AGRONEGÓCIO

Clima em agosto impacta safras no Brasil e nos EUA; La Niña pode influenciar a produção em 2025/26

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O mês de agosto foi marcado por temperaturas elevadas em grande parte do Brasil, enquanto frentes frias atingiram o Sul e o Sudeste, provocando geadas leves a moderadas. Esse contraste climático gerou impactos variados sobre a agricultura.

No Centro-Oeste, Sudeste e MATOPIBA, máximas superiores a 37°C em algumas cidades de Mato Grosso afetaram o ritmo das lavouras.

No Sul, o excesso de chuvas dificultou a semeadura dos cultivos de inverno e atrasou a colheita do algodão, embora a produtividade do trigo no Paraná não tenha sido significativamente impactada.

O Norte e o litoral do Nordeste registraram volumes pluviométricos acima da média, favorecendo culturas como feijão e milho. Já áreas de Rondônia, Tocantins e Minas Gerais enfrentaram seca.

No Centro-Oeste e Sudeste, o tempo seco beneficiou a colheita da segunda safra de milho, algodão, cana-de-açúcar e café arábica.

Estados Unidos registram chuvas abaixo da média, mas cenário produtivo segue positivo

Nos EUA, algumas regiões do Meio-Oeste enfrentaram chuvas abaixo da média em agosto. Por outro lado, a maior incidência de luz solar favoreceu a polinização e o enchimento de grãos.

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O panorama geral para a safra norte-americana segue positivo, com perspectiva de produção recorde de milho, embora ajustes pontuais na produtividade possam ser necessários devido ao clima ligeiramente mais seco do que o esperado.

La Niña deve influenciar o clima brasileiro a partir da primavera

A partir de setembro, o Brasil entra em fase de transição climática, com expectativa de retorno da La Niña entre outubro e novembro, com efeitos mais evidentes no final de 2025 e início de 2026.

No Sul do país, o risco maior está na redução das chuvas entre novembro e dezembro, período crítico para o desenvolvimento da soja. Bloqueios atmosféricos podem gerar até 30 dias com pouca ou nenhuma precipitação, mas a partir de janeiro a tendência é de chuvas mais regulares.

No Centro-Oeste e MATOPIBA, a expectativa é positiva para o início da safra, com chuvas antecipadas favorecendo o plantio da soja. O alerta fica para intervalos mais longos sem precipitação entre dezembro e janeiro, que podem afetar o enchimento de grãos.

No Centro-Norte, espera-se aumento das temperaturas máximas, elevando a evapotranspiração e a demanda hídrica. No Sul, a variação entre calor e temperaturas amenas deve continuar.

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Efeitos esperados da La Niña nos EUA

Nos Estados Unidos, a La Niña geralmente traz ar mais frio para o centro e tempo seco no sul, favorecendo a colheita da safra de grãos. No Meio-Oeste americano, a previsão indica maior regularidade nas chuvas, beneficiando o encerramento do ciclo produtivo de soja e milho.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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