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Mercado de algodão perde ritmo com demanda enfraquecida e registra poucos negócios no Brasil

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O mercado brasileiro de algodão encerrou a semana com baixo volume de negociações, refletindo a postura mais cautelosa dos compradores e a redução da demanda no segmento industrial. Apesar de algumas operações pontuais registradas nos últimos dias, a liquidez permaneceu limitada na maior parte das regiões produtoras.

Segundo avaliação de consultorias do setor, foram realizadas negociações esporádicas entre produtores e indústrias para abastecimento de curto prazo, além de contratos firmados com tradings para embarques programados para os próximos meses.

O cenário de menor interesse comprador contribuiu para a lentidão dos negócios, embora os preços tenham apresentado leve valorização na comparação semanal.

Oscilações em Nova York influenciam mercado interno

As cotações internacionais do algodão passaram por forte volatilidade ao longo da semana na Bolsa de Nova York, movimento que também repercutiu no mercado doméstico brasileiro.

Mesmo diante das oscilações, os preços da pluma encerraram o período com ganhos moderados. No mercado CIF São Paulo, a referência para o algodão ficou próxima de R$ 4,24 por libra-peso, sem incidência de ICMS, ante R$ 4,20 por libra-peso na semana anterior, avanço de 0,95%.

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Em Mato Grosso, principal estado produtor do país, a pluma em Rondonópolis foi negociada a R$ 133,07 por arroba, equivalente a R$ 4,02 por libra-peso. Na comparação com a semana anterior, houve valorização de R$ 1,14 por arroba.

Exportações de algodão seguem aquecidas

Enquanto o mercado interno opera em ritmo mais lento, as exportações brasileiras de algodão continuam apresentando desempenho expressivo.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o Brasil embarcou 291,17 mil toneladas de algodão em maio, considerando 20 dias úteis. A média diária alcançou 14,56 mil toneladas.

A receita gerada pelas vendas externas somou US$ 449,61 milhões no período, com média diária de US$ 22,48 milhões.

Volume exportado cresce mais de 50%

Na comparação com maio do ano passado, o desempenho das exportações apresentou crescimento significativo.

O volume diário embarcado registrou avanço de 51,5%, frente às 9,15 mil toneladas por dia observadas em maio de 2025. Já a receita diária cresceu 45,3%, passando de US$ 14,73 milhões para US$ 22,48 milhões.

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O resultado reforça a competitividade do algodão brasileiro no mercado internacional e ajuda a sustentar os preços da pluma, mesmo diante de uma demanda doméstica mais moderada.

Perspectivas para o mercado

Nos próximos meses, o comportamento da demanda internacional, a evolução das exportações e as oscilações das cotações em Nova York devem continuar sendo os principais fatores de influência para o mercado brasileiro de algodão.

A expectativa dos agentes do setor é de que a continuidade dos embarques e a presença do Brasil entre os principais fornecedores globais contribuam para dar sustentação aos preços, apesar da menor movimentação observada atualmente no mercado interno.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

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Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

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Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

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Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

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