AGRONEGÓCIO
CESB revela campeões de produtividade de soja com médias acima das 100 sacas por hectare
Publicado em
5 de julho de 2024por
Da RedaçãoO CESB (Comitê Estratégico Soja Brasil), revelou na manhã de dessa quinta-feira (4), os campeões do 16º Fórum Nacional de Máxima Produtividade. Ernest Milla Agrícola, de Candoí – PR, com produtividade máxima de 138,95 sc/ha, foi a campeão da categoria sequeiro e o produtor rural Silvio Maluta, de Itapeva – SP, foi o campeão nacional na categoria Irrigado.
Manhã de quinta-feira, 04 de julho de 2024. Nove horas de manhã e começam as transmissões pelo Canal Rural do 16º Fórum Nacional de Máxima Produtividade do Cesb (Comitê Estratégico Soja Brasil). Uma plateia atenta assistia no auditório às boas-vindas do presidente do CESB, Marcelo Habe. Nas suas falas iniciais, o cultivo sustentável já era destaque. “Não basta ser campeão, tem que ser sustentável”, afirmou Habe.
O vice-presidente do CESB, Nilson Caldas ressaltou que “mais importante que ser um campeão do CESB, é ser um campeão dentro da sua própria fazenda”, conclamando mais produtores a participarem da próxima edição. A média geral de produtividade nas áreas comerciais dos competidores ficou próxima das 90 sacas por hectare.
Pela primeira vez, cada um dos campeões também recebeu o trofeu Eco Eficiência, demonstrando o compromisso de cada um com as ações de sustentabilidade e o cuidado com o solo e o meio ambiente. Foram avaliados índices como desempenho ambiental e econômico, maior eficiência no uso de fertilizantes, defensivos e água.
Com um número recorde de seis mil participantes inscritos, mais de 980 área auditadas, sendo que, 481 delas superaram a marca de 90sc/ha com uma média de produtividade CESB na ordem de 89sc/ha, frente a média nacional que gira em torno de 53sc/ha, o concurso mostrou a sua força. Foram mais 1.100 municípios participantes em 20 estados da federação, atingindo aproximadamente uma área de mais de 3,9 milhões de hectares.
Um a um os campeões foram apresentados. As técnicas de manejo de cada um foram destacadas e eles se apresentaram no palco para receber o troféu, acompanhados dos consultores e de um representante da empresa responsável pela inscrição. O Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja é dividido em duas categorias: Irrigado (que premia o campeão nacional) e Sequeiro (que reconhece os vencedores das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste, e, com base nesses resultados, premia o campeão nacional). Os campeões da safra 23/24 foram:
- GRANDE CAMPEÃO NACIONAL/SUL (categoria sequeiro)
- Campeão Nacional: Fazenda Mariedda (Candoí – PR)
- Produtividade: 138,95 sc/ha
- Produtor: Ernest Milla Agrícola
- Consultor: Rafael Managó
- Tamanho da propriedade: 5.681 hectares
- Área de soja: 1.509 hectares
- Produtividade média: 93,75 sc/ha
- Campeão Nacional: Fazenda Mariedda (Candoí – PR)
- CATEGORIA IRRIGADA NACIONAL
- Categoria irrigada: Fazenda Fratelli (Itapeva, SP)
- Produtividade: 133,79 sc/ha
- Produtor: Silvio Maluta
- Consultor: Robson Santos
- Tamanho da propriedade: 2.800 hectares
- Área de soja: 2.500 hectares
- Produtividade média irrigada: 81 sc/ha
- Produtividade média fazenda: 70 sc/há
- Categoria irrigada: Fazenda Fratelli (Itapeva, SP)
- CAMPEÃO REGIÃO SUDESTE (categoria sequeiro)
- Campeão: Fazenda Congonhal (Nepomuceno, MG)
- Produtividade: 137,28 sc/ha
- Produtor: João Lincoln Reis Veiga
- Consultor: Gerson Justo
- Tamanho da propriedade: 384 hectares
- Área de soja: 43 hectares
- Produtividade média: 96,30 sc/ha
- Campeão: Fazenda Congonhal (Nepomuceno, MG)
- CAMPEÃO REGIÃO CENTRO-OESTE (categoria sequeiro)
- Campeão: Fazenda Reunidas Baumgart (Rio Verde, GO)
- Produtividade: 119,03 sc/ha
- Produtor: Reunidas Baumgart
- Consultor: Fernando Almeida Pereira
- Tamanho da propriedade: 25.150 hectares
- Área de soja: 8.466 hectares
- Produtividade média: 77,75 sc/ha
- Campeão: Fazenda Reunidas Baumgart (Rio Verde, GO)
- CAMPEÃO REGIÃO NORDESTE (categoria sequeiro)
- Campeão: Fazenda Aliança (Baixa Grande do Ribeiro – PI)
- Produtividade: 117,04 sc/ha
- Produtor: Ralf Karly
- Consultor: Luiz Gabriel de Moraes Jr
- Tamanho da propriedade: 22.000 hectares
- Área de soja: 11.200 hectares
- Produtividade média: 73,5 sc/ha
- Campeão: Fazenda Aliança (Baixa Grande do Ribeiro – PI)
- CAMPEÃO REGIÃO NORTE (categoria sequeiro)
- Campeão: Fazenda Fronteira 2 (Mateiros – TO)
- Produtividade: 104,42 sc/ha
- Produtor: Grupo Ilmo da Cunha
- Consultor: Luciano Biancini
- Tamanho da propriedade: 7.560 hectares
- Área de soja: 5.770 hectares
- Produtividade média: 76,4 sc/ha
- Campeão: Fazenda Fronteira 2 (Mateiros – TO)
