AGRONEGÓCIO

Plantadeira de mudas de forrageiras aumenta a produtividade do trabalho em até oito vezes

Publicado em

A máquina Topa Tudo é uma solução que a pesquisa agropecuária desenvolveu para atender a demanda de produtores de leite e de carne a fim de expandir as áreas com forrageiras (capins) plantadas por mudas. Com isso, ela aumenta a disponibilidade de forragens para a alimentação dos animais. Com o atual método convencional esse plantio é feito manualmente, muito mais trabalhoso e lento.

Com plantadeira o tempo de plantio é consideravelmente reduzido. Ela reduz o número de operações de preparo do solo com a prática do plantio direto, gerando maior economia. Além das forrageiras, o equipamento é capaz, também, de plantar outras espécies arbóreas. A Topa Tudo é acoplável a tratores de média potência e permite melhor resultado econômico da atividade de produção animal (leite e carne). Aumenta em até oito vezes a eficiência do trabalho quando comparada ao sistema convencional de plantio manual de mudas.

A Embrapa em seu programa de melhoramento genético de forrageiras lançou várias cultivares de capim-elefante com alto rendimento por hectare e qualidade nutritiva para a alimentação animal. No entanto, essas cultivares são de reprodução vegetativa (por meio mudas) o que acarreta elevado custo de plantio uma vez que não existem máquinas disponíveis para essa finalidade. Dessa forma, o plantio é manual, demorado e penoso para os agricultores. Em consulta aos produtores rurais e aos produtores de mudas, essa demanda foi a mais importante e apontada como limitante para a expansão das áreas dos capins BRS Kurumi e BRS Capiaçu. O desenvolvimento da plantadeira de mudas Topa Tudo foi uma resposta a essa demanda.

Lançamento da Topa Tudo

O equipamento será lançado oficialmente no dia 19 de março, às 14h, no estande da Embrapa, da Expoagro Afubra 2024, no município de Rio Pardo (RS).

Como funciona a plantadeira Topa Tudo

A Topa Tudo é um implemento acoplável a tratores de média potência, que permite o preparo do leito do solo com a utilização opcional de um disco sulcador/cortador de palha/solo frontal ou de um escarificador, com profundidade regulável e acionado pela tomada de força do trator, que corta/descompacta a terra para a colocação das mudas, permitindo o plantio direto, sem o revolvimento convencional do solo.

De acordo com a cultivar a ser plantada e do espaçamento planejado, pode ser ajustado o conjunto mecânico para a colocação das mudas. O rotor terá o número de “injetores” de acordo com o espaçamento recomendado para o plantio entre as plantas. A plantadora/transplantadora possui uma linha de plantio. As mudas, colmos ou toletes são colocados em bandejas que são depositadas em suportes metálicos laterais e ficam ao alcance do operador, facilitando o processo de colocação das mudas nos injetores do equipamento. Após o plantio, as mudas são cobertas e apertadas contra o solo por dois rolos movimentados pelo arraste do equipamento.

Leia Também:  Mel de Abelhas Nativas de Atibaia Podem Ser Comercializados em Todo o País

O equipamento é de fácil manuseio e operação. É estruturada sobre chassi de ferro e é monobloco. É um equipamento de pequena dimensão e que pode ser transportado na carroceria de uma camionete. Não possui engrenagens o que facilita sua utilização sem a necessidade de infraestrutura especial, mão-de-obra especializada ou conhecimento técnico diferenciado. Para a adoção, é necessário a aquisição do equipamento e a utilização de um trator de potência em torno de 65 CV. Sua manutenção, quando necessária, poderá ser feita em pequenas oficinas de reparo.

Onde ela pode ser usada

Ela pode ser empregada em todo o segmento da pecuária nacional, especialmente o de produção de leite e de carne bovina, ovina e caprina, pelos fornecedores de mudas de espécies forrageiras. Também envolve as organizações de pesquisa e de assistência técnica e extensão rural públicas e privadas, empresas fornecedoras de insumos e serviços para esses segmentos. O equipamento pode ser utilizado em todos os biomas nacionais não apresentando restrições para a sua utilização em função das condições climáticas, tipo de solo e topografia. Pode ser utilizado em terrenos previamente preparados ou em terrenos brutos sem prévio preparo. Não há restrições para o uso do equipamento.

