AGRONEGÓCIO

Planejamento pode garantir bons números da safra 2024/25

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O planejamento pode ser crucial para garantir números robustos na safra 2024/25, após o recorde da safra atual. Investimentos na produção são fundamentais para assegurar a estabilidade na próxima safra. O gestor corporativo da Canaoeste, Almir Torcato, destaca a importância de cautela e de estratégia, considerando as condições climáticas desafiadoras das duas safras anteriores.

“Com uma moagem recorde de 600 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2023/24, um aumento de 20% em relação ao ano anterior, os produtores têm a oportunidade de iniciar a safra 2024/25 de maneira positiva”, afirma Torcato, ressaltando que, embora formalmente a safra começe em abril, a colheita efetiva se inicia entre março e abril, com a presença de cana bisada, proveniente da safra anterior.

“A quantidade de cana bisada é mínima ou zero na nossa região (Ribeirão Preto – SP), o que não acontece em outras regiões, como Minas Gerais ou Goiás, e em locais com menos unidades, onde encontramos um percentual maior de cana bisada”, informou.

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O gestor destaca fatores favoráveis, como condições climáticas mais lineares, recuperação na produtividade e preços mais animadores este ano. Isso proporciona aos produtores uma situação mais saudável para realizar investimentos necessários, contribuindo significativamente para a melhoria da produtividade.

Torcato observa também a importância do aspecto econômico, destacando que os preços mais favoráveis abrem oportunidades para investimentos necessários. A perspectiva de uma safra 2024/25 animadora é reforçada pela possibilidade de novos investimentos, permitindo que o setor se recupere de períodos desafiadores.

O gestor ressalta, ainda, as oportunidades vinculadas ao mercado de carbono, especialmente com o RenovaBio, que visa a valorizar o potencial sustentável do etanol. Ele destaca a importância de regulamentação para a participação adequada no CBIO, incluindo a parcela que deveria ser destinada ao fornecedor de cana, enxergando o programa como um exemplo potencial para o mundo.

Apesar das perspectivas positivas, Torcato lembra que o setor é influenciado por diversas variáveis, algumas das quais fora do controle dos produtores. Ele destaca a nobreza da atividade agrícola, reconhecendo a dependência de fatores como clima, mercado, questões políticas e variações nos custos de produção. Assim, o planejamento político contínuo é crucial para garantir a continuidade do cenário positivo na próxima safra.

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“Brincamos que o produtor tem que ter fé, porque ele depende de diversas variáveis. A safra positiva em relação à produtividade não exclui a necessidade de um planejamento político para o setor, a fim de garantir que a temporada continue sendo positiva”, finaliza Torcato.

Fonte: Andréia Vital Assessoria de Imprensa

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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