12% em 12 meses, enquanto fundos e títulos ligados ao setor também ganharam participação.

Os saldos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros) cresceram 81% em dois anos. No mesmo período, os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) avançaram 9%. A expansão mostra que o financiamento da produção está se tornando mais diversificado e menos concentrado nos bancos.

Essa alternativa ganhou importância porque a área financiada pelas linhas de custeio do Plano Safra diminuiu 25,8% em 12 meses. O total passou de 34,2 milhões de hectares em julho de 2025 para 25,4 milhões no mesmo mês deste ano, segundo dados do Banco Central compilados pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul).

O valor liberado caiu em proporção menor, de R$ 205,8 bilhões para R$ 181,1 bilhões, retração de 12%. O número de contratos recuou 10,3%, de 867 mil para 777,8 mil.

Na prática, o financiamento médio aumentou de aproximadamente R$ 6 mil para R$ 7,1 mil por hectare. Isso mostra que o crédito disponível está cobrindo uma área menor e acompanhando, ao menos parcialmente, o aumento dos custos de produção.

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As CPRs permitem ao produtor levantar recursos tendo como referência a produção rural, com pagamento em produto ou dinheiro. O instrumento pode ser negociado com bancos, cooperativas, tradings, fornecedores e investidores, ampliando as possibilidades além das linhas oficiais.

As emissões de CPRs somaram R$ 377,8 bilhões durante a safra 2025/26. Embora o estoque continue crescendo, o ritmo das novas operações perdeu força, sinal de que o crédito privado também sente os efeitos dos juros elevados e da maior cautela dos financiadores.

O acesso a essas alternativas ainda é desigual. Grandes produtores, cooperativas e empresas com maior capacidade de oferecer garantias conseguem chegar com mais facilidade ao mercado privado. Pequenos e médios agricultores continuam mais dependentes dos bancos, das cooperativas de crédito e das linhas subsidiadas do Plano Safra.

A maior seletividade está relacionada ao crescimento das operações rurais com algum grau de dificuldade. Em julho, 23,5% da carteira ativa estava classificada como problemática, somando R$ 207,5 bilhões. Esse valor não representa apenas inadimplência: inclui contratos em atraso, renegociados ou prorrogados.

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As instituições financeiras também passaram a reconhecer antecipadamente possíveis perdas, conforme as regras da Resolução 4.966, aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Em vigor desde janeiro de 2025, a norma leva os bancos a aumentar as reservas quando identificam deterioração na capacidade de pagamento, o que reforça a cautela nas novas concessões.

No Rio Grande do Sul, onde sucessivas perdas climáticas elevaram o endividamento, a área financiada caiu 29,3%. O valor contratado recuou 18,3%, para R$ 23,1 bilhões, e o número de operações diminuiu 16,4%, para 189,6 mil.

Apesar da retração, os resultados atuais da produção, das exportações e dos preços dos alimentos permanecem sustentados por lavouras implantadas com recursos contratados anteriormente. O efeito da redução mais recente do crédito será conhecido com maior clareza durante a safra 2026/27.

O crescimento das CPRs, dos CRAs e dos Fiagros mostra que o setor encontrou novos caminhos para financiar a produção. Esses instrumentos ainda não substituem o crédito bancário, principalmente para pequenos e médios produtores, mas ampliam as fontes de recursos e reduzem parte da dependência do Plano Safra.

Fonte: Pensar Agro

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