Atualmente, o plantio das forrageiras BRS Kurumi e BRS Capiaçu é feito de forma manual. Para o plantio manual de um hectare são utilizadas em torno de 25 mil mudas dessas cultivares e necessários o trabalho de cinco homens pelo período de dois dias, cerca de dez homens por hectare a cada dia. A Topa Tudo realiza o mesmo trabalho com apenas dois operadores: um tratorista e um auxiliar para posicionamento das mudas. A máquina deve beneficiar, especialmente, a agricultura familiar, que sofre carência de equipamentos de mecanização dos cultivos.

Leia Também:  Combustíveis registram queda na primeira quinzena de abril, aponta Edenred Ticket Log
Como surgiu a Topa Tudo

O implemento agrícola foi desenvolvido em parceria entre a Embrapa e o produtor Joaquim Kurz Filho (foto à direita), com apoio do projeto “Estratégias tecnológicas para a racionalização do uso da mão de obra em sistemas agroflorestais visando ao uso sustentável da Reserva Legal na agricultura familiar (SAF Legal)”. O valor da tecnologia pode ser estimado pelo seu potencial benefício social, ambiental e econômico.

Socialmente, irá contribuir para a melhoria da saúde e da qualidade de vida dos agricultores familiares (diminuição da penosidade e otimização do tempo de trabalho e descanso). Ambientalmente o equipamento contribuirá com a redução da erosão hídrica e eólica por utilizar o sistema de plantio direto e com o incremento da captação de carbono devido à implantação de áreas de gramíneas forrageiras com o incremento da biomassa da parte aérea e das raízes das plantas. Economicamente, a ampliação das áreas de produção de forragem melhora o desempenho produtivo de carne e leite com ganhos na renda dos produtores.

A produção atual de máquinas e equipamentos agrícolas está destinada prioritariamente às grandes áreas de plantio em escala comercial, como soja, milho, algodão, cana-de-açúcar, entre outras culturas. As empresas produtoras desses equipamentos não atendem, de forma adequada, às necessidades dos agricultores familiares do País. Essa situação provocou o lançamento do Programa Nacional de Máquinas, Equipamentos e Implementos para Produção Sustentável de Alimentos pela Agricultura Familiar, pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) no âmbito do programa Mais Alimentos.

A plantadeira Topa Tudo não tem concorrente no mercado, é pequena, leve, fácil de ser transportada. Vai ao encontro da política pública proposta pelo MDA de ampliar a oferta dessas máquinas e equipamentos de pequeno porte como forma facilitar o trabalho e aumentar o rendimento no campo. A agricultura familiar representa em torno de 3,5 milhões de estabelecimentos rurais em todo o País.

Há perspectiva de inclusão deste tipo de equipamento em projetos financiados pelo Pronaf, conforme sinalização do MDA, o que impulsionaria a sua adoção.

Fonte: Embrapa Clima Temperado

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Paraná investe R$ 3,5 bilhões em pavimentação rural e amplia logística do agronegócio em 262 cidades

Published

on

O Paraná avança na maior iniciativa de pavimentação rural da América do Sul com investimentos superiores a R$ 3,5 bilhões por meio do programa Estrada Boa. A ação do Governo do Estado já soma 443 convênios formalizados em 262 municípios paranaenses, com previsão de pavimentação de cerca de 2,6 mil quilômetros de estradas rurais.

Coordenado pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o programa tem como objetivo melhorar a infraestrutura logística do campo, facilitando o transporte da produção agropecuária, o acesso de comunidades rurais e a ligação entre cooperativas, agroindústrias e centros urbanos.

