AGRONEGÓCIO

Edital de Fomento ao Cooperativismo em Minas Gerais: Inscrições até 28 de Julho

Publicado em

Cooperativas da agricultura familiar em Minas Gerais têm até o dia 28 de julho para participar do Edital de Chamada Pública 01/2024. Este edital visa selecionar empreendimentos que receberão apoio e fomento técnico por meio de uma parceria entre o Governo de Minas, através da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), e o Sistema Ocemg.

A iniciativa selecionará quatro cooperativas para receber capacitação e consultoria das equipes técnicas do Sistema Ocemg. As áreas de foco incluem organização produtiva, parcerias estratégicas e posicionamento de marca. Segundo Sandra Santos, assessora Técnica na Diretoria de Agroindústria e Cooperativismo, “esse edital é fundamental para aumentar a eficiência organizacional e competitiva das cooperativas, melhorando seu posicionamento no mercado e promovendo maiores benefícios para seus associados”.

O edital tem como objetivos aumentar a eficiência das cooperativas selecionadas, agregar valor aos produtos e oferecer melhores oportunidades de emprego e renda para os produtores associados. O plano de trabalho terá duração inicial de 30 meses, com possibilidade de prorrogação.

Leia Também:  Pecuaristas de Mato Grosso não serão multados por divergência na contagem do gado

As cooperativas interessadas devem estar vinculadas e em conformidade com o Sistema Ocemg. A documentação necessária deve ser enviada para o e-mail [email protected]. As atividades de apoio técnico começarão após a publicação dos resultados do processo seletivo, previsto para o final de agosto. As capacitações serão adaptadas às demandas dos produtores e incluirão reuniões periódicas para acompanhamento.

O Instituto Desenvolve Pecuária também está promovendo eventos como o Fórum da Cadeia Produtiva da Carne Bovina, que facilita a troca de informações e a capacitação técnica, essencial para o desenvolvimento do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

Published

on

Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

Leia Também:  Agronegócio de Minas Gerais ultrapassa R$ 1 trilhão no PIB

No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

Leia Também:  Exportações do agronegócio recuam 0,6% em maio, mas comércio exterior segue positivo

Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA