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Açúcar registra queda no mercado internacional com produção brasileira acima das expectativas

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O mercado internacional do açúcar enfrentou significativa volatilidade no início de dezembro, atingindo os patamares mais baixos dos últimos cinco meses. Em Nova York, o contrato futuro para março do açúcar bruto experimentou uma queda de quase 8% na sessão de quarta-feira, atingindo 23,00 centavos de dólar por libra-peso, o valor mais baixo desde julho. Na quinta-feira, testou os 22,80 centavos, alcançando o menor patamar desde o início de julho.

A retração do mercado foi influenciada por uma produção acima do esperado na principal região canavieira do Brasil. Esse cenário reduziu as preocupações em relação à oferta global, desencadeando uma onda de liquidação de posições compradas por parte de fundos de investimento.

A projeção para a produção de açúcar na região centro-sul é estimada entre 41,5 e 42 milhões de toneladas em 2023/24, superando as 39 milhões de toneladas indicadas por pesquisas junto a analistas, conforme conduzido pela Reuters.

A queda nos preços do petróleo também contribuiu para o sentimento negativo no mercado, tornando o etanol menos atrativo para usinas do Brasil, Índia e outras origens, potencialmente aumentando a oferta de açúcar.

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Volume de Exportação Abaixo das Expectativas

O número de navios aguardando para embarcar açúcar nos portos brasileiros diminuiu de 112 para 97 na semana encerrada em 6 de dezembro, de acordo com levantamento da agência marítima Williams Brasil. O carregamento agendado também reduziu, passando de 5,370 milhões de toneladas para 4,659 milhões de toneladas.

O Porto de Santos (SP) lidera o carregamento, com 3,287 milhões de toneladas, seguido pelos portos de Paranaguá, no Paraná (1.057.023 toneladas), Maceió, nas Alagoas (159 mil toneladas), São Sebastião, em São Paulo (55 mil toneladas), Recife, em Pernambuco (56.000 toneladas) e Suape, também em Pernambuco (44.900 toneladas).

Os tipos de açúcar incluídos na carga para exportação são VHP (4,554 milhões de toneladas), TBC (71.500 toneladas), Refinado A-45 (23 mil toneladas) e VHP em sacas (equivalente a 19.900 toneladas). O relatório da agência abrange as embarcações já ancoradas, aquelas aguardando atracação e as com previsão de chegada até 28 de janeiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito rural e renegociação de dívidas ganham destaque com juros elevados e linhas a partir de 2% ao ano

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A elevação da taxa Selic para 15% pelo Comitê de Política Monetária (Copom) reforça o cenário de juros elevados no Brasil e amplia o impacto sobre o crédito rural e o endividamento no agronegócio. Com isso, o país passa a ocupar a vice-liderança global em juros reais, atrás apenas da Argentina, segundo levantamento do Portal MoneYou.

A decisão do Banco Central tem como objetivo conter a inflação por meio do encarecimento do crédito e da redução da demanda na economia. No entanto, o movimento também afeta diretamente produtores rurais que contrataram financiamentos nos últimos anos para custeio de safra, aquisição de máquinas, implementos e expansão de áreas produtivas.

Selic elevada encarece crédito e pressiona produtores rurais

Com a taxa básica de juros em patamar elevado, empréstimos e financiamentos tendem a ficar mais caros. Em alguns casos, operações de crédito rural já contratadas podem sofrer reajustes, especialmente aquelas indexadas a taxas variáveis.

O aumento dos juros, apesar de contribuir para o controle inflacionário, também reduz o ritmo de investimentos no setor produtivo, já que encarece o capital e impacta diretamente a capacidade de expansão dos negócios no campo.

Nesse cenário, produtores rurais passam a avaliar alternativas como renegociação, alongamento de prazos e quitação antecipada de dívidas, dependendo das condições financeiras e da estrutura de cada operação.

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Mercado privado amplia opções de crédito rural

Além das linhas oficiais, o produtor rural conta com soluções do mercado financeiro privado, que vêm ganhando espaço como alternativa ao crédito tradicional.

A ConsulttAgro, empresa especializada em captação de recursos para o agronegócio, atua com taxas a partir de 2% ao ano e prazos de até 20 anos para pagamento, voltados à aquisição de terras, maquinários e expansão produtiva.

A empresa mantém parceria com mais de 20 instituições financeiras, incluindo bancos, administradoras de crédito e fundos de investimento, com foco na estruturação de operações personalizadas para diferentes perfis de produtores.

Segundo representantes da consultoria, o processo de análise considera fatores como garantias, faturamento e necessidade do cliente, buscando adequar taxa, prazo e custo total da operação ao perfil de cada produtor rural.

Garantias e perfil do produtor definem condições de crédito

Especialistas do setor destacam que a estrutura de garantias é um dos principais fatores para a obtenção de melhores condições de financiamento. Dependendo da linha de crédito, podem ser exigidas garantias proporcionais ao valor financiado, variando conforme o risco da operação.

A recomendação é que o produtor apresente informações claras e organizadas desde o início da negociação, o que contribui para maior agilidade na análise e melhores condições de contratação.

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Crédito rural privado cresce com demanda por alternativas

O aumento da demanda por crédito estruturado tem impulsionado empresas especializadas no setor. Em 2024, operações privadas voltadas ao agronegócio movimentaram R$ 1,6 bilhão, com valores que variam de R$ 150 mil a R$ 150 milhões por operação.

Além de aquisição de áreas rurais, essas linhas também atendem investimentos em infraestrutura, máquinas e expansão produtiva, ampliando o acesso a capital fora do sistema bancário tradicional.

Gestão financeira se torna estratégica no agronegócio

Com juros elevados e maior pressão sobre o custo do crédito, a gestão financeira ganha papel central na sustentabilidade das propriedades rurais. A escolha entre renegociar dívidas, alongar prazos ou buscar novas linhas de financiamento depende diretamente do planejamento de cada produtor.

Em um cenário de Selic elevada e crédito mais restrito, a busca por alternativas mais competitivas se torna uma estratégia essencial para manter a competitividade e garantir a continuidade dos investimentos no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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