Estradas rurais impulsionam competitividade do agronegócio

O programa integra uma estratégia ampla de modernização da infraestrutura rural do Estado. Além da pavimentação, o planejamento inclui aquisição de maquinários, adequação de estradas vicinais e capacitação de operadores.

Segundo o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o Estrada Boa representa um modelo inovador de infraestrutura rural.

“O Estrada Boa é hoje o maior programa de asfalto rural da América do Sul. Transformamos estradas rurais em vias modernas, pavimentadas e sinalizadas, garantindo mais qualidade e segurança para o produtor”, afirmou.

O governador destacou ainda que o projeto acompanha a modernização das rodovias estaduais e das concessões rodoviárias em andamento no Paraná.

Pavimentação reduz perdas e melhora logística no campo

A melhoria da trafegabilidade impacta diretamente a competitividade do agronegócio paranaense, setor em que o Estado ocupa posição de destaque nacional na produção de grãos, proteína animal e pescado.

Leia Também:  CESB revela campeões de produtividade de soja com médias acima das 100 sacas por hectare

De acordo com o governo estadual, a pavimentação reduz perdas no transporte de produtos perecíveis, melhora o deslocamento escolar, facilita atendimentos de emergência e fortalece o desenvolvimento regional.

O Paraná é líder nacional na produção de frangos, feijão e peixes, além de ocupar a segunda posição na produção de grãos e carne suína.

Municípios recebem obras milionárias de infraestrutura rural

Entre os maiores investimentos já formalizados pelo programa está o município de Nova Cantu, no Centro-Oeste do Estado, que receberá mais de R$ 40,5 milhões para pavimentação de 24,2 quilômetros da Estrada Ponte do Rio Tricolor, além de R$ 12,8 milhões destinados à Comunidade Santa Luzia.

Segundo o prefeito Airton Antonio Agnolin, a obra deve transformar a logística regional e reduzir significativamente as distâncias de deslocamento até Campo Mourão.

Outro destaque é Assis Chateaubriand, que teve formalizado convênio de R$ 30,3 milhões para pavimentação de 25,3 quilômetros da Estrada Rural São Pedro.

Para o prefeito Marcel Micheletto, o programa leva mais segurança, qualidade de vida e valorização das propriedades rurais.

Programa fortalece cadeias produtivas do interior

Municípios como Paranavaí, Nova Aurora, Engenheiro Beltrão, Marumbi e Honório Serpa também aparecem entre os beneficiados com projetos de grande porte.

Em Paranavaí, os investimentos contemplam obras estratégicas para o transporte da produção agropecuária, incluindo a Estrada Rota do Queijo, Estrada Ravi Duti e Estrada Cristo Rei.

Leia Também:  Pecuaristas do Rio Grande do Sul lançam mão de medidas para combater carrapatos e aumentar produtividade

Já em Nova Aurora, conhecida como capital da tilápia no Oeste do Paraná, as obras atendem importantes corredores logísticos ligados às cadeias de frango, peixes e suínos.

Segundo o prefeito José Aparecido de Paula e Souza, a infraestrutura rural é fundamental para garantir competitividade ao produtor.

“O produtor faz sua parte dentro da propriedade. Cabe ao poder público garantir condições adequadas de logística e mobilidade”, destacou.

Governo amplia investimentos em infraestrutura do campo

O Estrada Boa integra a terceira etapa do planejamento estratégico do Governo do Paraná para o desenvolvimento das estradas rurais.

Além da pavimentação, o Estado já destinou R$ 1,7 bilhão para aquisição de maquinários por 397 municípios e oito consórcios intermunicipais, fortalecendo ações de terraplanagem, conservação de vias rurais e manejo do solo.

Outra frente é o programa Patrulheiros da Sustentabilidade, voltado à capacitação de 3 mil operadores de máquinas pesadas utilizadas em obras de infraestrutura no campo.

Com a ampliação das estradas pavimentadas, o governo busca garantir maior eficiência logística, segurança no transporte rural e melhores condições de mobilidade para produtores e comunidades do interior paranaense.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA