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PIB de Minas Gerais deve crescer 3,1% em 2023

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O Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais, que é a soma dos bens e serviços produzidos no estado, deve registrar um aumento de 3,1% em 2023, percentual superior ao do PIB do Brasil, que pode encerrar o ano com alta de 2,9%. A projeção é da FIEMG, que nesta quinta-feira (21/12) divulgou o seu Balanço Anual 2023 e Perspectivas durante um evento com jornalistas na sede da federação, em Belo Horizonte. A publicação traz ainda outros números da economia do estado, do país e de setores da indústria, bem como uma análise técnica e detalhada sobre os diferentes cenários que influenciaram o comportamento do PIB de janeiro a outubro deste ano. Clique neste link e confira o balanço na íntegra .

Conforme o balanço, o bom desempenho da agropecuária no primeiro semestre, a resiliência do mercado de trabalho e a queda da inflação contribuíram para o resultado positivo da economia brasileira e mineira neste ano. Dessa forma, até o terceiro trimestre de 2023, tanto o PIB do país quanto o PIB do estado registraram alta de 3,2% na comparação com o mesmo período de 2022. Neste ano, era esperada uma desaceleração econômica devido ao contexto internacional desafiador e às altas taxas de juros praticadas no Brasil.

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“No estado, o crescimento deverá ser impulsionado, ainda, pela indústria extrativa, devido ao melhor desempenho operacional apresentado pelas empresas do segmento”, observa o gerente de Economia da FIEMG, João Gabriel Pio.

O presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, considera que a boa performance do PIB mineiro está associada também à atividade industrial que, segundo o líder empresarial, “revelou resiliência e capacidade de adaptação às condições econômicas recentes”.

“Vale ressaltar que Minas Gerais tem apresentado indicadores superiores à média brasileira. Nos últimos dois anos, o PIB do estado registrou um crescimento 9,3% superior à média nacional, e a indústria mineira expandiu-se 37,3% além da média nacional do setor, contribuindo significativamente para a melhoria dos indicadores econômicos do Brasil”, diz Roscoe.

Flávio Roscoe destaca o comportamento positivo da economia ao longo de 2023, mesmo diante das incertezas relacionadas à inflação e aos juros elevados. Para o líder empresarial, esse cenário, em sua maioria, tende a persistir em meio a novas situações que podem surgir. “É certo que os próximos anos apresentarão desafios significativos, demandando a implementação de ações inovadoras nos âmbitos socioeconômico e ambiental. Torna-se ainda mais evidente que a verdadeira trilha para uma sociedade próspera, justa e sustentável está intrinsecamente ligada ao fortalecimento da indústria”.

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A relevância do setor produtivo de MG

No âmbito estadual, a produção industrial registrou alta de 3,5% de janeiro a outubro deste ano, com influência dos segmentos extrativo e de transformação, que registraram crescimento de 6,5% e 2,3%, respectivamente. Já a indústria nacional apresentou estabilidade no mesmo período. “Assim como no país, o melhor desempenho operacional das unidades produtivas do setor de mineração colaborou para o aumento do setor extrativo. A implementação de investimentos atraídos nos últimos anos, por sua vez, ajudou a explicar o crescimento do segmento de transformação”, explica João Gabriel Pio.

A expectativa da FIEMG é que a indústria mineira cresça 3,8% em 2023, percentual quase quatro vezes maior que o nacional, que deve ficar em 1,1%. “Em um cenário desafiador, a indústria tem demonstrado sua notável resiliência e habilidade inovadora. As empresas do setor têm se destacado na capacidade de se reinventar, sendo cruciais na oferta de bens essenciais para a vida e a segurança. Além disso, desempenham um papel fundamental como geradoras de oportunidades de emprego e renda”, pontua Flávio Roscoe.

Fonte: FIEMG – Federação das Indústrias de Minas Gerais

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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