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Plantio de soja da safra 2023/24 atinge 94,6% da área, diz Conab

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O plantio da safra brasileira de soja 2023/24 atingia 94,6% da área estimada no País até o sábado passado, dia 16, informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em levantamento semanal de progresso de safra. O desempenho corresponde a um avanço de 4,7 pontos porcentuais ante uma semana atrás.

Há atraso, contudo, de 2,1 pontos porcentuais em relação a igual período do ano passado, quando 96,7% da área estava semeada. São Paulo e Paraná concluíram o plantio da oleaginosa, enquanto Mato Grosso e Mato Grosso do Sul estavam em 99,6%.

O Estado mais atrasado era o Maranhão, com 54% concluído.

Milho

Já o plantio de milho verão do ciclo 2023/24 alcançava 73,5% da área estimada para o Brasil até o sábado, segundo a Conab, 8,8 pontos porcentuais atrás do reportado no período equivalente da temporada anterior.

Os trabalhos avançaram 7,6 pontos porcentuais ante a última semana.

A implantação das lavouras terminou em São Paulo, Paraná e Santa Catarina. No Rio Grande do Sul, ela estava em 86%.

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Trigo

A colheita de trigo do ciclo 2023 foi concluída, com avanço de 0 1 ponto porcentual ante a semana anterior. No período equivalente de 2022, o Brasil havia colhido 99,4% do cereal.

O único Estado que não teve o plantio em toda a área prevista foi Santa Catarina, com 99,4% semeada.

Feijão

A Conab informou, ainda, que o plantio das lavouras de feijão da safra 2023/24 alcançou 55%, avanço de 3,2 pontos porcentuais na semana, mas 15,8 pontos porcentuais atrás de igual período do ano passado. Paraná, um dos maiores produtores do cereal, São Paulo e Goiás já terminaram o plantio.

Arroz

A semeadura das lavouras de arroz 2023/24 está 1,1 ponto porcentual atrasada na comparação entre as safras, alcançando 85% da área prevista no País no último sábado, avanço de 2,8 pontos porcentuais em uma semana.

Santa Catarina concluiu o plantio do cereal, enquanto o Rio Grande do Sul, responsável por 70% da produção do País, tem 93% da área cultivada.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

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Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

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Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

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Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

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