O grande campeão da região sul e também nacional, Karl Milla, que planta em conjunto com os irmãos, ressaltou a importância do cuidado com o solo para se obter alta produtividade. “A construção de um bom solo leva gerações. O meu pai começou a trabalhar nessa área na década de 50. Ele foi um pioneiro do plantio direto”. Com o falecimento abrupto do pai há três anos, os irmãos se uniram para cuidar do legado deixado pelo patriarca e destacaram a produtividade máxima por área como seu maior objetivo. A grande preocupação da família agora é preparar a próxima geração para dar continuidade a esse legado.
O campeão do sudeste, João Lincoln Reis Veiga, venceu o desafio pela segunda vez. O produtor mineiro de Nepomuceno, no sul do estado, disse que procura fazer o manejo bem feito e que a produtividade é importante para a permanência no negócio. Segundo ele, o segredo para se obter altas produtividades é dedicação, fazer bem feito e muito trabalho. “A cultura da soja, pelo fato ser anual e de ciclo curto, não tolera desaforo”, declarou.
A fazenda Reunidas Baumgart, hoje administrada por Alexandre Baumgart, foi a Campeã do Centro-oeste. Alexandre aposta na meritocracia da equipe. “A minha equipe é altamente competitiva. Quem não for, é excluído pelo próprio grupo”. A fazenda, localizada em Rio Verde – GO, fica em uma das regiões mais produtivas do país. Ao ser questionado se ficou surpreso com a premiação, Alexandre foi enfático, “nós não fazemos um trabalho pra sermos premiados. Nós somos premiados porque fazemos o trabalho”.
Ralf Carly, campeão do nordeste, chegou no Piauí há 20 anos, originários do Paraná. Somente nos últimos cinco anos conseguiram reverter os maus resultados, devido à rusticidade da região. Eles entenderam a necessidade de investir na fertilidade do solo e começaram a performar melhor, chegando a 117,04 sacas por hectare. “Não existe uma bala de prata. O entendimento do todo é que faz o resultado. Deve-se investir no solo, na proteção de plantas e a equipe precisa estar engajada”, disse.
Márcio da Cunha, representando o Grupo Ilmo da Cunha, campeão da Região Norte, disse que não esperava tamanha repercussão da participação no desafio. Ele credita o bom desempenho ao grupo e à união de toda a equipe em busca do resultado. “Para o próximo desafio pretendemos ampliar essa produtividade”. Ele espera que outros produtores de sua região também se inscrevam no desafio.
O campeão nacional Irrigado foi o produtor Sílvio Maluta, de Itapeva – SP. Ele falou da satisfação de estar em uma grande região produtora. A produtividade da Fazenda Fratelli foi de 133,79 sacas por hectare.
Graciela Mognol, diretora de sistemas de cultivo soja da BASF, ressaltou o desafio do clima para os produtores e salientou a importância de se ter uma visão holística da propriedade. “Estamos lado a lado com o produtor e a dor dele é a nossa dor. Aquilo que o produtor pode controlar é a produtividade. Então, mesmo em situações desafiadoras, o produtor tem condições de superar as médias nacionais, como estamos vendo aqui no Prêmio do Cesb.
De acordo com Marcelo Habe, Presidente do CESB, boas práticas agrícolas com sustentabilidade são a chave para se aumentar a produtividade. “Ao equilibrarem de uma forma sólida a produtividade com a defesa da sustentabilidade, os produtores rurais ampliaram os índices produtivos de uma forma impactante, o que ampliou o grau de competividade do Desafio. Para contar com auditoria oficial do CESB, basta realizar o acionamento em nosso site”, finalizou.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro
Published
8 horas agoon
25 de junho de 2026By
Da Redação
Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes
O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.
A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.
A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.
Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.
Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes
O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.
Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.
No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.
De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.
Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.
Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário
Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.
Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.
O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.
A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.
Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026
Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.
A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.
Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.
Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.
Demanda interna por milho deve seguir aquecida
Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.
O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.
O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.
Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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