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Pilgrim’s, da JBS, Registra Recorde de Ebitda em Trimestre

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A Pilgrim’s Pride Corporation, subsidiária da JBS, alcançou no segundo trimestre de 2024 o maior Ebitda da sua história: US$ 655,9 milhões. Esse resultado representa um crescimento significativo em relação aos US$ 248,7 milhões obtidos no mesmo período de 2023. A Margem Ebitda atingiu 14,4% (US GAAP) no 2º trimestre, com um avanço de 8,6 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Esses números refletem o fortalecimento das categorias de produtos frescos e alimentos preparados.

“Nós moldamos nosso portfólio para aproveitar as oportunidades do mercado enquanto mitigamos os riscos. Mantivemos a disciplina na execução de nossas estratégias e focamos no controle dos fatores que estão ao nosso alcance”, afirmou Fabio Sandri, CEO da Pilgrim’s Pride Corporation.

No segundo trimestre de 2024, a empresa alcançou uma Receita Líquida de US$ 4,6 bilhões, o que representa um crescimento de 5,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com uma Margem de Lucro Operacional de 9,7%, a Pilgrim’s registrou um Lucro Líquido de US$ 326,5 milhões, 17% acima do resultado do 2º trimestre de 2023.

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A competitividade da proteína de aves foi impulsionada por uma combinação de fatores, incluindo o custo competitivo dos grãos, controle sobre os custos e oferta de aves, e aumento da demanda. A Pilgrim’s aproveitou essas condições para expandir suas marcas Case Ready e Small Bird, além de potencializar o mercado de big bird, utilizado como matéria-prima por outras empresas.

Em alimentos preparados, a marca Just Bare apresentou um crescimento de dois dígitos, superando a média da categoria, enquanto os produtos Pilgrim’s também tiveram um desempenho positivo. A empresa acelerou a diversificação com o lançamento de mais de 85 novos produtos, incluindo Richmond e Fridge Raiders, que tiveram crescimento próximo a dois dígitos.

Além do fortalecimento nos Estados Unidos, onde a Pilgrim’s diversificou seu portfólio com diferentes tamanhos de aves, a empresa expandiu suas margens na Europa através da melhoria do portfólio com principais clientes e excelência operacional. No México, a companhia alcançou um equilíbrio sustentável entre oferta e demanda, além de crescimento com clientes e impulsionamento contínuo das marcas.

Sandri destacou que a Pilgrim’s está se ajustando rapidamente às preferências dos consumidores, mantendo uma relação estreita com os clientes e garantindo excelência operacional. “O desempenho na Europa confirma a robustez de nossas estratégias e a agilidade de nossa equipe, enquanto o México continua a apresentar crescimento acima do mercado para nossos clientes e ofertas de marca”, concluiu.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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